terça-feira, 12 de setembro de 2017

Mensais Disney de Setembro


Hoje eu quero compartilhar as edições mais tradicionais da linha de produção dos 'Quadrinhos Disney' pela Abril jovem. 

Lembrando que este blogue não foi e nunca terá intenção de ser um indicativo para "check list". Para isto, recomendo que acessem a própria página da Abril no Facebook ou o site do Planeta Gibi, que possui uma equipe seria e engajada neste quesito para transmitir todas as informações (e até algo mais) aos leitores. Afinal, a vida deles gira em torno desse mundo, literalmente.

Aqui, compartilho apenas o que é possível no momento. Algum material eu leio e expresso em palavras o que encontrei. Já outros, compartilho pelo prazer em divulgar e tornar crescente a produção das revistas. 

Pateta n° 77 traz uma capa que me causou intriga. A cara do Pateta está nervosa, como se estivesse realmente incomodado pela presença do Papagaio lendo seu jornal, o que é estranho, vez que o Pateta não costuma expressar-se assim, até porque o poleiro da ave foi acomodado rente à poltrona, justamente, para tê-la como companhia. Confesso que não entendi direito o que se passou, mas acabou chamando a atenção.

A Abril anunciou seis HQs para esta edição. Ela realmente contém, entretanto, duas são apenas de uma página. São ótimas e caprichadas, possuem um certo diferencial em seu conteúdo. Espero que os leitores gostem. As outras, com mais páginas, são mais do mesmo que nos divertem sempre. Inclusive, o Superpateta dá as caras de novo nesta edição. Apesar da capa meio esquisitona, o conteúdo diverte.


Mickey n° 901 traz de volta a série "Mickey X" a qual não faço a menor ideia do que seja e muito menos em que foi baseada, e agora estou ocupado demais para ficar pesquisando na Internet. Acredito que devem ser boas aventuras, como sempre, com várias referências ao que estão parodiando ou homenageando, o que para mim, que sou leigo, não tira o mérito de avaliar se é uma boa arte, pois um trabalho bom sempre diverte; apenas fico sem saber das referências.

Zé Carioca n° 2436 traz uma capa muito bonita que já deve ter sido re-re-re-reutilizada com outro acabamento algumas vezes, mas considero super importante, de verdade, que continuem mantendo esse título. Suas 52 páginas são ideais para resgatar o que há de melhor na produção brasileira de quadrinhos, oferecendo um "mix" de personagens, fazendo com que não nos cansemos, já que não vamos encontrar apenas um único núcleo de produção nacional.

A editora anunciou uma republicação rara de Sir Lock Holmes. Eu sugiro que você, fã do Zé Carioca e admirador da variedade de personagens sempre presente no título, folheie bem esta edição para saber se estará satisfeito com o acabamento gráfico das HQs. Algumas estão muito boas, mas já encontrei outras com acabamento de pinturas e traços bem danificados. Veja bem antes de comprar, para não ficar reclamando feito pessoa mal-comida depois


Pato Donald n° 2471, a capa é repetitiva. Já vimos um milhão de vezes o Donald em situações semelhantes com seus sobrinhos empoleirados feito bolas de sorvete, uma em cima da outra. Talvez representem morango, açaí e pistache. O conteúdo é muito bom. Claro que preferi as edições anteriores, mas esta é mais uma que pode-se obter boa diversão.

Minnie n° 77 traz mais uma capa cretina de menininha ou dona de casa que me faz lembrar dos anos 60 ou 70 que, repreendida pelo machismo imperial predominante à epoca, dependia totalmente do marido para sair e fazer compras, e sua realização maior era casar e ser empregada do lar para agradar ao seu amado. Nada contra isso, a questão é que o público atraído por essa capa não vai se familiarizar pelas aventuras, na maioria das vezes, muito bem elaboradas onde a personagem não tem nada de mocinha submissa às vontades do Mickey e sabe lidar de forma independente com muita coisa acontece. Na verdade, a revista da Minnie é ótima, mas essas capas dela me aborrecem.


Tio Patinhas n° 627 traz uma aventura interessante focada no reino de Sabá e, dentre outras coisas, mais uma aventura da série "Todos os Milhões" que, se não me engano, agora é o décimo sexto milhão. Admiradores do pato quaquilionário vão curtir bastante!

Da série "O Retorno dos morto-vivos", temos a edição mensal da volta do Disney Especial. A Abril Jovem anuncia "Os Fazendeiros" como sendo a publicação referente a este mês. Entretanto, como ela chega às bancas, muitas vezes, após o dia 20, ainda é possível encontrar a anterior "Os Primos" e digo que está muito boa a seleção. 

Disney Especial voltou sem numeração específica e sem data de produção, assim fica mais fácil para as pessoas adquirirem algum exemplar sem aquela frustração de que perderam muitos números. São como se fossem edições avulsas, lançadas mês a mês, com temas diferentes.


Almanaque Disney n° 376 vem sendo a premissa deste mês, segundo informações. A chamada é bem clara: "A origem e a primeira aparição da Pata Lee". A Pata Lee, digo por mim, é uma personagem bem legal, com uma porção de amigos alto astral e marcou época quando eu a lia nas publicações da extinta revista da Margarida. Não sei se ela apareceu em outros títulos. O fato é que ficou sumida e, atualmente, começou a reaparecer por aí.

A edição também trará aventuras com o Dr. Dark, um vilão que tem dado as caras desde a edição de volta do Almanaque Disney (n° 373, de Junho deste ano, muito boa por sinal). Ele faz parte do núcleo do Superpato. Clarabela aparece em "Clarabela Repórter": o que é, no mínimo, curioso. 

Como ela chega às bancas após o dia 20, ainda é possível encontrar o Almanaque Disney n° 375, referente ao mês passado e que abre com uma trama bastante envolvente: "A Herança de 13 Sextilhões" - Donald e Gastão veem-se herdeiros de Patinhas, finalmente, e o que parecia ser um prenúncio de solução dos problemas e vida boa, na verdade, vira um pesadelo. Com roteiros e desenhos atribuídos a Jan Gulbransson, um artista do qual nunca ouvi falar, a obra é de Junho de 1983 e nunca tinha sido publicada por aqui. Os traços são muito bons, remetem ao estilo mais antigo do Donald, onde ele tem bico maior, pernas mais curvas e um jeito ainda mais desengonçado.


Bom, pessoal! Espero que tenham gostado da postagem, que teve um viés bem mais pessoal de coisas que nem tinham necessidade de serem expressadas, porém, tive vontade de trazer à tona um pouco daquilo que venho relutando em escrever, pois tenho gostado mais de expressar coisas boas e positivas, que também são verdadeiras. 

Minha sinceridade não se compra (afinal, ninguém até hoje se interessou por ela a tal ponto de fazer com que eu mudasse). O que aconteceu é que o tempo me fez ficar mais responsável por aquilo que expresso. É muito difícil construir algo e torná-lo sólido e constante. Mas destruir é muito fácil, infelizmente. E eu tenho tomado todo cuidado para não destruir mais nada. Basta uma palavra mal utilizada para que um estrago seja feito. Muita gente perde com isso. Eu não quero ser esse tipo de agente. Mas minha sinceridade sempre estará presente de alguma forma. Se é que alguém tem valorizado o conteúdo que produzo.

Abraços a todos.

Fabiano Caldeira. 


2 comentários:

  1. Continuo sem as mensais. Mês passado tive problemas pra encontrar e ficaram faltando as do Pateta e Minnie. Esse mês ainda não comprei nenhuma. Minha cidade tem 3 bancas e agora está difícil pra encontrar as mensais Disney aqui (não foi sempre assim).

    Não me animo de comprar pela internet e pagar frete. Talvez em novembro na black friday eu faça a assinatura das revistas. Já fui assinante e tive menos problemas do que o pessoal tanto comenta.

    Eu estou passando bem por essa fase sem as mensais. Acredito que está sendo mais benéfico pra mim do que qualquer outra coisa. É bom colocar a cabeça no lugar e deixar de ser comprador hardcore. Colecionador hardcore eu nunca fui, daqueles que querem ter todos os números, compram antigos pra completar a coleção e etc, mas ultimamente eu estava sendo um comprador hardcore. Comprando tudo que saía e até tendo dificuldade pra ler tudo.

    Tenho uma coleção considerável já de revistas Disney. Quando eu era criança devo ter lido e relido minhas "mensais" da época (PD e ZC eram quinzenais) uma dezena de vezes. Hoje isso não acontece. Não tenho tempo de reler as antigas que ficam apenas decorando a estante (ok, essa parte é um dos prazeres do colecionismo, mas não pode ficar só nisso) e também não releio as mensais recentes...

    Podemos questionar até que ponto é interessante reler, uma vez que temos apenas uma vida pra viver, logo seria mais útil ler apenas inéditas. Bobeira, se fosse assim eu não assistiria os filmes que gosto varias vezes. Ao menos uma vez por ano eu assisto a trilogia O Poderoso Chefão, por exemplo. Me toma 9-10h do meu tempo, mas o prazer é imensurável.

    Então estou com a mente tranquila mesmo ficando com esse "buraco" na coleção. Também estou pensando em parar com a coleção de Anos de Ouro de Mickey. Sei que é muito importante pra alguns essa publicação mas HQs nesse formato tirinhas não é o que mais me atrai. O que é old é importante historicamente, mas não sou obrigado a gostar de tudo. As HQs italianas modernas é o que eu mais gosto. Deve ser porque comecei a ler gibis no inicio da década de 90.

    No ultimo mês li bem pouco. Tanto HQs quanto livros. Está tudo parado aqui. Estou passando por uma fase sem muito tempo ou pode ser desleixo ou uma "enjoada". Normal. Logo volto com tudo. Já me conheço.

    Obrigado pela atenção. Apenas um relato da minha fase como leitor nos ultimos dois meses!

    A família está bem. O baby já ta andando agora. Abraço.

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    1. O seu depoimento vai muito de encontro ao que penso. Eu não tenho bol$o para colecionismo perfeito. Depois, farei o quê com a coleção, uma vez que o papel vem sendo cada vez mais deixado de lado por causa do digital e são poucas as pessoas que dão o que realmente valem a uma coleção. E essas pessoas, acredito, já possuem seus contatos. Ou você acaba vendendo por uma mixaria, no desespero, ou acaba ficando com um monte de papel colorido em casa enquanto suas contas chegam. É por isso que eu prefiro as mensais e, de preferência, procurando em sebos ou comprando em pacotes econômicos. Ao menos, a minha pilha de HQs não vai sendo feita com muito $acrifício.

      A Abril está lançando muito material em formato luxo. Nunca tivemos um tempo tão promissor para as edições de luxo da Abril. A editora está de parabéns por finalmente ter aberto os olhos a esse mercado e estar investindo cada vez mais. Acredito que haja um bom público para eles e a tendência é manter esse pessoal o quanto antes. Não se a lógica de lançarem simultaneamente cada edição de Anos de Ouro do Mickey, Pato Donald por Carl Barks e agora a Biblioteca de Don Rosa será algo tão lucrativo. Acredito que haja alguma vantagem promissora para eles, senão já teriam espaçado um pouco mais os lançamentos. Na verdade, os maiores clientes, eu suponho são lojas como Amazon, Ponto Frio, Saraiva entre outras. Pois elas apostam em uma quantidade grande de compras para revender depois em seus sites. É aí que a Abril mais tem ganhado. Eu suponho que o Walter Longo esteja, certamente, fazendo a diferença à equipe da Abril.

      Os poucos encadernados que tenho não foram conseguidos com tanto esforço, mas foram oportunidades que aconteceram. Acabo ganhando muita coisa e também moro em um local onde estou sempre indo em algum sebo. OK, os encadernados possuem algum amassado na capa ou contracapa, alguma página do interior com um defeitinho aqui e ali, mas a vantagem acaba sendo real para mim.

      Seu filho está crescendo rápido. Logo vai começar a falar e a mexer nas coisas todas. Cuide bem dele e ensine limites. Eu tive sérios problemas há uma semana com crianças de um vizinho. E me desgastei tanto com a história que estou há uma semana sem abrir meu cachorro quente, com minha psoríase bastante atacada, e confesso que nem sei se retornarei a esse negócio. É muita raiva com gente sem educação e sem respeito, que vive alcoolizada de cerveja barata e fica te provocando e usando os filhos pequenos para tal. Cuide bem dessa pessoinha aí. Coloque limites.

      Dar um tempo nessas compras é a melhor coisa que você faz. Somos leitores sem compromisso e temos muito material para ler ou folhear quando estamos de bobeira.

      Quantos aos filmes, eu ja perdi a conta de quantas vezes já revi alguns de A Hora do Pesadelo e Sexta Feira 13. Meu companheiro não entende por eu sempre revejo. Nem eu entendo. Mas eu faço. O que nunca tinha me acontecido foi reler algum livro, mas confesso que um dia farei, pois minha memória está esquecendo o conteúdo de alguns que li há uns 20 anos. rsrs....

      Um abraço. Valeu pelo seu depoimento.


      Fabiano Caldeira.

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Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!