quinta-feira, 31 de agosto de 2017

2° Manual do Escoteiro Mirim - fiel ao de 1976


A Abril Jovem orgulhosamente apresenta o "2° Manual do Escoteiro Mirim". Trata-se de um nova impressão, fidedigna à de 1976, ou seja, um material totalmente restaurado, no sentido de que as páginas, o papel e a impressão são novos, mas trazem o conteúdo original, feito há 41 anos.

É chance de você, que já tem esse exemplar e infelizmente foi sofrendo a ação do tempo, de renovar sua coleção com essa reprodução fiel ao teu original. E aos que não tiveram, de conhecer e procurar obter mais esta preciosidade que a editora agora traz à tona.

Veja que a divulgação também mostra o primeiro volume, que também foi relançado há certo tempo, junto com a edição de luxo dos Escoteiros Mirins que bateu recordes de vendas e ainda é procurado hoje. Portanto, tudo indica que o primeiro volume também pode estar disponível,  facilitando a aquisição dos dois números em uma só compra.

O "2² Manual do Escoteiro Mirim" já está chegando nas  bancas, revistarias, livrarias e demais pontos de vendas do ramo ao preço de R$ 39,90 (trinta e nove reais e noventa centavos).






Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PATETA FAZ HISTÓRIA - VOL. 3


Está chegando em algumas bancas, revistarias, livrarias e demais pontos de vendas específicos mais uma edição de luxo de "PATETA FAZ HISTÓRIA". Essa coleção visa fazer paródias de fatos que possuem grande reconhecimento histórico, seja através de determinadas obras, fatos e/ou grandes personalidades que realmente existiram e contribuíram para com a História da humanidade.

"PATETA FAZ HISTÓRIA" foi lançada, inicialmente, nos anos 80. Em 2010, ganhou uma cara totalmente contemporânea onde foram incluídos os seus 20 volumes totais. E agora, em 2017, a Abril Jovem percebeu que seria uma ótima ideia reestruturar todo o seu conteúdo em cinco volumes de fino trato aos amantes de seus encadernados de luxo. 

Este já é o terceiro encadernado, traz cerca de 360 páginas, conforme anuncia a divulgação, e o preço, ao que parece é o de R$ 69,90 (sessenta e nove reais e noventa centavos).





Abraços a todos.

Fabiano Caldeira. 


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A Maldição do Pateta-Lobo



“A MALDIÇÃO DO PATETA-LOBO” fez jus às expectativas em torno do personagem que realmente vira um lobisomem e sai pelas ruas em noite de Lua Cheia para dar sumiço nos gatos da vizinhança.

Trata-se de uma trama antiga de Romano Scarpa (roteiro e desenhos) com arte-final creditada a Sandro Del Conte, nunca antes publicada aqui no país. Já fiz uma postagem falando que ainda há muito material de ‘Quadrinhos Disney’ que não conhecemos. Este é um belo exemplo.

Mickey e um corvo arteiro chamado Brutus investigam o desaparecimento desses gatos em meio aos boatos de que um lobisomem estaria à solta pela cidade. Pateta fica a par dos acontecimentos, o tempo todo, porém, alheio ao fato de que ele é o próprio ser que vem aterrorizando os lares da população.


Pateta é um grande cão preto e desengonçado. Visualmente, não é difícil imaginá-lo transformando-se em tal criatura. A questão é sua extrema docilidade e trapalhadas. Não dá para imaginá-lo como uma criatura ágil e intimidadora que ainda sequestra os gatos de todo mundo.

Pois é, mas isso realmente acontece. Ele vira o bichão dos infernos e apronta em cada noite de Lua Cheia.

A trama oferece várias tiradas de humor rotineiro, intercaladas a momentos de angústia e terror. O auge foi Minnie reunir os gatos das amigas e colocá-los sob a vigilância de Mickey, acreditando estarem seguros. Só que não! Mickey, por sua vez, os encaminha ao Pateta! Isso mesmo! Na maior inocência, ele leva todos os gatos diretamente para o monstro. Não preciso nem dizer que essa ideia não prestou, né?



Mais duas HQs vêm depois. “A CONSULTORA DE ETIQUETAS” (roteiro: Don Markstein – desenhos: Xavier Vives Mateu) mostra Clarabela e Horácio às voltas com um baile importante na cidade. Ela quer Pateta todo alinhado para o evento e começa a batalhar para construir um lorde. Historinha previsível, típica de miolo de revista, porém, super válida porque mostra os personagens em suas personalidades peculiares. Eu gosto muito dessas obras secundárias. Os desenhos são muito bem feitos, cenários caprichados e os personagens são eles mesmos, não interpretam ninguém.


“UM ROSTO PARAESQUECER” (roteiro: Lars Jensen – desenhos: Flemming Andersen) fecha a edição com uma aventura do Superpateta às voltas com um criminoso que conseguiu a façanha de fazer com que seu rosto seja esquecido logo após os delitos que comete. Sem ninguém para identifica-lo, uma onda de crimes começa a ocorrer e ele vai se tornando cada vez mais poderoso. Uma obra simples, prática e que vai direto ao ponto, sem enrolação. Curti muito o desfecho e os desenhos. Merece minha admiração.



Também fiz um vídeo desta revista, onde vou comentando enquanto folheio suas páginas. O canal "Socializando HQ" nem sempre traz o mesmo conteúdo que este blogue, mas procura ser uma ferramenta a mais que utilizo para mostrar aquilo que leio, assim como outros assuntos. Percebo que o público costuma ser diferente entre as duas plataformas, mas, disponibilizo o vídeo, logo abaixo, caso você aprecie o gênero.


Pateta n° 76 é publicada pela Editora Abril Jovem, contém 52 páginas e preço de capa a R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos). Em sebos, com sorte, você encontra um exemplar usado por cerca de um ou dois reais. Ela é deste mês, portanto, ainda é facilmente encontrada nas bancas e demais pontos de venda (livrarias, revistarias etc.).


Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Margarida e seus 80 anos... e Donna!


Margarida, a namorada do Pato Donald, na verdade, se chama Daisy Duck. No Brasil, como era costume, o nome foi mudado para Margarida, talvez, porque, na época, mulheres eram consideradas delicadas como flores. E Margarida era uma patinha linda, toda feminina, remetia a essa beleza floral, correspondendo bem ao nome, até o momento em que mostrava seu lado temperamental onde não gostava de sentir subestimada por Donald.




Sua origem levanta uma questão interessante, pois o Donald já contracenou com uma outra pata. Seu nome era Donna.


Lembro-me dela em um curta-metragem, aqueles tantos episódios da Disney que passaram infinitas vezes nas manhãs da Rede Globo e enchiam nossos corações de alegria por se tratar de obras tão caprichadas, bonitas, interessantes e divertidas. 

Esse era um grande diferencial dos Estúdios Disney de antigamente: promover animações curtas com um grau de sofisticação e esmero nunca visto antes. Tanto que acabaram sendo referência mundial aos concorrentes diretos como os Looney Tunes, o Pipa-pau, entre tantos outros.

Donna surgiu em 09 de Janeiro de 1937, portanto, há 80 anos, criada por Al Taliaferro (Charles Alfred Taliaferro), para o desenho animado intitulado "Don Donald", dirigido por Ben Sharpsteen, e roteiro atribuído a Merrill De Maris, Webb Smith e Otto Englander. A voz original de Donna é de Clarence Nash, mundialmente conhecido pela voz do próprio Donald, e a música é atribuída a Paul Smith (até isso conseguimos saber agora, com a Internet).

Margarida, como a conhecemos de fato, veio apenas em 07 de Junho de 1940, portanto, há 77 anos, para o episódio "Mr. Ducks Steps Out (No Passo do Sr. Pato)", com créditos atribuídos a Jack King na direção. Jack Hannah, Frank Tashlin e Carl Barks compõem o roteiro. Sim. Carl Barks, o nosso tão aclamado Mestre Disney, o "pai dos patos", é um dos responsáveis pelo roteiro. Clarence Nash, novamente, fez as vozes originais de Donald e Margarida. A música é atribuída a Charles Wolcott.

Há quem diga que ambas são a mesma pessoa. A própria Disney chegou a afirmar isso, em 1999, através de uma inscrição em uma peça colecionável da Margarida, escrito: "Daisy Duck, como Donna Duck, em 1937".


"Don Donald" se passa no México. Vestido à caráter e no lombo de um jumento, Donald se encontra com Donna que, desde então, já apresentava as maiores características da Margarida: a delicadeza e a feminilidade à flor da pele, assim como a mudança brusca de humor, a irritação, a falta de paciência e a forma desastrosa como conduz as coisas quando se sente contrariada. Logo constatamos que a animação mostra um jogo bem-humorado de sedução, onde amor e ódio coexistem o tempo todo, devido ao temperamento volúvel de ambos.






"Mr. Ducks Steps Out (No Passo do Sr. Pato)" já mostra Donald em sua casa, preparando-se todo feliz e confiante para um encontro especial. Chegando à casa de Margarida, surpreende-se ao ver Huguinho, Zezinho e Luisinho. Os três patinhos é que são os responsáveis por expor o lado esquentado de seu tio, pois não dão uma trégua, estão sempre atrapalhando o momento especial de Donald e Margarida. Ela, por sua vez, tem uma participação bem mais feliz e radiante. Ainda bem!







Aos mais leigos, é fácil considerar Donna como sendo a Margarida. Não há nenhum problema nisso. Entretanto, quando começamos a fuçar e a pesquisar, surge um mar de informações. Vemos que essa questão fica um tanto quanto conflituosa, uma vez que esse desenho acabou ganhando uma proporção maior do que realmente é.

"Don Donald" pode ser atribuído, historicamente, à primeira aparição de Margarida como Donna, como se ela interpretasse tal personagem - algo até bem comum aos personagens Disney. Para fundir ainda mais a cuca, Donna reaparece em outro material (várias tiras de jornais), em 1951, continuamente, como uma antiga rival de Margarida.



Por tudo isso, acredito que, atualmente, é permitido aos produtores e desenhistas brincarem com o fato, uma vez que já é possível encontrar material mais recente incluindo Donna.


Esta edição do Pato Donald n° 2469 (Julho de 2017) é um bom exemplo: a revista abre com uma HQ homenageando o aniversário de Margarida. Ela se vê chateada por ter ficado de fora de uma aventura dos patos (Donald, Patinhas, Higuinho, Zezinho e Luisinho) e, como forma de autoafirmação, começa a escrever e a se projetar como protagonista de vários tipos de tramas de ficção que vai postando na Internet.


Cada uma dessas tramas trazem referências sobre Margarida, através dos tempos, desde a animação de TV, passando também pela disputa romântica entre Donald e Gastão, pelo cunho aventureiro como a Superpata, a fase tia, onde vemos Lalá, Lelé e Lili (que coisa boa foi inserí-las) e a fase de sempre: em casa, com Minnie, conversando sobre assuntos rotineiros.






Nessa parte, os traços estão diferenciados (não sei porquê), ambas comem um bolo e uma situação muito cômica acontece. Rachei de rir.


E, de repente, em outra parte, quem aparece? Donna! A própria Donna, rivalizando com ela como melhor cantora de um clube de jazz. 


Essa história foi bem rica pelas referências, bem criativa, com uma arte bastante caprichada entre desenhos e cores, sem falar que me arrancou altas risadas. Penso que foi uma bela homenagem à personagem. Mais simples do que costumamos ver, é verdade, pois muitos leitores mais assíduos esperavam encadernados de luxo ou alguma edição mais específica a respeito desses 80 anos, o que não aconteceu, porém, essa HQ mostra como algo mais simples também pode ser legal e cumprir bem o seu papel de homenagear. 

Na minha opinião, essa trama poderia ter sido inserida no novo Almanaque Disney, pois ela é bem focada na Margarida (e não no Donald), que não tem mais revista própria e seria um ótimo material inédito para a reforçar ainda mais a nova premissa do Almanaque Disney. Poderia, também, acompanhar páginas informativas a respeito dela (no mínimo, umas três ou quatro), como gostamos de ver em situações excepcionais dessa natureza.  


Margarida chegou a fazer muito sucesso com sua revista própria, criada pela primeira vez em Julho de 1986 e que durou 257 edições, até Fevereiro de 1997. Retornou depois, em Setembro de 2004, tendo apenas 25 números, terminando em Janeiro de 2007, período em que as publicações Disney sofreram drásticas alterações de padrão, diminuindo páginas e obtendo uma distribuição bastante irregular, tornando-se cada vez mais difícil, ao longo dos anos, de serem encontradas nas bancas. 


Ela também teve duas séries de almanaques, é verdade, com bem pouca duração. A primeira, ainda durante a primeira série de sua revista, contou apenas com duas edições (Novembro de 1988 e Julho de 1996). Para variar, um conflito: onde estava a n° 2? Havia a n° 1 e, depois, a n° 3! Como assim? A editora atribui o fato a um mero descuido de digitação, portanto, a n° 3 é, na verdade, a n° 2. A outra série, com quatro edições, trouxe a numeração toda certinha, para não criar mais esse tipo de confusão. Ela começou em Dezembro de 2010 e terminou em Novembro de 2012.



Desde, então, é possível acompanhar suas participações (pequenas ou grandes), esporadicamente, nas mensais do Donald e do Patinhas.

A Abril Jovem merece todos os elogios e um imenso respeito por cuidar tão bem das publicações Disney.


Donna, Donald e Margarida - imagens diversas:
A Walts Through Disney
Disney Wikia
Wikipedia
Donald Duck - Duckpedia
Donna Duck Gifs,
Pinterest
Rebloggy
Tumblr

Capas das revistas da Margarida e Almanaques:
INDUCKS

Pato Donald n° 2469: meu exemplar.


Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pato Donald n° 2465 - Resenha


As revistas do Pato Donald são sempre muito divertidas, não é à toa que tenho predileção por ela, e esta edição é mais um exemplo:

Pato Donald n° 2465 é de Março de 2017, contém 52 páginas e traz na capa o preço de R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos), mas, é sempre bom lembrar, você pode encontrá-la por cerca de um a dois reais em algum sebo por aí.

As histórias:

A ERA DO CAVALHEIRISMO
Roteiro: Terry Laban - Desenhos: José Maria Manrique

Começa com Donald e Margarida brigando (só pra variar um pouquinho... rsrs...). Ele não entende porque ela fica implicando quando ele lhe faz uma gentileza. Ela não entende porque ele insiste em querer facilitar as coisas para ela. 

Donald vai desabafar com o Prof. Pardal e acaba indo parar em uma era medieval onde um reino é aterrorizado por um dragão que poderia aparecer a qualquer momento e acabar com tudo. Imagine se o pato não ia se meter a herói e tentar por um fim nas angústias de toda aquela população. Só que ele não contava que o dragão fosse, assim, tão "perigoso" e que uma pessoa, ou melhor, uma MULHER o protegia. 

A moral é que, desde que o mundo é mundo, há essa distinção entre homens e mulheres, onde elas se apresentam como sendo o sexo frágil, mas se irritam e sentem-se subestimadas com o comportamento masculino.
O TEAM UP
Roteiro: Gabriele Mazzoleni - Desenhos: Giorgio Di Vita

Morcego Vermelho e Superpato protagonizam esta superaventura de seis páginas. A trama é uma crítica bem-humorada aos clichês que podemos encontrar, normalmente, em toda história que envolve heroísmo, mocinho e bandido, coisas assim. Achei bem divertida, dinâmica e até, de certa forma, inusitada pela atuação dos dois.
CORRIDA DE JANGADAS
Roteiro: Terje Nordberg - Desenhos: Arild Midthun

O próprio nome diz: uma corrida de jangadas onde Donald resolve competir com seus próprios sobrinhos (Huguinho, Zezinho e Luisinho) e Gastão. Não preciso nem dizer que o primo, conhecido por ser sortudo, acaba sendo pessoa indesejável àquele momento, não é mesmo? Bem legal, divertida, emocionante e tem os patinhos crianças competindo de igual, ou seja, o politicamente correto não brecou essa criação (afinal, crianças não podem se envolver em ações tão perigosas).
SUCHI IMPOSSÍVEL
Roteiro: Gorm Transgaard - Desenhos: Maximino Tortajada Aguilar

Donald trabalha em uma empresa de comida oriental. Ele tem um prazo limitado para realizar a entrega dos pedidos em suas respectivas residências. Se não chegar dentro daquele tempo, a encomenda acaba sendo gratuita. O pato faz o possível e o impossível para não perder nenhum centavo nessas entregas. Vemos situações diversas que apontam a má fé dos clientes que manipulam os acontecimentos para que não recebam seus pedidos há tempo. Um jogo de má fé na cara dura. E eu, aqui, pensando que essa malandragem era só brasileira. Pois é...
Há algumas tirinhas que vêm sendo publicadas em várias edições, e a seção de recados, como sempre, bem interessante.

Fiz um vídeo para o meu canal homônimo do YouTube. Nele eu folheio a revista toda e vou falando praticamente o que escrevi aqui. A razão para colocar este texto é que percebo que o público que me lê é diferente do que assiste aos meus vídeos. Já teve um e outro que até comentou que, quando vem aqui, prefere ler. Em consideração a eles, pois os prezo muito, eis tudo o que digo no vídeo, agora, em palavras.


Um forte abraço a todos.

Fabiano Caldeira.