quinta-feira, 20 de julho de 2017

Suicídio do vocalista do Linkin Park - considerações


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Surpreso! Não sei por quê. Surpreso!

Talvez por ainda pensar que celebridades mundiais envolvidas em luxo e conforto tenham subterfúgios para abstrair-se do mal que nos acerca. Um pensamento bastante equivocado, eu sei. Preciso mudar isso.

A morte do vocalista da banda Linkin Park é mais um atestado de que a maldade nos atinge. Ela pega negros e brancos, pobres e milionários, ela não escolhe bem materiais e nem tons de cinza, azul ou rosa. Ela quer você, que tem seu brilho próprio na alma, algo inexplicável, mas que sabemos perfeitamente que esse desespero de viver é porque muitos nos atingiram em nossa alma. E por mais fortes que sejamos ("sejamos"? existe essa palavra? foda-se!), um dia a gente cansa - cansa de ser forte, cansa de se iludir e ignorar o mal que nos circunda, cansa de tentar viver a vida focando no que é importante ao nosso dia a dia, cansa de ver o outro ser humano com energia tão negativa a ponto de querer o mal do outro por pura inveja, puro recalque, pura diversão de ver o outro sofrer. E quando falo sobre ver o outro sofrer, não me refiro aos fetiches esquisitos e perigosos que alguns nutrem por prazer, mas da real condição de maldade que existe na alma de uma pessoa que se abastece do sofrimento verossímil do outro, de vê-lo ao chão, à míngua, sem saída ou constrangido o suficiente para tornar-se impotente às suas agressões estúpidas.

Este é mais um exemplo de que todos nós, de uma forma ou de outra, podemos ser vulneráveis e frágeis em sentimento. O machucado no corpo pode sarar, cicatrizar. O ferimento na alma, muitas vezes, não a regenera. Causa traumas e sequelas que vão aparecendo e se solidificando a longo prazo. Não somem. Estão ali: ocultos, despercebidos, mas influenciam todo o nosso subconsciente, o nosso comportamento, o nosso atual tempo presente. 

Este mundo é cheio de pessoas nocivas e leis estúpidas... e as boas leis nunca são colocadas em prática, somente as cretinas, que protegem aqueles que beiram a marginalidade e o crime.

Esteja onde estiver esse artista, será melhor do que aqui. Porque nem o pior dos infernos é pior do que esta vida. 

Sei muito bem o quanto dói viver neste mundo.

O Universo certamente vai te acolher. A presença de Deus está sempre em ação.


Fabiano Caldeira


2 comentários:

  1. Eu adoro viver Fabiano e lamento quem não consiga ser feliz cá neste mundo.
    Que encontre a paz que necessita

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Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!