segunda-feira, 1 de maio de 2017

Falhas nas publicações Disney que não podem acontecer

Eu não canso de repetir o quanto sou grato pelas revistas mensais da Disney publicadas pela Editora Abril. Sempre há um meio de entretenimento e diversão com as histórias selecionadas em algumas daquelas edições. Nunca fui um consumidor grande, daqueles compram todos os títulos. Eu sempre tive que escolher entre uns e outros. Há meses que consigo comprar Mickey, Pato Donald, Pateta e Zé Carioca. Muitas vezes, compro apenas Mickey, por exemplo, mas o que impota é que tenho, de alguma forma, adquirido meus quadrinhos Disney e cuidado muito  bem deles. 

Chegou a hora de mostrar um outro lado da moeda. Fiquei muito chateado em ir a uma loja que vende várias revistas em quadrinhos da Disney e constatar que o encadernado de Pateta Faz História deixou um pouco a desejar. É uma opinião minha, que fiquei muito feliz com as divulgações do novo formato da coleção, e agora percebo que podia ser melhor. 


O que pegou foi a falta de novidade para um encadernado que custa R$69,90 (sessenta e nove reais e noventa centavos). Algumas pessoas não ficaram satisfeita com o papel, pois queriam algo como o couché, matte ou similar. Eu, particularmente, não tenho nada contra o típico papel branco mais comum. Acho até legal, pois não tem aquele brilho do couché que chega a irritar a visão quando olhamos para a página em um ambiente que tenha lâmpadas. Acho até que está na hora desse papel branco se tornar padrão inclusive às revistas mais simples, as tais mensais Disney de que gosto tanto, pois está ficando um pouco estranho olhar as aventuras tão bem acabadas digitalmente e, quando vou adquirir a revista, parece que aquela mesma arte ficou diferente. As cores alteram, os traços também. Não é a mesma emoção, embora eu ainda me divirta bastante. 

O fato é que já está acontecendo do papel estar mudando em alguns outros títulos. A Marvel, por exemplo, tem aderido a um papel levemente brilhoso e muito mais branco. Vários títulos desse universo já contam com essa mudança, que tem sido benéfica, pois valoriza a arte, dá maior nitidez e profundidade às cores. A MSP é a concorrente mais próxima do segmento Disney. É um universo infantil bem páreo, similar e de acordo com a proposta de ser gibi para crianças, mas que os adultos também leem. Entretanto, a Mauricio de Sousa Produções, apesar de estar com o mesmo tipo de papel ao da Abril, tem a seu favor os desenhos bem mais simplórios e que são facilmente coloridos. Pega um quadrinho em que estão Cascão, Cebolinha, Mônica e Magali, põe a tal graminha no chão, umas casinhas no fundo e temos um quadrinho cheio de cores alegres. Não há muito o que exigir nesse nicho, portanto, o papel não prejudica em nada. Já  a Abril conta com quadrinhos diferenciados, com cenário melhor, muitos traços, e a colorização tem tido um certo grau de aperfeiçoamento. E esse papel de pão acaba 'amoitando' essas características. Deveria ser o contrário, não é? Se estamos tendo aventuras cada vez melhores e com cores bem bacanas, o certo seria publicá-las em um tipo de material que as realçasse. 

Mas, voltando ao foco, eu estava falando de Pateta Faz História, que é uma ótima coleção de paródias dos maiores nomes da História que são parodiados pelo Pateta de uma forma bem non-sense (sem noção). Como eu ia dizendo, apesar de ter lido críticas a respeito do papel utilizado, o que me incomodou mesmo foi a falta de impacto ao folhear as páginas. Em algumas eu vi até impressões falhas, uma falta que não devia JAMAIS acontecer em uma edição de luxo. E quando falo sobre isso, não se trata de algo pontual em um quadrinho de determinada página. Eu quero dizer que vi PÁGINAS com falha de impressão. Eu não contei, mas pode acreditar que foram algumas. Não muitas. Na verdade, para o consumidor que gosta apenas de exibir o material em sua estante, esse fator nem precisa ser levado em consideração, uma vez que ele normalmente não as lê, não abre, não folheia, então esse indício realmente não deve lhe trazer preocupação. A questão é mais moral. Os encadernados, normalmente, são vendidos lacrados. É difícil encontrar um exemplar para folhear. Imagine você comprando um Pateta Faz História, feliz da vida, e ao chegar em casa, na hora de tirar o plástico que lacra o encadernado, percebe falhas nas histórias mais divertidas? É desagradável!

A capa lembra muito a coleção anterior, lançada há alguns anos, em vários volumes, todos usando uma ilustração simples no meio da capa de tom salmão. Isso não devia acontecer. Poderia ter sido diferente, pois aquele layout de capa ficou enjoativo naquela época. Não devia ter se repetido agora. Mas o que importa é o conteúdo, certo? E o conteúdo é ótimo! Não julguem o produto pela capa, é o que muitos recomendam. 

Outra coisa que me incomodou foram alguns almanaques. Eu vi o Almanaque do Tio Patinhas, Donald, Mickey e Zé Carioca. Eu não entendo porque o Zé Carioca ainda tem um almanaque, sendo que a própria edição mensal já é um repete-te-teco de suas histórias e ainda tem todo um mix envolvendo Morcego Vermelho e Peninha para ajudar a dar uma variada, o que é bem positivo, na minha opinião. Mas que sentido tem um almanaque do Zé Carioca? E aí você o abre e Vê que as cores estão estranhas. "As cores são da paleta original", alguma nota divulga, mas não é bem assim. O problema é de falhas nos tons. Falhas as quais não têm nada a ver com o original. Donald teve páginas trocadas. Em determinado ponto, no meio de uma HQ, você se depara novamente com a página 17 e algumas sequenciais, e aí a sensação é de que a cabeça dá um nó. Como assim? Eu estava lendo outra história. Cadê? Patinhas oscila na qualidade gráfica das HQs. Algumas estavam uma impressão de traço finíssima, no sentido de estarem quase apagados, enquanto outras já tinham as linhas carregadas demais. Eu odeio quando percebo que essas linhas estão muito além do que o normal. Isso acontecia com frequência nas revistas da Luluzinha e do Bolinha na leva de publicações da Porca-Pixel. Sim. Porca, pois era uma editora que tinha uma impressão de traços tão grossa que às vezes sumiam dedos das mãos da Lulu e do Bolinha. Você via que não era típico do desenho, que as linhas sofreram, de fato, alguma alteração. E olha que Lulu e Bolinha são um estilo bem simples! Eu não sei dizer quanto ao Mickey, pois ele pouco me interessou. Enquanto a mensal vem trazendo tramas muito boas, os almanaques nos presenteiam com muito mofo e bolor... [[[cof! cof! cof! Atchimm-Atchimm-Atchimm]]] Ai... Nossa... Confesso que "dem" dá "bra" abrir o "albadaque" do rato. E não bastasse tudo o que já coloquei, há o detalhe que infelizmente não tem como negar: a capa desses almanaques vai amassando de uma forma muito estranha. Ela vai criando umas pequenas lombadas nas laterais. Em qualquer toque nessas lombadas, aquilo vira um amasso, uma ruga que deixa a capa muito feia. O que será que acontece? Será que há uma maneira de corrigirem isso? 

Nas mensais, nenhuma crítica. Conteúdo bacana, impressão bem satisfatória, embora volto a dizer que um papel branco ficaria ainda melhor. Eu amo o Superpato mais simples, aquele da Patópolis atual, e ele tem sido publicado na revista do Tio Patinhas. Porém, não gosto do Fantomius e nem do Superpato futurista, aquele que mais parece um personagem da tosca franquia dos Vingadores no cinema. Sim. eu odiei Vingadores. Os dois filmes. E não verei o terceiro nem que prometam colocar um nu frontal do Stark sem cortes. É muito barulho e heróis com um comportamento muito '"fi-fi" pra pouca história. Pra ter uma ideia do quanto detestei essa franquia, o primeiro filme dos Guardiões da Galáxia é anos-luz melhor aos dois juntos do Vingadores. Que me perdoem os admiradores, mas se eu quisesse ver briguinhas de comadres e uma bomba de meia hora estourando por cada peido, eu vou no portão da minha casa e fico olhando a vida dos vizinhos daqui.

Como podem ver, há várias questões a serem melhoradas nas publicações dos quadrinhos Disney pela Abril Jovem. Acredito que um pouco de boa vontade pode resolver esses pontos. É preciso ter cuidado para com as edições de luxo. A editora tem sido muito bem sucedida nesses lançamentos, que são um verdadeiro tesouro. Deve-se atentar pelo primor na qualidade gráfica do interior desses títulos, em todas as suas páginas, assim cativa-se a fidelidade de seus consumidores. Recomendo um pensamento bem sério no que diz respeito à continuidade dos almanaques. Revistas como Disney BIG e Disney Especial já possuem a lógica de republicações. Não há, portanto, nenhum motivo para insistirem com os almanaques. Pensem bem se vale realmente a pena levar às vendas revistas cujas capas ficam enrugadas, deformadas e trazem páginas trocadas ou com colorização pífia em seu interior. 

Sem dúvida, é sempre melhor escrever algo que impulsiona positivamente o hábito de ler e comprar uma revista. Acho que mudei muito e não me dei conta, pois estou me sentindo constrangido em elaborar esta postagem. Espero que o saldo seja positivo, pois não quero ser o representante de um mau agouro. Tudo o que desejo é que possamos ter publicações que nos façam sentir bem. A Editora Abril é uma das maiores e melhores empresas do ramo em toda a América Latina, portanto, entendo que fazer produtos bons e estar atenta à qualidade (que deve ser a melhor possível) não deve ser encarado como algo tão difícil assim para o porte dela. 

Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.


2 comentários:

  1. Oi, Fabiano... Tdo bem?

    Eu considero q esse relançamento do "Pateta Faz História" foi um ERRO precipitado da Editora Abril... Fizeram nas coxas mesmo, essa é a verdade.

    Eu não tenho nada contra o papel fosco e branquinho, mas ele é mais barato q o couché (brilhoso) e a economia de preço deveria ser repassada tbm pro leitor, já q a editora tbm tá economizando nos gastos com tradução e diagramação (pois o material estava PRONTO e digitalizado). Era pra isso custar uns 50 pila (no máximo) e não 70!

    Ter entrado no ramo das ed. de LUXO (em capa-dura) mesmo após 1 DÉCADA de domínio da Panini nesse ramo foi ótimo pra Abril e pros leitores Disney. Mas a editora tem q tomar cuidado pra não se "deslumbrar" demais com a ganância em torno do formato luxuoso e acabar se descuidando da QUALIDADE q essas ed. deveriam ter pra justificar o preço e acabamento!

    Vou ficar com a minha coleção anterior do "Pateta" (mesmo estando incompleta)...

    Abs!

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    1. Correto, Leo. Eu já disse algo, alguns leitores também se manifestaram em algum grupo por aí, você também complementou expondo mais pensamentos. Bem por aí mesmo. Nem tenho mais o que acrescentar. Essa troca de ideias é ótima. Mostra que os leitores Disney estao5 atentos à qualidade e vários detalhes na elaboração de um produto. Isso é muito bom... para nós, leitores.

      Um abraço! Valeu!

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Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!