segunda-feira, 27 de março de 2017

MÔNICA N° 108 - CAPA


Mônica n° 108 - Abril de 1979 - Editora Abril
Preço de capa: Cr$ 12,90 (doze cruzeiros e noventa centavos)

Está aí uma revista que eu gostaria de ter. Não sei muito a respeito, mas já tive outras edições originárias desta época e guardo boas emoções. Folhear uma edição desta, nos dias de hoje, deve ser deveras interessante. Desde o seu próprio tamanho, cerca de alguns centímetros maior do que o formatinho atual (e as páginas com um papel discretamente mais encorpado e amarelado), até os informes publicitários com padrões tão distintos e também quem eram os anunciantes da época, etc.

Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.

sábado, 25 de março de 2017

ALMANAQUE TEMÁTICO - CHICO BENTO - ESCOLA - PARTE 7 - FINAL


O ALMANAQUE TEMÁTICO - CHICO BENTO - ESCOLA foi publicado em janeiro de 2013, pela Panini Comics, tem o preço de R$ 6,50 (seis reais e cinquenta centavos) na capa, o n° 25, que indica que a linha de almanaques temáticos tem mais 24 títulos lançados anteriormente, sempre pegando um determinado tema o qual pode ser focado em apenas um personagem (como é o caso deste, com o Chico Bento) ou em vários.


PROVA DE MATEMÁTICA - Chico tem prova de matemática. Uma das matérias mais temidas de muitos de nós é, também, um bicho de sete cabeças para ele. Seu pai o chama para sair um pouco, A priori, não dá para entender como um pai que preza pela educação de seu filho o diz para esquecer a prova e o leva a ir pescar. À medida que vamos lendo, vamos entendendo o que o Nhô Bento fez. Na verdade, ele usou do subterfúgio daquela atividade de lazer para ensinar ao filho várias coisas importantes de matemática. As questões fluíram tão naturalmente que Chico, entretido com o passatempo, nem percebeu que, na verdade, estava estudando. 


Achei essa HQ uma graça, pelo companheirismo entre pai e filho. Vemos sempre a mãe como mentora do papel mais importante na criação de seus pequenos, e o pai acaba ficando meio de lado, apenas requisitado em necessidades específicas. Então, uma história onde valorizaram essa relação, mostrando que um pai também tem sentimentos de amor, carinho, dá seu tempo a cuidar de seu filho, merece todo meu respeito e admiração.

Por ser ma HQ tão pequena, apesar dos traços serem os padrões em abertura ou encerramento de edições, jurava que ela apenas tivesse sido feita para compor o miolo, mas não... ela foi a abertura da revista Chico Bento n° 36, de junho de 1988, publicada pela Editora Globo. (capa)

A exemplo da postagem anterior, vemos aqui mais uma história do comecinho da Editora Globo. Já fazia cerca de um ano e meio que tinham saído da Abril. O título ainda mantinha o padrão anterior com HQs menores e mais práticas, sem ficarem enchendo linguiça com fatos desnecessários. 

Tudo me leva a crer que esses trabalhos devem ter sido concebidos ainda na era da Abril e reaproveitados nesse início de Globo. Apesar das cores diferenciadas e um acabamento gráfico simbolicamente distinto que a nova casa apresentou, dá para notar que o padrão de muitas tramas ainda era o mesmo. Ainda que já tivesse se passado um ano e meio, a impressão que fica é que a MSP tinha obras em estoque para serem publicadas.

QUEM DECLAMA... NÃO RECLAMA! - A trama abre com Chico e Rosinha namorando, sentados em um tronco qualquer da Vila Abobrinha, apaixonados e tímidos. Ele, sempre mais tímido que ela. Essa cena já se tornou clássica. Não sei se as publicações atuais ainda mantém ela. Tenho várias revistas da fase Panini aqui, mas confesso que não reparei nesse detalhe.

Mas não se enganem! É uma história de escola mesmo, com os alunos da classe do Chico, a professora Marocas e o nosso caipirinha querido se envolvendo em compromissos do calendário escolar. Na verdade, a turminha tinha que se preparar para uma apresentação especial sobre Dia da Bandeira. Cada aluno ficou encarregado de atuar em respectivas áreas. A princípio, Chico não tinha sido incluído em nada. Logo depois, vemos que a Dona Marocas deixou o mais importante para ele: Chico foi o escolhido para declamar um texto em comemoração à data. 



Vemos o pessoal impressionado com a função dele, expressando admiração e satisfação. Não demora muito para percebermos a dificuldade que ele tem para decorar sua fala. E quando chega o dia certo, o dado momento, as crianças estão todas eufóricas com a presença dos pais, amigos, vizinhos, muitos adultos da Vila Abobrinha que foram prestigiar a apresentação, mas Chico não é mostrado com uma cara nada boa. Ele já sabia todo o texto que precisaria dizer, porém, a sua timidez em excesso (mostrada no primeiro quadrinho, com a Rosinha) estava tornando aquele momento um pesadelo. 

Todas aquelas pessoas começaram a olhar para ele, que simplesmente começou a 'travar' no palco, diante de todos. É claro que os amigos deram uma 'forcinha' (meio que por trás das cortinas, sem ninguém perceber) e tudo acabou dando certo. 

Foi engraçado o artista ter feito Chico indo ao palco, colocando seu tamanho bem pequenininho em relação aos demais e, após sua apresentação, ele retornando pelo mesmo corredor, mas com seu tamanho alterado para bem maior do que os outros. Essa foi uma maneira bem interessante de expressar a situação em que nos dá um frio na barriga quando estamos sendo vistos em público e, posteriormente, a satisfação de conseguirmos cumprir com o compromisso. 

Infelizmente não consegui encontrar a referência da publicação desta HQ. Uma curiosidade são os cabelos excessivamente bem feitos do Zé da Roça e da Rosinha, que aparecem sem o brilho costumeiro na parte superior de suas cabeças. Os traços são levemente mais grossos e harmoniosos, onde temos a impressão de que os personagens estão discretamente mais fofinhos. Até remetem à lembrança inconsciente do estilo 'superfofo'. Sim, uma vaga lembrança, pois a era 'superfofa', apesar de apresentá-los notoriamente mais rechonchudos, os quadrinhos bastante diferenciados e os personagens com angulações e expressões estereotipadas eram características fáceis de serem percebidas. Fato que nem de longe ocorre no estilo desta HQ de agora que, apesar de trazer um estilo bonito e carismático, era composto por quadrinhos padrão, linhas retas ou curvilíneas em perfeita harmonia, proporcionando assim uma atmosfera mais estática, sóbria e equilibrada.

Foi um prazer compartilhar o ALMANAQUE TEMÁTICO - CHICO BENTO - ESCOLA com vocês. A prioridade era falar apenas de algumas HQs, as mais marcantes de minha preferência, mas foi difícil ficar apenas nelas. 

Trata-se de um apanhado importante de tramas que divertem e mostram que a escola é um lugar interessante e importante às crianças, pois elas aprendem mais sobre o mundo, vão ampliando seus horizontes em conhecimento e também desenvolvem noções de vivência e sociabilidade através dos coleguinhas e demais pessoas que compõem o ambiente.

Ah! Antes que eu me esqueça: esta edição contém 164 páginas. Muito menos do que alguns amigos leitores aqui do blogue pensaram. Eh! Eh! Eh! Mas penso que nem é preciso mais, uma vez que as historinhas são curtas e cumprem bem o seu papel. Como ele foi focado apenas no universo do Chico, não há um 'mix' de outros núcleos para que a gente dê aquela 'respirada' básica de tanta escola e Vila Abobrinha. Bem que poderia acontecer, de fato, algumas tramas com personagens diferentes, afinal, a MSP é composta por uma boa diversidade. Apesar de divertido, manter a mesma ambientação, do começo ao fim da revista, fica cansativo. 

E quem sabe um dia a Mauricio de Sousa Produções resolve facilitar a vida de seus leitores, admiradores e pesquisadores criando um banco de dados próprio de suas historinhas, revistas e publicações em geral, de fácil acessibilidade, para organizar e documentar suas obras...

Postagens anteriores:








Um abraço a todos. Muito obrigado pelo carinho, o tempo, a consideração de vocês pelo conteúdo que venho desenvolvendo.

Fabiano Caldeira.



quarta-feira, 22 de março de 2017

ALMANAQUE TEMÁTICO - CHICO BENTO - ESCOLA - PARTE 6

Olá, pessoal! Vamos a mais um apanhado de histórias que compõem o ALMANAQUE TEMÁTICO - CHICO BENTO - ESCOLA, n° 25, publicado em Janeiro de 2013 pela Panini Comics e traz o preço de R$ 6,50 (seis reais e cinquenta centavos) na capa.


TOMANDO CONTA DA CLASSE - Dona Marocas precisa se ausentar da sala por algum tempo e resolve colocar o Chico Bento para tomar conta da classe. No início, a galera acabou o máximo, pois pensaram que iam bagunçar, brincar, zoar, aprontar muito. Porém, o Chico encarnou o professor e começou a exigir que eles fiquem quietos, comportados. Na inocência de uma criança, ele começou a bancar o autoritário a ponto de até mesmo resolver dar uma prova de última hora a todos os que o desacatavam e o questionavam. 



Achei bem interessante a visão que um aluno primário pode ter de um professor, achando que ele pode tudo, desde ser amiguinho da classe até um tirano.

Ela abre a revista Chico Bento n° 208, de janeiro de 1995, publicada pela Editora Globo, com uma capa belíssima onde o Chico e a Rosinha aparecem como duas abelhas que se encontram em cima de uma flor, que tem seu miolo em forma de coração, propositalmente feito para indicar que ser trata de um momento romântico. (capa)

PRIMEIRO, O DEVER - Dona cotinha, a mãe do Chico o faz estudar em vez de ir brincar. Ela conta uma história onde Chico e Zé da Roça aparecem ilustrados como dois porquinhos. Um porquinho era aplicado e gastava seu tempo com os deveres da escola. O outro era relaxado e só queria saber de se divertir. O porquinho aplicado passou de ano rapidamente e ficou feliz em poder curtir suas férias. O outro ficou de recuperação e, por isso, teve que ir vários dias à escola, para conseguir recuperar suas notas. 

história completa


Ver Chico e Zé da Roça como porquinhos foi cômico. As expressões são legais, acredito que hoje em dia não conseguiriam fazê-las assim, pois a digitalização da MSP ainda precisa de ajustes. O final da história mostra Chico dizendo que escolheu ser o porquinho esperto e não o burro. Mas o conceito dele, de esperto. não era passar horas fazendo o dever de casa, mas, sim, convencer o Zé da Roça a ficar lá, fazendo o dever por ele, enquanto ele mesmo ia sair por aí.



Essa trama é a segunda história da revista Chico Bento n° 123, publicada em outubro de 1991, pela Editora Globo. A exemplo da anterior, a capa desta edição também é muito linda, com Chico e Rosinha andando por cima de um arco-íris, que era a ponte do riacho. Fizeram um cenário paradisíaco ao fundo, com palmeiras, cascata e os dois de mãos dadas. Muito romântico! (capa)

PROFESSOR(A) SOFRE! - Dona Marocas passa o dia ensinando a turminha da Vila Abobrinha. E quantas abobrinhas, de fato, ela é obrigada a ouvir para fazê-los aprender alguma coisa. Essa HQ visa mostrar que não é nada fácil a vida de um professor, principalmente com alunos como o Chico Bento por perto.


Ela abriu a revista Chico Bento n° 27, de janeiro de 1988, da Editora Globo. É uma historinha curta para o padrão de hoje, das que abrem as edições, mas era assim mesmo na época. Janeiro marcou o primeiro ano da transição Abril/Globo. A revista do Chico estava no auge de boas tramas. (capa)


Está sendo muito bom compartilhar todo esse conteúdo com vocês. 


Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.



sábado, 18 de março de 2017

ALMANAQUE TEMÁTICO - CHICO BENTO - ESCOLA - PARTE 5 - SUPERLATIVO

Almanaque Temático - Chico Bento - Escola, n° 25,
Preço de capa: R$ 6,50 (seis reais e cinquenta centavos)
Publicada em  Janeiro de 2013 pela Panini Comics

Algumas vezes é divertido encontrar historinhas que visam ensinar. Esta, por exemplo, foi elaborada sem nenhum pudor de utilizar os personagens para ensinar o superlativo  dos adjetivos de nossa gramática. 

Adjetivo é toda palavra que expressa característica, qualidade ou defeito em alguém ou alguma coisa.

Por exemplo: Eu sou ribeirãopretano. A palavra em negrito é uma característica que indica que moro em Ribeirão Preto. Então, ribeirãopretano é um adjetivo.

A gente vive lendo postagens em redes sociais dizendo brasileiros isto ou aquilo. Esta palavra é uma característica geral de todos os que vivem no Brasil, portanto, brasileiros é um adjetivo.

O adjetivo que põe qualidade ou defeito é aquele onde dizemos: 

A árvore é muito alta. O coelho é muito branco. O chocolate está muito caro. Eu sou muito gostoso. Todas essas palavras em negrito são adjetivos, pois ela diz como é determinada coisa ou pessoa. 

Ainda no exemplo acima, notem que antes de cada adjetivo eu coloquei a palavra muito. Ela indica que o adjetivo é ainda mais intenso do que normalmente é. Essa maneira de se expressar se chama
superlativo analítico.

Mas a HQ, na verdade, ensina o superlativo sintético: uma forma de transformar essas duas palavras em uma, tornando-as assim:

A árvore é muito alta
A árvore é altíssima

O coelho é muito branco
O coelho é branquíssimo

Vemos, então, que:

Superlativo analítico é tipo muito legal, trilegal, bem legal, bastante legal, legal, legal demais, legal pra karáleo.

Superlativo sintético é legalíssimo - o adjetivo comum sempre ganha o íssimo ou íssima e não precisa de mais nenhuma palavra....  íssimo e íssima são chamados de sufixos - criados apenas para essa função no superlativo. 

Existe também, em alguns casos, o sufixo érrimo. Exemplos: 

Ele é muito pobre
Ele é paupérrimo

Ela é magra demais
Ela é magérrima


Agora fiquem com a HQ, que foi publicada originalmente na revista Parque da Mônica, n° 84, em dezembro de 1999, pela Editora Globo (capa) e, em novembro de 2005, no Almanaque da Mônica n° 111, também pela Editora Globo (capa)





Um abraço bem forte a todos vocês, ou....
Um abraço fortíssimo!

Fabiano Caldeira.




quarta-feira, 15 de março de 2017

ALMANAQUE TEMÁTICO - CHICO BENTO - ESCOLA - PARTE 4

Olá, pessoal! Depois de uma semana cheia de intensidade, retorno com mais uma postagem bem bacana do ALMANAQUE TEMÁTICO - CHICO BENTO - ESCOLA. Ele traz o número 25 na capa, isto quer dizer que o título ALMANAQUE TEMÁTICO chegou em sua vigésima quinta edição com este foco no Chico Bento e em suas peripécias escolares. O ALMANAQUE TEMÁTICO pode apresentar um tema abordando apenas um personagem principal ou vários.


ESCOLA PRA QUÊ? - Chico Bento e Zé da Roça abrem a trama saindo da escola. Ele resmunga, resmunga e resmunga. Zé da Roça procura saber o porquê de tanta cara feia e ele fala que a professora passou lição demais para fazer em casa, que é uma chatice e que, qualquer dia, vai parar de ir à escola.

história completa

Em determinado momento, cada um segue seu caminho. Chico encontra outro garoto, que mostra estar perdido e não encontra a Vila Abobrinha. Ele fica surpreso pelo moleque perguntar a ele, sendo que o mesmo estava parado em frente a uma placa que informava "VILA" e para onde ele devia seguir. Acontece que o menino não sabe ler. Ele viu a placa, mas nem fazia ideia do que se tratava.


Chico o acompanha e descobre que ele nunca tinha ido à escola. No caminho, param em um mercadinho. O rapaz precisa comprar batatas. Na hora de pedir, ele simplesmente saca uma nota qualquer e diz que deseja aquele valor em batatas. Chico estranha o fato de ele sequer se ater ao valor da nota e pensar em quantas batatas estaria levando por ela. O pacote de batatas é muito grande. Ele certamente pensa que o dinheiro daria para comprar muito mais coisas além de batatas, mas como o cara poderia saber, já que era ignorante? O jeito foi gastar tudo em batata, levando muito mais do que precisava.


Então vemos o próprio Chico o levando até a escola, elogiando ela e a professora. Ele arrumou vaga para o carinha lá na classe dele, que começaria a ir no dia seguinte mesmo. E a história termina com o Chico, já no outro dia, indo feliz à escola, encontrando o Zé da Roça no caminho e falando que deseja que todas as pessoa possam saber ler e entender suas historinhas. O menino aparece mais ao fundo, como forma de mostrar ao leitor que ele foi sim à aula e deixou de ser analfabeto.



A história foi sensacional, com desenhos muito caprichados e um plano de fundo até bem elaborado do que o de costume. Só achei que ela deveria abordar mais uma ou duas situações, para enfatizar mesmo os apuros e constrangimentos que podem ocorrer a quem é analfabeto. Mas, mesmo sendo curta demais, gostei do que vi, pois foi prática e direto ao ponto. Se fosse hoje em dia, uma HQ com esse capricho, provavelmente, teria mais encheção de linguiça, talvez, tornando-se piegas, chatinha, perdendo a sua essência que foi tão certeira do jeito que fizeram.

Achei uma referência dela no Guia dos Quadrinhos, sendo abertura de Chico Bento n° 75, publicada em novembro de 1989, pela Editora Globo. Entretanto, como está sem a capa, você vê-la no site do Paulo Back. (aqui)

É O BICHO! É O BICHO! - é uma produção feita especificamente para completar revista, com traços bem típicos e uma brincadeira até interessante do Chico confundir termos didáticos  - como vocabulário, periférico, antológico e galicismo - com animais. Isso mostra que tramas secundárias podem ser bem divertidas e criativas, mesmo em sua simplicidade.

história completa


O Guia dos Quadrinhos me deu duas referências com este nome que não têm nada a ver: uma é bem recente, em uma revista do Cascão pela Panini. Claro que não é a mesma! A outra aparece em uma revista do Cebolinha de 2001. Pela data, até poderia ser considerada a possibilidade de ser ela, exceto pelo fato de que consta ter oito páginas, quando esta tem apenas quatro, ou seja, é impossível.

No site do Paulo Back só dá para checar as HQs que abrem cada edição. Às vezes ele até colocam uma ou outra, desde que tenham algum destaque. Como não é o caso desta, ficamos sem referência de onde tiraram, inicialmente, esta historinha.

ENSINA-ME TABUADA! - vem em seguida, no mesmo estilo "feito para miolo", sendo simples, porém, bem feita, que ensina algumas manhas para quem tem dificuldade com tabuada e, ao mesmo tempo, diverte. Não curti muito a ideia de terem colocado um santo para fazer o Chico aprender. Achei que não tem nada a ver, foi desnecessário, embora vemos a piadinha no final, mas poderiam ter bolado outra coisa com outro final.

Essa história foi publicada originalmente em Chico Bento n° 111, em abril de 1991, pela Editora Globo. (capa)

MAMÍFERO VOADOR! - vem mostrando um Chico Bento mais ignorante, tacanho, que se queixa com Zé da Roça porque a professora mandou fazer um trabalho sobre o mamífero voador. Mas ele confessa que sequer sabe o que é um mamífero. Zé da Roça tenta ajudá-lo explicando que ele mesmo (o Chico), por exemplo, é um mamífero. O caipiria fica bravo porque acha que o Zé da Roça usou o nome para tirar onda com a cara dele.

É uma trama curta também, simples, sem grandes pretensões e que, desta vez, preferiu deixar o personagem na ignorância a que mostrar que ele aprendeu. Foi mais engraçado assim. Nessa época, as historinhas não tinham a premissa principal de se preocupar em instruir os pequenos leitores. Se decidiam que o Chico faria papel de palhaço, assim manteriam até o fim.

Não encontrei nenhuma referência de sua publicação original. Mas notem que estas três HQs trazem um ponto de exclamação. Eu não tinha percebido esse detalhe até me deparar com a pesquisa sobre cada uma, agora, e talvez pensar que este pode ser um sinal para identificar um possível artista responsável por todas elas... pode ser, também, mera coincidência, o que acho difícil, pois, qual a importância que tem o ponto de exclamação nestas duas últimas? Fica parecendo que alguém está enfatizando algo. Para um título, não precisa ser realmente assim. Tem alguma coisa aí!...

Na próxima postagem tem mais. Deve ser a penúltima do assunto.

Já tem gente me perguntando quando voltarei a postar Disney... rsrs... Calma!...rsrsrs... Fiquei tanto tempo sem colocar nada da MSP! Vou aproveitar um pouquinho mais!


Um abraço.

Fabiano Caldeira.



sábado, 4 de março de 2017

ALMANAQUE TEMÁTICO - CHICO BENTO - ESCOLA - PARTE 3

ALMANAQUE TEMÁTICO CHICO BENTO - ESCOLA tem o n° 25 na capa e o preço de R$ 6,50 (seis reais e cinquenta centavos), publicado em Janeiro de 2013 pela Panini Comics. O Almanaque temático às vezes foca um personagem e um tema, mas também pode focar um tema com vários personagens. Esta edição aconteceu de selecionarem apenas historinhas com o Chico Bento. 


AMOR... A QUE ME OBRIGAS! - Chico vê Rosinha triste. Ela vai embora, mas deixa cair um papel. É um boletim. Chico o pega, já aberto, e estranha as notas tão baixas. Ele, que já estava todo feliz por ter notas boas, acaba pensando que será obrigado a não estudar mais, assim acompanharia sua amada durante todo o seu processo de recuperação na escola.


Então Chico vai para um relaxo geral, começa ir muito mal nas provas e Rosinha não entende porque ele ficou feliz. Ele diz que viu o boletim dela cheio de notas baixas e que virou um mau aluno de propósito, porque vai acompanhá-la na recuperação. Ela percebe que houve um mal-entendido. 

Na verdade, ela fez um favor a um outro colega de classe, em trocar seu boletim com o dele, apenas para que ele pudesse enganar os pais. Ela estava triste porque se arrependeu depois, mas o menino reaparece, devolve o boletim dela e informa que os pais não caíram no truque. 

Achei legal terem usado a rosinha para esse tipo de situação, afinal, apesar de ela ser boazinha, não era perfeita. Trata-se de uma menina como todas as outras, que também erra e tem tentações e impulsos. É uma criança e não uma santa em um pedestal. 

Achei uma referência de sua publicação original no Guia dos Quadrinhos. Foi em Chico Bento n° 87, publicada em maio de 1990, pela Editora Globo. (veja aqui)


TRABALHO TRABALHOSO - historinhas típicas de miolo, com traços bem à caráter e, se não fossem os primeiros quadrinhos, até poderia se passar como uma HQ muda. O capirinha passou a noite inteira fazendo um trabalho de escola e, no caminho para levá-lo, encontra várias adversidades como o próprio vento que de repente arrancou a folha de suas mãos, o passarinho que a pegou, o riozinho, o jacaré... bem coisa de videogame dos anos 80. Ao entregar a folha e ganhar sua nota, ele aparece fazendo um aviãozinho com ela, porque já não importava mais tanto zelo.

Por incrível que pareça, o Guia dos Quadrinhos me mostrou os dados originais dela, sendo publicada em Chico Bento n° 93, de Agosto de 1990, pela Editora Globo. Porém, como não há capa lá, o link que deixo é do site do Paulo Back. (capa)

O blogue "Arquivos Turma da Mônica", meu preferido no assunto, já falou sobre a HQ de abertura dessa revista, que é "CHICO AÇOUGUEIRO". (veja)


PAPAI VAI À ESCOLA é uma daquelas tramas feitas com uma mensagem bem especial. Ao ver o pai do Chico se empenhando em querer aprender mais, tornando-se um aluno tardio na típica escolinha da vila, vemos que nunca é tarde para querer aprender, principalmente em se tratando do básico que é ler, escrever e saber das coisas mais simples em termos de matemática, história do brasil, geografia, etc. Acredito que o intuito foi colaborar para o fim do analfabetismo, principalmente entre os adultos.


É um roteiro bem divertido e que passa de forma prática sua mensagem. Os desenhos são bonitos, caprichados, dando toda a importância que se deve ao tema. 

O Guia dos Quadrinhos me mostrou que ela abriu a revista Chico Bento n° 70, publicada em setembro de 1989, pela Editora Globo. Infelizmente o colecionador não colocou a capa. Então, novamente, recorro ao site do Paulo Back para visualizar a capa original desta historinha. (capa)


UMA QUESTÃO DE VOCAÇÃO - Dona Marocas resolve ensinar alguma coisa do corpo humano. Chico vê uma singela imagem do interior de nosso organismo e fica impressionado. Ele passa o dia todo pensando naquelas partes feias e não se conforma em ser daquele jeito por dentro. Um amiguinho resolve estudar com ele, em sua casa, mais tarde, mas Chico acaba brigando com ele porque ainda estava perturbado. 

Vemos Chico crescendo e indo ao médico por causa de um mal-estar. Quem lhe atende é o seu amigo, que havia se formado em medicina e se tornou o médico da vila. Os dois trocam elogios à profissão, um do outro, e constatamos que, além dele ter superado o choque, conseguiu ver a importância de diferentes segmentos a serem estudados na vida.

Essas historinhas simples eram muito legais, pois mostram bem o comportamento de um menino do campo, avesso às informações e até, de certa maneira, ignorante em seu mundinho... e termina com uma lição de evolução pessoal. O que quero dizer é que não foi preciso colocar o Chico como protagonista de um comportamento politicamente correto e nem mudar sua personalidade para transmitir uma boa mensagem aos leitores. 

A única referência que tive dessa HQ é que ela foi republicada no Almanaque do Chico Bento n° 78, em dezembro de 2003, pela Editora Globo. Provavelmente, trata-se de mais uma historinha originada nos anos 90, já que está prevalecendo tal começo de década na seleção deste almanaque temático. (capa)


SOLUÇO DA PROFESSORA - tem traços bonitos, mas é bem simples de fato. Como o próprio nome diz, a professora tem soluços e Chico tenta ajudá-la. Um trabalho bem feito, sem nada a destacar. 

Por incrível que pareça, o Guia dos Quadrinhos me deu referência da revista original onde ela foi publicada. Chico Bento n° 25, de Dezembro de 1987, pela Editora Globo. (capa)

Esse número me fez pensar: a era Globo começou justamente em janeiro desse respectivo ano. Esse título era quinzenal. então, a lógica seriam 24 edições ao longo de 1987. Como assim, veio o 25? Então dezembro contou com três edições? A resposta é "sim"!

Pesquisei os dois números anteriores lá mesmo, abaixo da capa, e cheguei à conclusão de que o número 23 deve ter sido feito bem no comecinho do mês. O 24 veio quinze dias após, perto do Natal. Entre Natal e Ano Novo  há apenas uma semana. O 25 acabou vindo, suponho, cerca de dois dias antes dessa passagem do ano. Dependendo de qual dia da semana acabava o mês, isso podia acontecer. É aquela sensação que temos, às vezes, de que o mês parece estar mais comprido.


Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.