sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

TESOUROS DISNEY - QUE REI SOU EU?


TESOUROS DISNEY está aí, para ser adquirido pelos fãs de HQs. Alguns já expressaram grande satisfação pela edição de luxo, que está um primor, e outros vêm questionando a qualidade do material. 


ALGUNS TESOUROS

Temos, afinal, um questionamento do que de fato se remete ao termo "tesouro".

A coleção de histórias de Carl Barks é um verdadeiro tesouro dos quadrinhos da Disney. É a nata da nata do universo de Donald, Huguinho, Zezinho e Luisinho, bem como os demais personagens pertencentes a eles, inclusive a criação e desenvolvimento do Sr. Patinhas. 

A edição de luxo dos Escoteiros Mirins também pode ser considerada um tesouro, pois é um apanhado das obras mais clássicas dos patinhos como escoteiros. 

Pateta Repórter, embora não seja um clássico, também conquistou tal mérito. Pateta Faz História vem aí, e este representa a nata da nata da valorização do personagem (senão a coleção toda, os primeiros volumes certamente são). 


QUE REI SOU EU?

TESOUROS DISNEY 'chegou chegando' com material raro e nunca antes publicado no Brasil. Essa edição realmente é isso tudo o que mostra a capa? Complicado responder, pois não ainda não tive acesso ao material. 

Sabemos que gosto é algo muito particular, individual, íntimo. Cada um tem o seu. A aposta na grande HQ "O MONARCA DE MEDIOKA" conferiu status à edição. 

Pesquisando, descobri que há duas histórias do Monarca: a primeira, com os créditos direcionados a Floyd Gottfreson, e a outra, considerada um 'remake', atribuída a Bill Wright. Parece que a escolhida para esta edição de luxo foi mesmo a original. Menos mal. Porém, mesmo esta obra tem seus pontos fracos. 

Pedro Bouça, no blogue COLEÇÃO DISNEY, expõe claramente suas impressões a respeito das duas HQs. Segundo ele, são divertidas e interessantes, embora não sejam realmente brilhantes. Convido você, prezado leitor, a ir visitar essa postagem dele clicando aqui

E se justamente esse material não representa de fato um oásis no deserto, o que pensar, então, do resto? Pois é!... Não é de hoje que a Abril Jovem vem publicando material inédito, fazendo com que acreditemos que devemos tê-lo, pois é uma raridade. Foi assim, há alguns anos, com a tão conhecida coleção dos CLÁSSICOS DA LITERATURA DISNEY. Tudo muito lindo, caprichadíssimo, mas com uma seleção de histórias que nem sempre corresponderam à fama. Algo semelhante, embora de maneira mais simples e discreta, fizeram em algumas edições dos tais almanaques temáticos - os quais realmente trouxeram material inédito, porém, longe de serem uma joia. 

Mas, olha só, como acabei me tendenciando a rotular... ainda que estivesse me esforçando para não fazê-lo... mas fiz. Como escrevi antes, gosto é algo muito pessoal. Eu considero tantas histórias um tesouro para mim, e sei que elas sequer são percebidas aos demais. Chego à conclusão de que tal argumento de preciosidade e agregação de valores é algo que (exceto em alguns casos) pode ser muito relativo. 

Quando a editora lança um produto com tamanho marketing, ela não está sendo maldosa e nem agindo com a intenção de tapear os seus consumidores. Ela está agregando o devido valor ao material que tem em mãos. Valor este que vai de encontro à satisfação de muitos leitores. Claro que nunca agradará a todos. Talvez o termo "tesouros" fora uma escolha infeliz, pois as palavras têm a sua força. Não é porque as HQs são do tempo em que meu bisavô empinava a sua pipa - e nunca foram publicadas aqui - que são indubitavelmente icônicas. Raras? Até podem ser. Icônicas? Há controvérsias.

O consumidor dessas edições vem se mostrando adulto, inteligente e perspicaz. Cabe a ele averiguar minuciosamente o produto, se realmente atende às suas expectativas, antes de sair por aí, feito um caminhão sem freios na banguela.




Abraços a todos os leitores
Muito obrigado pela visita de vocês.

Fabiano Caldeira.


4 comentários:

  1. Não li inteiro, mas por enquanto to gostando. Pra mim são HQs mais bobinhas, mas o que esperar de um material de 60 anos atrás?
    Quando falo de bobinhas me refiro a do Pluto que parece uma quadrinização de um desenho infantil. Do Robin Hood tb!
    As do Mickey que li eu gostei da primeira e também da O Tesouro da Pedra da Mesa (são HQs comuns, mas não são ruins... pra mim vale pelo fato do ineditismo).
    Não li as do Peninha, mas embora tenha sido comentado que não é a primeira HQ do personagem, acho importante ler a 4ª e a 10ª HQ, se n me engano, inéditas!
    Tem também, não a primeira, mas uma das primeiras do Cavazzano (e eu sei que vc gosta do Cavazzano) o que também enriquece.
    Já li a tão falada HQ do Monarca de Medioka. Não é o estilo que eu mais gosto. Parece mesmo que vc está lendo tiras da década de 30. E eu prefiro HQs modernas, mas esse é o meu gosto. A HQ realmente é interessante, com varios desdobramentos... eu li faz menos de 1h, ainda continuo pensando em tudo que aconteceu nela... Com certeza vale muito a pena pelo fato de ser uma HQ histórica (deu problema com um país que nem existe mais) e inédita!

    Não me preocupo em procurar uma definição pra Tesouro do mesmo jeito que não me preocupei se eram essenciais as HQs da coleção Essencial Disney (que eu adoro tanto pelas HQs como pela parte gráfica).

    Você já deve ter visto meu comentário no face então aqui eu me estendi um pouco mais só pra reforçar que eu gostei desse Tesouros Disney.

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    Respostas
    1. Sim. Você foi um dos otimistas ao lançamento.

      Eu fico me perguntando, com exceção ao monarca, se esse material não poderia ter sido lançado em algum outro tipo de revista. Fico me questionando quais os motivos para que eles encabeçassem um especial de luxo e ainda com a premissa de TESOUROS.

      Espero que muitos gostem, pois considero "tesouros" uma palavra forte demais. Tesouros são materiais icônicos como os do Barks, por exemplo, e até do Rosa (que não gosto muito, mas reconheço seu valor).

      Muito obrigado por vir e comentar. Fico contente que esteja aproveitando bem a edição.

      É ótimo apreciar com gosto o que lemos.

      Um abraço!

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  2. Respostas
    1. Ok... de qualquer forma, bem vindo. Um abraço.

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Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!