sábado, 28 de janeiro de 2017

PATO DONALD n° 2441

Com o mercado cada vez mais superaquecido com os encadernados especiais, é preciso manter um olhar no formatinho: aquelas revistinhas simples, de poucas páginas, que são vendidas nas bancas e que aprendemos a conhecer como "gibis". Evidentemente que o encadernado tem seus méritos, porém, foi o velho e antigo formatinho quem acabou abrindo as portas para a leitura de quadrinhos. E não acho justo simplesmente deixá-lo de lado agora. Deve ser porque gosto de seu padrão simples. Sim. é verdade que o papel deveria melhorar um pouco, mas o intuito de entreter com boas histórias ainda está lá - e um bom exemplo são as revistas da Disney publicadas pela Editora Abril.

Falando especificamente do Pato Donald, é o título que mais gosto. Apesar de ficar um pouco cansativo ver a família pato ao longo de todas as 50 páginas, é gostoso ler suas HQs cheias de confusão ou aventura. Donald é um personagem que acabou retratando bastante o comportamento de muitas pessoas que conheço, inclusive o meu mesmo, então deve ser por isso que aprecio tanto.

Pato Donald n° 2441, Editora Abril, Março de 2015
Capa linda, com todo mundo feliz, brincando na praia


Esta edição é de março de 2015 deste ano traz o número 2441 na capa. Fico pensando em quantas revistas conseguiram essa numeração assim tão grande. Nenhum outro título me veio à cabeça. É verdade que há outras turmas por aí que, se somarmos a numeração de todas as edições, certamente estaríamos com algo bem páreo. Entretanto, a realidade é o que consta nos autos. E nos autos, infelizmente, preferiram reiniciar a numeração dessa turma a cada mudança de editora. Uma pena, pois adoraria ver o número 1000 em um capa desses personagens. Ver o número 2000 então seria o máximo.

Voltando ao foco, esta edição abre com uma HQ italiana que diferencia bastante o teor do enredo. Trata-se de uma situação onde a casa de Donald é colocada à venda. Mas ele não fez isso e nem seus sobrinhos. Então, quem fez? A descoberta levanta um certo tipo de sentimento que não se costuma encontrar normalmente em suas histórias. De certa forma, pode-se considerá-la um tanto mais infantil do que o habitual, mas não pense que é menos genial. Os diálogos convencem. Ver o Prof. Ludovico, Peninha e Gastão interagindo juntos também acabou ficando bacana. Na real, gostei dela. Diferente dos moldes habituais, mas não é ruim. O MISTÉRIO DA PLACA tem roteiro de Jacopo Cirilo e desenhos de Silvia Ziche. 

A PATRULHA DA PÁSCOA (Roteiro: Sune Troelstrup / Desenhos: Francisco Rodriguez Peinado) vem em seguida, mostrando um Tio Patinhas ambicioso por vender seus ovos de chocolate e coelhos aliens salvando Patópolis de uma terrível invasão do espaço. Putz! Fazia tempo que não lia algo tão divertido com tema da Páscoa! Uma aventura nota 10!

MAQUIAGEM DUVIDOSA (Roteiro de Kai Vainiomâki / Desenhos: Arild Midthun) encerra a seleção já abrindo uma situação inusitada onde vemos a Margarida com o cabelo, digo, as penas da cabeça diferentes. Ela busca mudar o penteado para o evento costumeiro que reúne aspirantes a poetas de Patópolis. Donald já começa a ficar apreensivo, pois sabe que será obrigado a ficar indo e ouvindo a declamação de muitos versos. Ele pede para que o Prof. Pardal lhe dê um invento que lhe proporcione algo que deixe a Margarida contente, assim, ela não pegará tanto no seu pé no caso de ele ficar desanimado durante o compromisso. Acontece que a criatividade do Pardal, como sempre, vai muito além das expectativas do pobre pato. O que era para ser apenas um agrado à namorada, acaba virando um produto para usar em diversas situações. Achei muito hilária essa trama. Eu mijei de rir em alguns momentos. Muito gostoso ver como a Disney ainda me diverte gostoso com essas histórias.

E para encerrar definitivamente, a seção de cartas (que, na verdade, são de e-mails). Dos cinco e-mails colocados, conheço o Thiago Machuca dos velhos tempos da comunidade Disney no Orkut. Embora eu não tenha mais contato com ele, sempre é bom rever essas pessoas e saber que ainda leem e têm o ímpeto de escrever à revista.

Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.



2 comentários:

  1. Quando penso em gibi penso nesses formatinhos. Nas mensais desse papel simples (que o editor disse que não é jornal). Capa dura são recentes nas nossas vidas. O que mais gosto na coleção são os meus gibis da década de 90 de quando eu era criança.

    Das mensais, a revista do PD não é a que me atrai mais. Acredito que seja porque eu gosto mais das HQs italianas (desenhos / roteiro / disposição dos quadros) do que as dinamarquesas. E se n me engano é na do PD que vem mais HQ da Dinamarca.

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    1. Normalmente o pato tem mais dinamarquesas. De vez em quando ela muda um pouco.
      Eu também visualizo o formativo tradicional como gibi. Cresci com ele é só largo ele se o conceito mudar de vez, tornando impossível encontrar algum na banca.
      Nada contra outros formatos.

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