segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

MICKEY E A ILHA INACESSÍVEL


MICKEY n° 493 tem uma capa diferente, onde o Mickey é mostrado ao longe, e o Mancha Negra, bem mais próximo ao leitor, com um tubo de ensaio e um sorriso maligno que indica sua posição de vantagem. Ganhou minha atenção o fato de enfatizarem o sorriso do Mancha Negra, algo não muito comum, justamente, porque só se costuma ver os olhos dele. O fundo sugere um efeito de por-do-sol bem interessante. Adorei! O Mickey paraquedista com cara de espanto também veio complementar toda essa quebra de paradigma na capa. O estilo do desenho traz uma estereotipagem bem cômica e dinâmica, características as quais também estão na HQ de abertura homônima à chamada.

Mickey n° 893 - Abril jovem - Janeiro de 2017

A ILHA INACESSÍVEL (roteiro: Fausto Vitaliano - desenhos: Silvia Ziche) - Mickey é bem quisto por toda a cidade, especialmente pelos mais próximos que não largam de seu pé. A situação chegou a tal ponto em que cada um dos queridos arrumou um compromisso particular e ele recebeu convite para estar presente em todos. O resultado é que ele acabou não indo a nenhum, e o pior: ficou inventando desculpas porque teve medo de contar a verdade e magoá-los. 



Em algum lugar da cidade, Mancha Negra conseguiu um reagente químico com o poder de diminuir drasticamente toda a população. Através de um grande aparato de mídia, ele conseguiu invadir todos os monitores de qualquer equipamento, desde os tradicionais televisores, aparelhos de informática e até os caixas eletrônicos...rsrs. Ele intimou o prefeito a banir Mickey de vez e o local escolhido fora uma ilha inacessível. Se não tivesse seu pedido atendido, todos sofreriam com o tal reagente químico poderosíssimo. 




O fato de Mickey ter se isolado de tudo e de todos acabou facilitando os planos do vilão. Mickey foi, de fato, conduzido à tal ilha inacessível. O que foi feito de toda a população? Só lendo esta incrível aventura para saber, caro leitor! 

O que eu achei? ESPETACULAR! Toda a obra foi bastante diferenciada de tudo o que tenho visto. O padrão dos desenhos, a dinâmica dos movimentos e a evolução do roteiro, que não se furtou a 'parar' um pouco mais nesta ou naquela situação, pois dados momentos proporcionaram uma graça toda especial à trama, uma maneira ímpar de conduzir as circunstâncias às vias de fato. Um assunto que, aparentemente, seria tão pesaroso (Mickey sendo banido da cidade a um lugar inacessível) tornou-se divertido de ser acompanhado. As expressões.... Ah! As expressões! O mais interessante foram as expressões, em especial, do Mancha Negra.

A história não explica muito bem, por exemplo, como o Mancha fez para conseguir isto ou aquilo. Mas são questões que não colocam em cheque o foco em si, que era o experimento poderoso e o acesso a todos os veículos de comunicação visual a fim de ordenar que Mickey fosse retirado de Patópolis. 

E falando em Patópolis, uma curiosidade: o prefeito, desta vez, não foi o Sr. Leitão. Será que existem duas Patópolis? Ou o Sr. Leitão não ganhou a nova eleição? Este é apenas um dos vários fatos curiosos que, década após década, envolvem os quadrinhos da Disney e, simplesmente, ninguém se preocupa em explicar. Não precisa. Não há necessidade.

INDIANA PATETA E OS SORTILÉGIOS DA BRUXA CIRCE (roteiro: Bruno Sarda - desenhos: Luigi Piras) - Uma aventura com o Indiana Pateta, que vai investigar uma lenda de uma bruxa. que transforma as pessoas em bicho. Um parceiro de viagem, aflito pelo sumiço do Indiana, procura por Mickey e lhe explica tudo. Ambos vão em busca do aventureiro atrapalhado. O indivíduo já teme pelo pior. Mickey o acompanha, totalmente cético. 





O que eu achei? Os desenhos tipicamente italianos e com muita coisa nos quadrinhos acabam cansando um pouco, pois trazem informações demais em traços que não são muito harmoniosos, então, fica tudo muito poluído. Mas a trama é bem elaborada, fácil de assimilar, não enrola e deixa um quê de personalidade dúbia à tal bruxa. E quando pensamos que já tínhamos lido tudo, acontece uma surpresa, bem na última página.

As revistas do Mickey sempre divertem bastante. Esta promoveu um diferencial ainda mais cômico e dinâmico de conteúdo. Se você gosta de adquirir algo que foge um pouco dos padrões das edições regulares, recomendo bastante um exemplar. Ela ainda pode ser encontrada nas bancas e demais lugares conhecidos que vendem revistas em quadrinhos, mas logo sairá de circulação para dar lugar à edição de fevereiro. Portanto, é melhor se apressar.

Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!