terça-feira, 8 de agosto de 2017

Margarida e seus 80 anos... e Donna!


Margarida, a namorada do Pato Donald, na verdade, se chama Daisy Duck. No Brasil, como era costume, o nome foi mudado para Margarida, talvez, porque, na época, mulheres eram consideradas delicadas como flores. E Margarida era uma patinha linda, toda feminina, remetia a essa beleza floral, correspondendo bem ao nome, até o momento em que mostrava seu lado temperamental onde não gostava de sentir subestimada por Donald.




Sua origem levanta uma questão interessante, pois o Donald já contracenou com uma outra pata. Seu nome era Donna.


Lembro-me dela em um curta-metragem, aqueles tantos episódios da Disney que passaram infinitas vezes nas manhãs da Rede Globo e enchiam nossos corações de alegria por se tratar de obras tão caprichadas, bonitas, interessantes e divertidas. 

Esse era um grande diferencial dos Estúdios Disney de antigamente: promover animações curtas com um grau de sofisticação e esmero nunca visto antes. Tanto que acabaram sendo referência mundial aos concorrentes diretos como os Looney Tunes, o Pipa-pau, entre tantos outros.

Donna surgiu em 09 de Janeiro de 1937, portanto, há 80 anos, criada por Al Taliaferro (Charles Alfred Taliaferro), para o desenho animado intitulado "Don Donald", dirigido por Ben Sharpsteen, e roteiro atribuído a Merrill De Maris, Webb Smith e Otto Englander. A voz original de Donna é de Clarence Nash, mundialmente conhecido pela voz do próprio Donald, e a música é atribuída a Paul Smith (até isso conseguimos saber agora, com a Internet).

Margarida, como a conhecemos de fato, veio apenas em 07 de Junho de 1940, portanto, há 77 anos, para o episódio "Mr. Ducks Steps Out (No Passo do Sr. Pato)", com créditos atribuídos a Jack King na direção. Jack Hannah, Frank Tashlin e Carl Barks compõem o roteiro. Sim. Carl Barks, o nosso tão aclamado Mestre Disney, o "pai dos patos", é um dos responsáveis pelo roteiro. Clarence Nash, novamente, fez as vozes originais de Donald e Margarida. A música é atribuída a Charles Wolcott.

Há quem diga que ambas são a mesma pessoa. A própria Disney chegou a afirmar isso, em 1999, através de uma inscrição em uma peça colecionável da Margarida, escrito: "Daisy Duck, como Donna Duck, em 1937".


"Don Donald" se passa no México. Vestido à caráter e no lombo de um jumento, Donald se encontra com Donna que, desde então, já apresentava as maiores características da Margarida: a delicadeza e a feminilidade à flor da pele, assim como a mudança brusca de humor, a irritação, a falta de paciência e a forma desastrosa como conduz as coisas quando se sente contrariada. Logo constatamos que a animação mostra um jogo bem-humorado de sedução, onde amor e ódio coexistem o tempo todo, devido ao temperamento volúvel de ambos.






"Mr. Ducks Steps Out (No Passo do Sr. Pato)" já mostra Donald em sua casa, preparando-se todo feliz e confiante para um encontro especial. Chegando à casa de Margarida, surpreende-se ao ver Huguinho, Zezinho e Luisinho. Os três patinhos é que são os responsáveis por expor o lado esquentado de seu tio, pois não dão uma trégua, estão sempre atrapalhando o momento especial de Donald e Margarida. Ela, por sua vez, tem uma participação bem mais feliz e radiante. Ainda bem!







Aos mais leigos, é fácil considerar Donna como sendo a Margarida. Não há nenhum problema nisso. Entretanto, quando começamos a fuçar e a pesquisar, surge um mar de informações. Vemos que essa questão fica um tanto quanto conflituosa, uma vez que esse desenho acabou ganhando uma proporção maior do que realmente é.

"Don Donald" pode ser atribuído, historicamente, à primeira aparição de Margarida como Donna, como se ela interpretasse tal personagem - algo até bem comum aos personagens Disney. Para fundir ainda mais a cuca, Donna reaparece em outro material (várias tiras de jornais), em 1951, continuamente, como uma antiga rival de Margarida.



Por tudo isso, acredito que, atualmente, é permitido aos produtores e desenhistas brincarem com o fato, uma vez que já é possível encontrar material mais recente incluindo Donna.


Esta edição do Pato Donald n° 2469 (Julho de 2017) é um bom exemplo: a revista abre com uma HQ homenageando o aniversário de Margarida. Ela se vê chateada por ter ficado de fora de uma aventura dos patos (Donald, Patinhas, Higuinho, Zezinho e Luisinho) e, como forma de autoafirmação, começa a escrever e a se projetar como protagonista de vários tipos de tramas de ficção que vai postando na Internet.


Cada uma dessas tramas trazem referências sobre Margarida, através dos tempos, desde a animação de TV, passando também pela disputa romântica entre Donald e Gastão, pelo cunho aventureiro como a Superpata, a fase tia, onde vemos Lalá, Lelé e Lili (que coisa boa foi inserí-las) e a fase de sempre: em casa, com Minnie, conversando sobre assuntos rotineiros.






Nessa parte, os traços estão diferenciados (não sei porquê), ambas comem um bolo e uma situação muito cômica acontece. Rachei de rir.


E, de repente, em outra parte, quem aparece? Donna! A própria Donna, rivalizando com ela como melhor cantora de um clube de jazz. 


Essa história foi bem rica pelas referências, bem criativa, com uma arte bastante caprichada entre desenhos e cores, sem falar que me arrancou altas risadas. Penso que foi uma bela homenagem à personagem. Mais simples do que costumamos ver, é verdade, pois muitos leitores mais assíduos esperavam encadernados de luxo ou alguma edição mais específica a respeito desses 80 anos, o que não aconteceu, porém, essa HQ mostra como algo mais simples também pode ser legal e cumprir bem o seu papel de homenagear. 

Na minha opinião, essa trama poderia ter sido inserida no novo Almanaque Disney, pois ela é bem focada na Margarida (e não no Donald), que não tem mais revista própria e seria um ótimo material inédito para a reforçar ainda mais a nova premissa do Almanaque Disney. Poderia, também, acompanhar páginas informativas a respeito dela (no mínimo, umas três ou quatro), como gostamos de ver em situações excepcionais dessa natureza.  


Margarida chegou a fazer muito sucesso com sua revista própria, criada pela primeira vez em Julho de 1986 e que durou 257 edições, até Fevereiro de 1997. Retornou depois, em Setembro de 2004, tendo apenas 25 números, terminando em Janeiro de 2007, período em que as publicações Disney sofreram drásticas alterações de padrão, diminuindo páginas e obtendo uma distribuição bastante irregular, tornando-se cada vez mais difícil, ao longo dos anos, de serem encontradas nas bancas. 


Ela também teve duas séries de almanaques, é verdade, com bem pouca duração. A primeira, ainda durante a primeira série de sua revista, contou apenas com duas edições (Novembro de 1988 e Julho de 1996). Para variar, um conflito: onde estava a n° 2? Havia a n° 1 e, depois, a n° 3! Como assim? A editora atribui o fato a um mero descuido de digitação, portanto, a n° 3 é, na verdade, a n° 2. A outra série, com quatro edições, trouxe a numeração toda certinha, para não criar mais esse tipo de confusão. Ela começou em Dezembro de 2010 e terminou em Novembro de 2012.



Desde, então, é possível acompanhar suas participações (pequenas ou grandes), esporadicamente, nas mensais do Donald e do Patinhas.

A Abril Jovem merece todos os elogios e um imenso respeito por cuidar tão bem das publicações Disney.


Donna, Donald e Margarida - imagens diversas:
A Walts Through Disney
Disney Wikia
Wikipedia
Donald Duck - Duckpedia
Donna Duck Gifs,
Pinterest
Rebloggy
Tumblr

Capas das revistas da Margarida e Almanaques:
INDUCKS

Pato Donald n° 2469: meu exemplar.


Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pato Donald n° 2465 - Resenha


As revistas do Pato Donald são sempre muito divertidas, não é à toa que tenho predileção por ela, e esta edição é mais um exemplo:

Pato Donald n° 2465 é de Março de 2017, contém 52 páginas e traz na capa o preço de R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos), mas, é sempre bom lembrar, você pode encontrá-la por cerca de um a dois reais em algum sebo por aí.

As histórias:

A ERA DO CAVALHEIRISMO
Roteiro: Terry Laban - Desenhos: José Maria Manrique

Começa com Donald e Margarida brigando (só pra variar um pouquinho... rsrs...). Ele não entende porque ela fica implicando quando ele lhe faz uma gentileza. Ela não entende porque ele insiste em querer facilitar as coisas para ela. 

Donald vai desabafar com o Prof. Pardal e acaba indo parar em uma era medieval onde um reino é aterrorizado por um dragão que poderia aparecer a qualquer momento e acabar com tudo. Imagine se o pato não ia se meter a herói e tentar por um fim nas angústias de toda aquela população. Só que ele não contava que o dragão fosse, assim, tão "perigoso" e que uma pessoa, ou melhor, uma MULHER o protegia. 

A moral é que, desde que o mundo é mundo, há essa distinção entre homens e mulheres, onde elas se apresentam como sendo o sexo frágil, mas se irritam e sentem-se subestimadas com o comportamento masculino.
O TEAM UP
Roteiro: Gabriele Mazzoleni - Desenhos: Giorgio Di Vita

Morcego Vermelho e Superpato protagonizam esta superaventura de seis páginas. A trama é uma crítica bem-humorada aos clichês que podemos encontrar, normalmente, em toda história que envolve heroísmo, mocinho e bandido, coisas assim. Achei bem divertida, dinâmica e até, de certa forma, inusitada pela atuação dos dois.
CORRIDA DE JANGADAS
Roteiro: Terje Nordberg - Desenhos: Arild Midthun

O próprio nome diz: uma corrida de jangadas onde Donald resolve competir com seus próprios sobrinhos (Huguinho, Zezinho e Luisinho) e Gastão. Não preciso nem dizer que o primo, conhecido por ser sortudo, acaba sendo pessoa indesejável àquele momento, não é mesmo? Bem legal, divertida, emocionante e tem os patinhos crianças competindo de igual, ou seja, o politicamente correto não brecou essa criação (afinal, crianças não podem se envolver em ações tão perigosas).
SUCHI IMPOSSÍVEL
Roteiro: Gorm Transgaard - Desenhos: Maximino Tortajada Aguilar

Donald trabalha em uma empresa de comida oriental. Ele tem um prazo limitado para realizar a entrega dos pedidos em suas respectivas residências. Se não chegar dentro daquele tempo, a encomenda acaba sendo gratuita. O pato faz o possível e o impossível para não perder nenhum centavo nessas entregas. Vemos situações diversas que apontam a má fé dos clientes que manipulam os acontecimentos para que não recebam seus pedidos há tempo. Um jogo de má fé na cara dura. E eu, aqui, pensando que essa malandragem era só brasileira. Pois é...
Há algumas tirinhas que vêm sendo publicadas em várias edições, e a seção de recados, como sempre, bem interessante.

Fiz um vídeo para o meu canal homônimo do YouTube. Nele eu folheio a revista toda e vou falando praticamente o que escrevi aqui. A razão para colocar este texto é que percebo que o público que me lê é diferente do que assiste aos meus vídeos. Já teve um e outro que até comentou que, quando vem aqui, prefere ler. Em consideração a eles, pois os prezo muito, eis tudo o que digo no vídeo, agora, em palavras.


Um forte abraço a todos.

Fabiano Caldeira.



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Mensais Mickey e Donald - Julho 2017


Olá, pessoal! Neste vídeo, mostro as duas aquisições que fiz: as revistas Mickey n° 899 e Pato Donald n° 2469. Ambas são deste último mês de Julho, possuem 52 páginas e preço de capa a R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos). É sempre bom dizer que elas podem ser encontradas por muito menos, cerca de um a dois reais, em alguns sebos por aí.

Mickey traz a segunda e definitiva parte da trama "A balada da água salgada", homenageando o personagem Corto Maltese, um marinheiro aventureiro criado por Hugo Pratt. Em seguida, a editora inseriu várias imagens informativas, ou melhor, comparativas entre os quadrinhos desta edição aos originais.


A do Pato Donald, como sempre, uma delícia de revista com muita diversão e agitação, traz uma homenagem à Margarida, pois ela faz anos e a HQ fala justamente sobre o aniversário dela e a falta de Donald, Patinhas e os sobrinhos, que resolveram se aventurar por aí e não permitiram que ela os acompanhasse. Aborrecida, ela começa a criar aventuras para os leitores na Internet, como forma de protesto à suposta fragilidade feminina a qual os patos tanto insistem em pensar toda vez que vão para uma missão e a deixam para trás. Acontece que ela meio que se perde em meio às criações, mudando bastante o teor do gênero: uma hora é ficção científica, outra hora é romance açucarado, outra hora é ação... Uma trama bem divertida e com diferencial na colorização trazendo páginas e mais páginas de arte bastante colorida e movimentada. A seguir, uma trama de investigação onde uma personagem lembra bastante a Pata Lee. Mas, ao longo da trama, notei que o nome dela era Olívia e não tinha nada a ver com a personagem que pensei. É uma longa história que pega toda a revista. Quem é fã de um Donald mais investigativo, vai gostar.

Bom... vejam o vídeo onde vou folheando cada uma delas e falando a respeito.


Um abraços a todos.

Fabiano Cadeira.


terça-feira, 25 de julho de 2017

Marcos Well e "O HOMEM DOS MEUS SONHOS"


Hoje é o Dia do Escritor. Todo dia é propício a ler um bom livro, seja em forma de contos, poemas, romances, o tipo e o gênero que mais lhe agrade.

Acredito que todo leitor de quadrinhos, um dia, acaba lendo um livro. Porém, que nem todo leitor de livro se dedica a ler um quadrinho. Ambos são leituras. A HQ tem o apelo visual que atrai de imediato. O livro, por sua vez, tem o dom de utilizar suas palavras a fim de trabalhar os acontecimentos e personagens de forma primorosa, aguçando nossa curiosidade ou desejo de querer saber sempre mais, fazendo-nos sorrir, ter medo e até refletir.

O Brasil, infelizmente, é um país ingrato àqueles que têm no hábito a técnica de contar suas histórias de ficção. Poucos são os que realmente conseguem dizer que vivem dessa atividade. Muitos escritores, atualmente, andam compartilhando seus conhecimentos em espécies de conferências ou cursos, cujo intuito visa estimular o aparecimento de novos talentos. E há aplicativos que disponibilizam o arquivo digital de uma gama de obras literárias, desde as mais conhecidas até o pessoal que está batalhando pelo seu lugar ao Sol.

No vídeo abaixo, compartilho uma leitura curta que fiz. Marcos Well é um desses escritores do cenário contemporâneo que me fisgou através de um conto que traz muito do perfil dos jovens de hoje: alguns, aficionados por baladas e pegações, já outros, preferindo a solidão e segurança de suas moradas à vivência de suas histórias secretas, quentes e estimulantes, possibilitando certa criatividade para que tais experiências se tornem especiais.


Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.



segunda-feira, 24 de julho de 2017

O Cão e a Raposa - o LP


Antigamente, em um mundo onde poucos tinham televisão  a cores e o som 'da hora' era uma vitrola minúscula com alto falante de baixa potência embutido, os LP's infantis eram uma ótima opção para distrair a criançada.

"O Cão e a Raposa" é  um bela história que tive o prazer de ouvir muitas vezes. Ganhei o LP quando bem criança, de minha tia paterna chamada Geni. Ela sempre me presenteada em datas como aniversário,  Natal  e Páscoa.  Eu achava o máximo  esperar por ela, que sempre chegava muito mais tarde do que eu imaginava e, com isso, o suspense e a expectativa tomavam conta do meu pequeno coraçãozinho.

Esse LP é um dos melhores presentes que ela me deu. Meu pai já tinha me comprado, tempos atrás,  um outro, com a história  do Pinocchio e  dos três porquinhos. E eu, criança bastante inocente que fui, achava meio mágico ouvir um toca-discos falando comigo, tocando as musiquinhas para mim e as vozes diferentes dos personagens. Eram um encanto. rsrsrs....

Vinil Records

Vinil Records

"O Cão e a Raposa" trazia uma arte bem caprichada dos dois personagens principais. Na contracapa, o pequenino Mickey em seu visual mais clássico foi o que roubou toda a minha atenção. Eu o achava engraçadinho. O disco era amarelo. Eu já tinha um branco, de cantigas de roda,  e então passei a ter aquele amarelo com o castelo da Disney e um arco-íris desenhado no selo.

Vinil Records

A história consumiu os dois lados. Era bem mais longa, comparando aos demais contos de outros álbuns na época. Havia muitas canções, todas muito bem elaboradas e gostosas de ouvir. Aliás, toda a sonoplastia era impecável.  Se o ambiente era a floresta, ruídos  característicos eram colocados, assim como o momento em que o caçador engatilhada sua arma e o trem passando e atingindo o cão. Todos esses sons eram mixados à narrativa e às vozes dos personagens, propiciando compreender tudo o que se passava na trama.

E o enredo? Afinal, o que contava "O Cão e a Raposa"? Um cão ainda filhote estava sendo treinado para ser um caçador. Em um desses momentos, eis que ele encontra sua caça: um filhote de raposa. A inocência da infância não lhes permitiam assimilar que um era o caçador e o outro a caça. Os dois começaram a conversar e a brincar. Tornaram-se amigos, para desespero do treinador de Toby (o cão) e a dona de Dodó (a raposa macho), que se viu obrigada a cuidar para que o filhote não fosse buscar pelo amigo. Aliás, coube a ela o momento mais comovente de toda a trama: o dia em que ela devolveu Dodó à natureza.

"É triste a despedida. Adeus parece o fim. Mas guardarei para sempre você em meu coração."


O tempo passou e ambos se tornaram adultos. O cão bobinho se tornara um caçador nato. A raposa cresceu em meio aos amigos que foi conquistando na mata. Toby e Dodó se reencontraram. Ambos deram-se conta de quem eram e que os tempos eram outros. E toda aquela amizade? Continuaria?

Personagens como a Mamãe Coruja (sempre atenta ao que se passava com Dodó, interessada em aconselhá-lo sobre os perigos do mundo), o Samuel Guerra (que exigia dureza constante de seus cães de caça) e até o próprio Chefe (o cão de caça mais velho, encarregado de tornar Toby tão astuto e valente quanto ele) foram de grande importância ao contexto da trama, com suas presenças bem elaboradas, significativas e proveitosas até o último segundo de suas atuações.

Só depois de muito tempo foi que fiquei sabendo que o disco nada mais era do que uma versão do desenho homônimo. Pelos trechos disponíveis no YouTube, a sonoridade é a mesma, exceto o narrador (foi retirado, já que o desenho não precisa dele). Embora não tenha como ouvi-lo, guardo o LP até hoje.

Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Suicídio do vocalista do Linkin Park - considerações


Informações do ocorrido, clique aqui

Surpreso! Não sei por quê. Surpreso!

Talvez por ainda pensar que celebridades mundiais envolvidas em luxo e conforto tenham subterfúgios para abstrair-se do mal que nos acerca. Um pensamento bastante equivocado, eu sei. Preciso mudar isso.

A morte do vocalista da banda Linkin Park é mais um atestado de que a maldade nos atinge. Ela pega negros e brancos, pobres e milionários, ela não escolhe bem materiais e nem tons de cinza, azul ou rosa. Ela quer você, que tem seu brilho próprio na alma, algo inexplicável, mas que sabemos perfeitamente que esse desespero de viver é porque muitos nos atingiram em nossa alma. E por mais fortes que sejamos ("sejamos"? existe essa palavra? foda-se!), um dia a gente cansa - cansa de ser forte, cansa de se iludir e ignorar o mal que nos circunda, cansa de tentar viver a vida focando no que é importante ao nosso dia a dia, cansa de ver o outro ser humano com energia tão negativa a ponto de querer o mal do outro por pura inveja, puro recalque, pura diversão de ver o outro sofrer. E quando falo sobre ver o outro sofrer, não me refiro aos fetiches esquisitos e perigosos que alguns nutrem por prazer, mas da real condição de maldade que existe na alma de uma pessoa que se abastece do sofrimento verossímil do outro, de vê-lo ao chão, à míngua, sem saída ou constrangido o suficiente para tornar-se impotente às suas agressões estúpidas.

Este é mais um exemplo de que todos nós, de uma forma ou de outra, podemos ser vulneráveis e frágeis em sentimento. O machucado no corpo pode sarar, cicatrizar. O ferimento na alma, muitas vezes, não a regenera. Causa traumas e sequelas que vão aparecendo e se solidificando a longo prazo. Não somem. Estão ali: ocultos, despercebidos, mas influenciam todo o nosso subconsciente, o nosso comportamento, o nosso atual tempo presente. 

Este mundo é cheio de pessoas nocivas e leis estúpidas... e as boas leis nunca são colocadas em prática, somente as cretinas, que protegem aqueles que beiram a marginalidade e o crime.

Esteja onde estiver esse artista, será melhor do que aqui. Porque nem o pior dos infernos é pior do que esta vida. 

Sei muito bem o quanto dói viver neste mundo.

O Universo certamente vai te acolher. A presença de Deus está sempre em ação.


Fabiano Caldeira


quarta-feira, 19 de julho de 2017

"Disney Especial - Os Vendedores" - ???


Em determinado momento, abro meu Facebook e vejo um vídeo da Abril Jovem anunciando um "Disney Especial - Os Vendedores" recém-saído da gráfica. Os responsáveis estavam muito felizes em mostrar a edição, folhearam-na várias vezes, com satisfação, para mostrar que elas não faziam aqueles estalos estranhos ao serem manuseadas, e abriam facilmente, sem perigo e nem barulho. 

Muito bacana importarem-se tanto com os comentários que o pessoal sempre deixa na página da editora e demais lugares onde se fala dos nossos estimados "Quadrinhos Disney". Parece mesmo inacreditável ver uma edição tão bonita como aquela sendo manuseada livremente. Pela alegria no vídeo, parece uma conquista muito grande de algo que vinha sendo tão sofrível de alcançar. 

A Abril é apenas uma das maiores editoras do ramo de revistas e informativos de toda a América Latina....




domingo, 16 de julho de 2017

Minnie n° 73 - resenha


Resolvi comprar a revista da Minnie após muitos meses dando preferência às outras mensais, não que a Minnie fosse ruim, mas sempre tenho pouco dinheiro disponível para esse entretenimento, então, preciso fazer escolhas pois não dá para levar tudo o que desejo. 


Essa Minnie n° 73 é de Maio deste ano, contém 52 páginas (incluindo capa e contracapa) e tem o preço de capa a R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos). Mas aqui onde moro, se esperamos alguns meses, é possível encontrar em algum sebo (loja de usados) por cerca de um a dois reais.

Essa edição traz as seguintes historias:

1- Minnie, Mickey, Indiana Pateta e o Tesouro dos Cavaleiros do Oriente
    roteiro de Bruno Sarda - desenhos de Roberto Vian

2- Minnie e a Vingança do Mago
    roteiro de Jos Beekman - desenhos de Cèsar Ferioli Pelaez

3- Pluto
    roteiro de Giorgio Salati - desenhos de Carlo Limido

4- Recados dos leitores

A primeira é uma aventura bem longa com Mickey e Indiana Pateta às voltas com um segredo que gira em torno da construção do metrô de Londres. Eles descobrem que há um suposto esconderijo que guarda certas preciosidades, elaborado pelo próprio idealizador do metrô, que o julgava ser o local perfeito para ocultar tais objetos. 


A trama toda é muito bacana. gosto de ver o Indiana Pateta em aventuras. Só não sei se esse enredo tem algo de real, porque confesso que tenho preguiça de História Geral, eu sempre colava nessa matéria porque não me interessava nenhum pouco os acontecimentos passados e também eu sempre questionava se era isso mesmo o que tinha acontecido, afinal, historiadores podem contar suas histórias da forma como melhor lhes convêm. Não quero nem ver como os historiadores explicarão, no futuro, tudo o que está havendo no Brasil atualmente. Então, quando vejo que as HQs Disney possuem foco principal em algo histórico (especialmente europeu), tenho mesmo bastante preguiça de pesquisar e ir atrás de informações para saber de nomes e referências. Acabo vivendo a aventura em si. A Minnie estando ou não na trama, não faz diferença. Que coisa! Mas isso não é uma crítica, apenas uma observação. Trata-se de uma boa aventura com Mickey e Indiana Pateta. Fãs dos personagens vão se divertir bastante.

A segunda é minha preferida. "A vingança do Mago" traz a turminha do Mickey indo passear. Eles vão acampar em um lugar desconhecido. Mickey entra em um lugar inóspito e sofre um encantamento que o faz ter ações criminosas sob efeito de hipnose. Mas a real é que ele desaparece das vistas dos amigos enquanto faz essas coisas meio doidas. Os amigos resolvem procurá-lo na área urbana. A população, quando percebe a ligação deles com o rato, fica irada e quer se vingar deles, que fogem sem entenderem nada, até que entram em um local onde encontram Mickey enfeitiçado e o tal objeto valioso que causou isso. A partir daí, a trama se desenrola. Ela é simples, curta e bem objetiva. 


É muito bom ver Clarabela e Horácio inseridos entre Mickey, Minnie e Pateta. Também gostei muito dos traços. Tanto o cenário quando os personagens foram feitos com um primor o qual deveria ser seguido sempre. Muitos amigos torcem o nariz para esse Mickey tão bonzinho e ingênuo. Compreendo bem. Mas eu gosto dessas histórias secundárias porque elas trazem os personagens como realmente são reconhecidos, ou seja, com o que há de mais puro e tradicional em suas personalidades. O rato é, sim, um mocinho e, às vezes, passa um mal bocado por isso. Já temos personagens demais que são azarados, nervosinhos e ambiciosos. Não precisamos transformar o Mickey em mais um desses. Quem não gosta, que vá ler o Tio Patinhas ou Tex, ou saia do núcleo do gibi e pegue um bom livro. 

Talvez seja isso o que algumas pessoas precisem: sair do nicho infantil e pegar um romance mais denso, longo e trabalhado. Para isso é que servem os livros. Assim, todos ficam contentes e não temos que aturar os chatos, nas redes sociais, querendo transformar o Mickey ou o Donald em agentes da Cia, em ramos da Marvel ou DC. Que falta faz uma foda, hein, colega? Pois é... Ainda bem que me falta dinheiro, mas me sobra vida sexual ativa. Deve ser muito chato se resumir a ficar eternamente se punhetando na Internet.


"Pluto" tem apenas uma página. É bem engraçada e vou postá-la agora. Na seção de recados dos leitores, não vi ninguém conhecido desta vez.



Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.