terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Interessante a revista do Cebolinha n° 68 da Editora Abril


Não faz muito tempo que adquiri várias revistas da Mônica e Cebolinha ainda na fase da Editora Abril. Agora quero falar de uma delas:


Cebolinha n° 68 é uma publicação da Abril Jovem, de Setembro de 1978, com 68 páginas do total (incluindo capa e contracapa) e o preço de Cr$ 8,00 (oito cruzeiros). Notem que está escrito também "ANO VI": isso quer dizer que o título está em seu sexto ano de produção.

Como a revista é muito antiga, não apenas as histórias, mas outros fatores acabam tornando-a interessante. Já começa na página dois, mostrando uma divulgação da peça "Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta", no Teatro Tuca em São Paulo (nem sei se ainda existe, espero que sim) e com o patrocínio da PHEBO em destaque, famosa por aquele sabonete da embalagem amarela, mas todo vermelho e com odor intenso de rosas. 

A primeira HQ é "A NUVENZINHA DO AMOR", um clássico onde Cebolinha recebe uma flor e um bilhete de amor de uma menina muito feia que estava loucamente apaixonada por ele. Isso desencadeia uma nuvenzinha sentimental que paira em cima do Cebolinha o tempo todo e fica controlando o que lhe acontece. A nuvenzinha aparentemente inofensiva faz do Cascão sua primeira vítima e logo após joga um raio na Mônica, que queria bater no Cebolinha, mas obviamente não conseguiu. Cebolinha gostou da gorducha enfezada ter apanhado de uma nuvem. Ele começou a achar que ela seria sua parceira até que mudou de ideia assim que uma outra garota, muito linda por sinal, veio ao seu encontro loucamente apaixonada para abraçá-lo e beijá-lo, mas foi repelida brutalmente pela nuvenzinha. 

Interessante notar que só o leitor tem completo entendimento da situação. Cebolinha, Mônica, Cascão, ninguém imagina de onde veio a nuvem e nem porque ela permanecia com o Cebolinha. A nuvem era uma metáfora que simbolizava o sentimento que Maria Cafufa (a autora do bilhete romântico) vinha nutrindo pelo Cebolinha. Quando ele voltou a falar com ela, partiu seu coração. Isso fez com que a nuvem se dissipasse até sumir, mostrando que o sentimento de amor e carinho dela para com ele desaparecera por completo. Foi visível esse entendimento quando ele a fez chorar e, no mesmo instante, começou a chover apenas em cima dele. Eis uma história muito bonita, colocada com muita sensibilidade para falar de amor não correspondido. Os desenhos são da fase "superfofa", caracterizados pelo aspecto um tanto mais rechonchudo e anguloso, com o corpo bem mais curvilíneo e os olhos maiores e mais caricatos. O contorno dos quadrinhos tinham formatos diferentes, não eram apenas retos.

"OS SERESTEIROS" é uma produção do mesmo nível e com o mesmo estilo "superfofo". Um menino desconhecido assobia para Mônica e apanha. Cebolinha e Cascão estão próximos. Cebolinha a provoca, mas quem acaba apanhando é o Cascão, pois ele se abaixa bem na hora em que ela se vira para bater. Ele provoca de novo e ela bate de novo. Como ele se abaixa, é o Cascão que apanha de novo. Ele começa a rir. Cascão, então, se vinga. Ele provoca a Mônica e dá um pisão no pé do Cebolinha, fazendo com que ele não consiga se desviar do tapão. Inconformados com a brutalidade súbita da Mônica, Cebolinha e Cascão esclarecem que aquele ato do assobio é uma paquera, uma admiração, e que ela não devia encarar aquilo como um insulto. Acontece que Mônica fala que paquera é algo além de assobiar. Ela gosta de algo mais romântico e envolvente... como uma serenata. E é aí que vem a ideia de fazer com que Cebolinha e Cascão preparem uma serenata para ela e Magali. Cebolinha detestou a ideia, mas Mônica sempre apresenta um jeitinho convincente de fazê-lo mudar de ideia. Todo mundo se caracteriza com trajes específicos para a serenata, mas duas garotas desconhecidas surgem do nada e roubam toda a atenção de Cebolinha e Cascão. As quatro meninas começam a brigar pra valer e vão todas parar no hospital. Cebolinha e Cascão aparecem do lado de fora, fazendo a serenata para todas elas.

Gostei de ver Cebolinha e Cascão se dando bem. Também achei interessante mostrar esse lado das crianças se paquerarem, pois isso realmente acontecia na minha época. As meninas desde cedo já vinham com aquelas brincadeiras de salada de fruta (pera, uva, maçã, salada mista) como desculpa para mostrarem sua afetividade pelos meninos. Sempre havia aquele que todas queriam beijar na boca, assim como sempre tinha o coitado que ficava sempre com o aperto de mão ou o abraço, nem beijo no rosto ele ganhava.

Outra história que vale a pena conhecer é a do Horácio. Ela não tem título e foca o tempo todo no reino dos napões. Os napões são umas criaturas bem simpáticas, mas não consigo saber que tipo de animais eles representam. Na trama, a rainha vai fazer seu passeio e no caminho aparece uma árvore ainda bem pequenininha. A soberba do poder era tamanha que a rainha, em vez de desviar sua trajetória, pois era super simples fazer isso, preferiu mandar que alguém arrancasse a pobre arvorezinha que mal tinha se desenvolvido. Para mostrar maior eficiência, os súditos pensaram que a rainha ficaria muito feliz se eles acabassem com toda a vegetação do reino. Assim, nenhum tipo de vegetação atrapalharia os passos de Vossa Majestade. Acontece que a boa ideia logo revela suas consequências. Sem o verde, não havia mais plantas, flores, frutas, legumes, verduras, não havia nada para comerem, não havia nenhuma provisão de alimento, pois nem os outros animais apareciam onde não havia nenhuma graminha qualquer. O lugar virou um deserto intenso resumindo tudo a muito Sol, calor escaldante e evaporação maior de água. Quando Horácio apareceu, a situação estava tão caótica que os napões já estavam entrando em demência: acharam que ele fosse alguma verdura e estavam dispostos a comê-lo. Horácio fugiu e com muito esforço conseguiu chegar até os aposentos reais que, como era em uma caverna, de certa forma ainda protegia a rainha e seus próximos do caos provocado pelo Sol e a desolação geral. Ao ficar a par do que houve, Horácio conscientizou a rainha de que não havia outra solução a não ser deixarem o lugar. Era abandonar o reino ou morrerem à míngua. A rainha controlou o desespero dos demais, só assim Horácio conseguiu sair em segurança e conduzir todos a um outro local.

Essa HQ é uma crítica nítida à falta de conscientização sobre a preservação do verde e valorização dos recursos naturais tão essenciais à sobrevivência de toda a vida na terra. O verde é responsável pela manutenção da qualidade do ar, da água, pela preservação do ecossistema e de toda a cadeia alimentar. Quando os napões acabaram com todo o verde, na verdade, sem se darem conta, geraram um efeito dominó - onde se derruba uma peça e as demais vão caindo em sequência até não sobrar mais nada - promovendo a própria extinção. Já tinha visto outras tramas do Horácio com esse viés mais trágico. Hoje em dia, a HQ seria super bem-vinda nas atuais publicações.

"O ROUBO DA GISELDA" é outra HQ notável desta edição. Era comum o Chico Bento protagonizar boas tramas em revistas da Mônica e Cebolinha, já que ele ainda não tinha seu próprio título. Essa trama é um clássico do caipira que se vê às voltas com um ladrão de galinhas. O bandido passa a mão justo na Giselda. Chico resolve recuperar sua galinha de estimação a qualquer custo. Para isso, ele põe um disfarce e vira um tremendo galinhão feioso. Ele reencontra a Giselda e mais uma porção de outras galinhas, então resolve dar um basta naquela situação. 

A história é cheia de situações absurdas e isso é que tornava tudo muito interessante: o lance de ver acontecendo algo que sabemos que jamais seria real, pois nunca veríamos, por exemplo, um grupo de galinhas atirando seus próprios ovos contra o bandido. Seria muito louco se esse tipo de coisa acontecesse de verdade, por isso é tão legal imaginar essas coisas em um desenho.

Essas foram as melhores histórias da revista. Há várias outras que também divertem, inclusive uma em que o Bidu contracena com uma porção de sinalizações de trânsito. A sessão de cartas é bem diferente do que estamos acostumados a ver atualmente, mas eu até que gostava desse "layout" antigo. E até hoje eu me pergunto se a sessão "Amizade Selada" rendia contatos reais entre os leitores. Nunca escrevi para ninguém, pois eu não tinha assunto e às vezes me questionava se tais pessoas realmente existiam. rsrsrs... Na verdade, escrevi para o Mauricio ainda nos anos 80. Disse o quanto eu amava a turminha e que um dia desenharia como ele. Recebi, após muito tempo, uma correspondência cheia de desenhos alegres da turminha e alguns dizeres de gratidão do Mauricio. Eu devia ter guardado tudo comigo, pois hoje seria um material Histórico para mim. E realmente guardei por muitos anos em uma estante, mas um belo dia foi-se embora junto com várias outras coisas - aquelas limpezas que de vez em quando é aconselhável fazer.

Até a publicidade daquela época torna-se interessante. O INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO aparecia cada vez mais frequente nas revistas da turma da Mônica. Anúncios de outros gibis era algo bem comum, pois a Abril possuía um grande acervo de títulos em sua linha de produção. POPEYE n° 2 e Papa-Léguas (BIP-BIP) foram divulgadas nesta edição.

Resolvi introduzir as imagens todas após o texto. Minha intenção foi deixar a postagem mais organizada. Não sei se essa mudança ficou boa para vocês, visitantes amigos que prestigiam minhas postagens. Espero que sim. 














quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Disney Big n° 47, um pouco sobre a revista


Disney BIG n° 47 é uma publicação da Abril Jovem, de Outubro de 2017, contém pouco mais de 300 páginas ao todo (incluindo capa e contracapa) e preço de R$ 15,00 (quinze reais). A edição já foi toda de republicações, mas começou a inserir grandes aventuras inéditas há algum tempo e acredito que isto já se tornou um novo padrão. 


"DUCKS ON THE ROAD" abre esta edição, uma saga com 5 partes, mas publicada na íntegra por aqui, o que abocanhou mais da metade da revista. São mais de 160 páginas (incluindo material informativo com entrevistas dos produtores), para muita alegria dos leitores. O que segue são republicações bem divertidas e que para mim são inéditas, vez que não as tenho, então, para mim, a edição ficou toda cheia de HQs inéditas, o que é muito bom.

Gostei da "LAVAGEM COMPLETA", onde vemos os Metralhas aplicando um golpe no dono de uma joalheria. Eles apresentam um orçamento para limparem o local, o homem os contrata e vemos o que os malfeitores vão aprontando em pleno expediente. Gostei do absurdo de contratarem Metralhas com "cara de Metralhas" acreditando serem faxineiros, sendo que no evoluir da trama vemos que o dono não é tão inocente assim. Mas um sujeito esperto como ele não viu que estava colocando bandidos dentro da joalheria? Antigamente, não havia a preocupação em se justificar cada coisa. Isso acabava ficando legal, apesar de soar meio tosco. Essa HQ nem é tão antiga, foi publicada no ano 2000, na Dinamarca, e veio para cá em Maio de 2001, na revista do Tio Patinhas n° 430. E olha que coisa: essa revista teve 132 páginas e tirinhas clássicas do Donald, por Al Taliaferro, HQs de Carl Barks e Vicar, passatempos, era quase um Almanaque Disney!

"O CASO DO DESENHO SECRETO" também faz jus à consideração de grandes aventuras desta edição. Mickey e Pateta investigam o roubo de um desenho secreto de Gustave Eiffel, o criador da Torre Eiffel. A trama oferece bons desenhos, uma aula de história sobre a construção da torre, em 1899, que foi planejada para ser algo provisório e supostamente não teria agradado aos parisienses. Ela faz parte de uma subsérie intitulada "O Comissário Mickê", cuja maior parte das histórias foram inseridas em "Clássicos da Literatura Disney vol. 33 - Comissário Maigret" (Fevereiro/2011). Algumas foram publicadas aleatoriamente nas mensais do Mickey e ainda há material supostamente inédito por aqui. 

"MORANDO NA FLORESTA" é outra HQ que curti muito conhecer. Patinhas faz uma aposta tosca com MacMônei de ficar em uma floresta por um tempo e sobreviver sem nenhum recurso facilitador da modernidade. Donald e os seus sobrinhos se surpreendem ao encontrarem seu velho tio tão desprovido de recursos em um lugar tão isolado. Eles não sabiam da aposta e ficam sensibilizados, achando que o tio estava sofrendo muito naquele local e, por isso, resolvem facilitar as coisas para ele em segredo. Patinhas fica puto da vida com cada coisa que encontra e pensa que o MacMônei é que estava por trás daquilo, a fim de fazê-lo fraquejar e perder o desafio. Foi bem interessante ver os patos preocupados e querendo ajudar quando, na verdade, estavam tornando tudo ainda mais difícil ao Patinhas. Foi publicada pela primeira vez aqui em "Pato Donald n° 2248" (Setembro de 2002).

"VELHOS TEMPOS" é a trama que fecha esta Disney Big e, na verdade, ela é uma propaganda da coleção "OS ANOS DE OURO DO MICKEY": material clássico do personagem que vem sendo publicado em formato luxo pela Abril Jovem. Na história, Mickey, Pateta e Donald são convidados a estrelarem um filme. Chegando lá, descobrem que o João Bafo-de-Onça também irá participar. Todo mundo é obrigado a vestirem roupas de si mesmos em seu visual mais clássico, antiquado, e só então entendem que vão representar uma aventura que tiveram há muito tempo. Acontece que Donald não gosta muito da ideia, pois dá a entender que ele teve uma apresentação pífia no original, então ele resolve querer pentelhar na história toda, assim apareceria mais, só que ele acabou atrapalhando todo o andamento, trazendo muito cansaço e estresse a todo mundo. Gostei da desculpa da roupa para que os personagens ficassem com o visual antigo. 

A revista tem outras histórias, inclusive duas com Zé Carioca: "A ESPERTEZA CASTIGADA" e "DAQUI NÃO SAIO!", e uma observação: na história "FICA NA SUA, CATATUA!", mudaram a cor da ave, de verde (o mesmo verde do Zé Carioca, tornando-a bem parecida) para vermelha. 

Você pode saber mais sobre esta edição - as histórias que comentei e até as que não citei - no site do INDUCKS 







segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Você conhece o Planeta Gibi?


O Planeta Gibi é uma loja de comércio de revistas em quadrinhos de todos os tempos, desde as mais recentes até as que não são mais encontradas em bancas. O próprio site diz que ela existe desde 2006 e tem o Sr. Rivaldo Ribeiro como administrador e responsável. Existe também o blogue homônimo que serve exatamente para divulgação de tudo referente ao universo das histórias em quadrinhos, craque especialmente em "check list" e "previews", mas também há matérias curiosas sobre determinados personagens ou títulos de revistas. Este espaço, segundo consta nas informações do próprio, foi criado em 2009 e atribui a responsabilidade ao Sr. Edenilson Rodrigues, embora Rivaldo também seja citado como colaborador. 

Não me lembro direito quando conheci o Planeta Gibi, se foi em 2009 ou 2010. Era a época do Orkut, e havia uma comunidade de leitores dos quadrinhos da Disney cuja interatividade rolava solta. Eu me lembro, se minha memória está correta, que um homem surgiu falando do blogue no meio de um assunto qualquer. Alguns curiosos como eu foram conhecer o lugar e a comunicação continuava a fluir na comunidade do Orkut, onde ficamos sabendo da loja e que um dos responsáveis tinha paixão pelo mundo das HQs, tanto que ele era dono de uma admirável coleção que não se resumia em ser completa, mas era completa e encontrava-se em excelente estado de conservação.

Não sei se o local já era bem frequentado na época. Só sei que ele caiu nas graças de muitos de nós, amigos da comunidade. Alguns estavam se iniciando nos blogues, assim como eu, e nós mantínhamos um contato frequente que passou a ir além da comunidade, mas também visitávamos os blogues uns dos outros e ainda trocávamos e-mails. Esses amigos sempre demonstraram bastante entusiasmo com o Planeta Gibi, foi aí que descobri que eles realizaram compras na loja. Eu já namorava algumas revistas expostas há certo tempo, então, as nossas conversas apenas me incentivaram a investir em algumas compras: revistas antigas da turma da Mônica que foram importantes nos meus tempos de juventude e que não as tinha mais comigo. Na primeira oportunidade que tive, comprei várias das que eu mais estimava. 

Como é comprar no Planeta Gibi? Eles são bons mesmo no negócio?

Eu não tenho do que reclamar. Até hoje, sempre indico o Planeta Gibi como o melhor na qualidade de entrega do produto. Não sei se foi sorte, o atendimento foi melhor do que eu esperava. A simpatia  e a paciência do Edenilson (eu tive uns problemas em confirmar as compras) fez todo o diferencial. Eu me lembro como se fosse hoje de todo o carinho e atenção que ele teve ao telefone. A minha vida sempre foi marcada por muita hostilidade, então, quando alguém me trata tão bem, eu tenho duas reações: eu fico muito mexido ou bastante desconfiado. Na circunstância em questão, não tive motivo nenhum para ficar desconfiado, então fiquei foi muito mexido mesmo, algo positivo, embora eu soubesse desde sempre que o bom tratamento era apenas a relação comerciante/cliente. 

Acredito que algumas coisas devem ter mudado, pois os tempos são outros e a empresa aparenta ter se desenvolvido muito mais, o que acarreta mais serviço e menos conversa. Mas eu acho importante relatar a minha própria experiência como comprador de revistas. De minha parte, o Planeta Gibi é o site mais confiável, um lugar que indico de olhos fechados e chego a colocar a minha mão no fogo pela qualidade no serviço. As revistas chegaram perfeitas, em tempo rápido e muito bem embaladas. Achei até desnecessário tanto cuidado e compreendi porque, às vezes, o frete acaba sendo um pouco mais dispendioso porque o embalamento influi no peso da encomenda. Então, se você vai comprar determinada edição especial capa dura, tenha a certeza de que receberá o material em perfeito estado, sem amassados nas quinas das capas e nem lombadas danificadas. 

Eu fui um cliente pontual. Realizei poucas compras. Nem sei se posso ser considerado como um cliente, pois quem vive disso precisa manter um público fiel, o que não foi meu caso. Eu tenho várias bancas aqui onde moro. O acesso a elas ainda é fácil e me estimula a andar um pouco, fazer a minha caminhada necessária. Mas a pouca experiência que tive foi o suficiente para verificar o capricho, o esmero no envio das encomendas. Se eu disser que tive algum problema com alguma compra que fiz no Planeta Gibi, eu estou mentindo. Para mim, foi perfeito, acima das expectativas.

Nossa! Quanto elogio! E as tretas que você teve com o Planeta Gibi?

Pois é! Ainda hoje sempre tem pessoas que me enviam algum "assunto" sobre alguém do Planeta Gibi. Essas pessoas só querem conversar, trocar ideia, mas tamanha cordialidade em determinados assuntos já me deixa na defensiva, na desconfiança. Eu fico logo me perguntando: "Por que fulano quer conversar justo comigo sobre tal coisa?" Na maioria das vezes, rola uma conversa agradável, mas o que tenho a dizer sobre esta ou aquela pessoa do Planeta Gibi? Eu só tenho uma experiência pífia. Nunca vi Edenilson e Rivaldo pessoalmente. Eu nem tenho contato com eles. Tudo o que tenho são lembranças de um tempo que não me interessa. E digo que não me interessa porque realmente houve treta. 

Sim. Houve treta com o Planeta Gibi, porém, tudo se resume a conversas desnecessárias onde me senti usado por uns e cobrado por outros. No fim, nunca ninguém sequer teve a ombridade de esclarecer nada comigo, nem para me pedir desculpas e nem para confirmar se ainda me acha mesmo mau-caráter. Ninguém se importa. A questão é que o tempo passou, a vida segue em frente para todo mundo e águas passadas não movem moinhos.

Mas uma coisa que não faço é misturar as estações. As vezes em que apontei o dedo para algum deles, não expus nenhuma mentira. Eu posso ser uma pessoa, digamos, indesejável aos responsáveis do Planeta Gibi, mas isso aconteceu porque me meti em assuntos que não eram meus, fui impulsivo e não medi palavras, mas não é por isso que vou ficar difamando o site e contando mentiras sobre o trabalho que fazem. Trabalho que indico até hoje e espero ter razão ao dizer que é bastante confiável.

O que interessa saber do Paneta Gibi, quando me perguntam se é bom mesmo, se já comprei, se conheço os caras, se são um casal (oi??? sei lá!), é que o blogue é o melhor que existe a respeito de lançamentos de quadrinhos em geral, dados e curiosidades sobre determinados personagens e títulos. A loja é super confiável. Se o produto está em ótimo estado, pode ter certeza de que receberás algo em ótimo estado. Se não está, eles informarão. São atenciosos e honestos. Bastante caprichosos no cuidado com as embalagens. Sim. É verdade que algumas revistas podem ser encontradas por um preço bem menor em lojas similares como a "Casa do Gibi", por exemplo, que é outro local que sempre indico. Mas, se você é uma pessoa que pode pagar e tem o hábito de ser bastante exigente com o que compra, não quer se aborrecer porque tal revista chegou até você com um problema "assim ou assado", o Planeta Gibi é o local para você.

















sábado, 16 de dezembro de 2017

Almanaque Disney n° 376: A chegada da Pata Lee


"ALMANAQUE DISNEY n° 376" foi publicado em Setembro de 2017, chegando às bancas próximo do dia 20, às vezes ou pouco antes ou depois dessa data. A revista contém 100 páginas de quadrinhos e o preço de R$ 9,90 (nove reais e noventa centavos) na capa. 


Desde que voltou, há alguns meses, o Almanaque Disney tem se destacado com ótimas aventuras longas e inéditas que abrem cada edição e um "mix" interessante de personagens, fazendo com que alguns medalhões permaneçam e também os esquecidos voltem à tona. 

Nesta edição, uma trama curiosa gira em torno da Pata Lee, uma patinha bem descolada que foi criada em 1966, por Romano Scarpa. Neta de Dora Cintilante (um dos poucos e marcantes amores do Tio Patinhas), esta criada por Carl Barks. 

Curioso que a Pata Lee, na verdade, foi mais trabalhada no Brasil, pelos desenhistas que produziam as HQs brasileiras da Disney. Eles criaram vários personagens para comporem um universo próprio à Pata Lee. O nome foi em homenagem à cantora Rita Lee, que fez muito sucesso por cerca de três décadas. Antes, ela se chamava Pata Ié-Ié, porém, não me lembro se houve alguma historinha publicada com esse primeiro nome. Creio que ela ficou conhecida de verdade através da produção nacional.

"A CHEGADA DE PATA LEE", para nós, parece uma despedida da Pata Lee de toda sua turma, como se agora a patinha embarcasse em uma nova fase quando, na verdade, essa trama registra as origens dela. É isso mesmo! Esta é a origem da Pata Lee!

E como é a história? É bem legal! A melhor de todas desta edição. Dora Cintilante a apresenta como sua neta ao Patinhas, que fica como seu tutor, já que Dora agora morava em um casa de repouso e a Patinha precisava dar um rumo na vida. É claro que o pato muquirana avaliou o quanto aquilo seria cu$toso e, no início, não quis saber, mesmo estando ciente de que era temporário, até que ela se situasse na vida. Mas Dora sabia lidar com Patinhas. No final, deu tudo certo. Até melhor do que o esperado, pois Dora vivia em um lar chefiado por uma mulher enérgica e autoritária, que começou a constrangê-la na frente do Patinhas, o que motivou o pato quaquilionário a comprar o local. A dona virou faxineira, em uma fração de segundos, e Dora virou a dona de tudo, para a alegria dos demais idosos de lá. Achei muito bonito trabalharem isso, Patinhas fazendo toda a diferença para que Dora tivesse uma terceira idade mais tranquila. 

Pata Lee chega a Patópolis e é logo apresentada a Donald, Huguinho, Zezinho e Luisinho. Na verdade, houve uma ideia de fazerem uma festa para apresentá-la a muita gente. Muita coisa acontece durante o planejamento desse evento e Pata Lee é quase vista como uma pessoa mal-caráter. O final é muito bem elaborado e bonito de se ver. Adorei!

"A PENA BRANCA" vem a seguir. É uma história com o indiozinho Havita. Não é nada muito espetacular, mas considero positiva porque ensina uma lição de convivência, solidariedade e justiça. É uma boa trama para crianças e jovens formarem seu caráter. 

"O RETORNO DO DR. DARK" é a HQ que mais gostei depois da Pata Lee. Maga Patalójika não desiste de pegar a moedinha da sorte do Patinhas, mas ela sempre se ferra de algum modo. Dr. Dark oferece um acordo de parceria a ela. Ele pegaria a moedinha e ela o ajudaria depois em seus crimes. A pata caiu na lábia dele feito um pato. rsrs... Dr. Dark foi introduzido recentemente no Almanaque Disney, em histórias do Superpato. Então, o Almanaque Disney mais uma vez teve uma aventura com o Superpato. rsrs... Eu acho engraçado, pois há leitores reclamando da overdose de Superpato, mas, pra mim, "tá beleza"! rsrs...

Na verdade, há ainda uma página com Donald e Peninha. Aquelas produções de uma página que a Itália normalmente faz com o Peninha.

Lobão e os três porquinhos deram as caras mais uma vez neste Almanaque Disney. Os desenhos são lindos e é muito bom tê-los de volta. Quem também apareceu foi o Indiana Pateta e a Clarabela Repórter, cada um com sua respectiva aventura. 

Nas bancas, a edição à venda ainda é a n° 378. A próxima estará chegando logo, por volta do dia 18 ou 20 ela já começa a aparecer por aí.




sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A dama do espelho: O ritual das trevas


Jovens aborrescentes sem nada para fazer começam a brincar com espiritualidade. Eles falam sobre uma lenda de um ser demoníaco que age usando espelhos como portais. Tudo é muito legal, uns acreditam e outros não, até que esse ser demoníaco começa a se manifestar e fazer as primeiras vítimas. 


E você vai pensar que o filme será uma matança pauleira, já que tem tanta gente, mas engana-se completamente. Após a morte de um e outro gato pingado que nada acrescentam à trama, o filme começa a empacar. O que devia ser uma história cheia de acontecimentos e criatividade cai no previsível modo operante das reflexões de um adulto que procura entender o que está acontecendo e começa a aflorar seus instintos protetores para com sua filha pentelha. 

O filme inteiro você a tal dama do espelho querendo pegar a garota, e o pai faz das tripas coração para impedir. É claro que a maldosa entidade consegue se apossar da jovem e então começa mais uma sequência de determinismos do pai, da mãe, da amiguinha tosca e de um estranho que é chamado (porque conhece a lenda urbana como ninguém) no intuito desesperado de fazer algum tipo de exorcismo (ou sei lá que nome dar àquelas tentativas) para que a jovem peste seja liberta daquele ser.

Para dar um pouco mais de medinho, fica a explicação de que eles precisavam se empenhar em detê-la o quanto antes, senão a menina morreria ou a entidade a usaria para matar todo mundo. Sim, pois no começo do filme a tal da dama só precisava de um espelho como canal e até matou, mas depois esse demônio misteriosamente passou a necessitar possuir um corpo para completar suas maldades. No mínimo, estranho... 

Ficamos esperando a menina matar a coleguinha pentelha, a mãe ou o estranho, mas nada disso aconteceu. Poxa! Nos filmes de horror de antigamente as pessoas morriam sem dó. Que chato os de agora!

Os elementos considerados importantes na estrutura desse filme a gente viu em vários outros: invocação de espíritos através de objetos, protecionismo entre pais para filhos, portais, atividades paranormais, exorcismo... e aí que não há nenhuma questão que diferencia esse filme, pois os personagens não têm uma história, uma mensagem a nos transmitir, chega um momento que tudo se resume a possessão, mas não há nenhum vômito verde, nenhuma virada sinistra de cabeça, nenhuma insinuação questionadora à fé ou a Algo Maior. O filme é muito bem feito, dá para ver que não é algo com qualidade "trash", nada assim, mas é raso.


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A morte de Carl no seriado "The Walking Dead"


THE WALKING DEAD.COM.BR

"THE WALKING DEAD", a série, na minha opinião, não conseguiu decolar nesta oitava temporada.  O que acontece? Eu arrisco dizer que a direção está ruim. Sim, pois a direção é a responsável por cativar o expectador, pois é ali que estudam-se os ângulos, as tomadas, como são feitas determinadas cenas e o desenvolvimento dos acontecimentos. Houve muita ação e luta, porém, tais cenas não me transmitiram emoção nenhuma. Não me convenceram, não mexeram comigo, eu só queria que acabassem logo para saber o que viria depois. 

No oitavo episódio, Carl estava deprimido e queria se matar. Acho que não souberam focar essa questão muito bem. Michone o surpreendeu diante de um buraco. Mais adiante, ele chegou a pedir para que Negan o executasse. Nossa! Esse menino foi tão expressivo quanto uma porta. E os lances de câmera não souberam valorizar a dramaticidade ao momento. Tinham que ter dado "closes" maiores no garoto, cuidado mais do seu olhar e da sonoplastia também, propiciado um clima melancólico ou perturbador para a gente, mas tudo se resumiu a tomadas genéricas. Parece até que os responsáveis pelo seriado o fizeram sem vontade alguma, pois a emoção (quando tem alguma) é mal aproveitada, minimizada, desperdiçada, muito aquém do que poderia ser.

Eu não sei quantos episódios ainda restam para esta temporada. Suponho que esteja na metade. E não vejo uma luz no fim desse túnel. Impressionante constatar como Rick e Michone, de repente, perderam a importância e se tornaram pessoas aparentemente sem o enfoque de antes, sem capacidade de liderança e iniciativa própria. Principalmente ela, que já foi muito agressiva no início, agora parece um cãozinho adestrado. Carol, por enquanto, é a que ainda salva alguma coisa. Devia ser chamada de Mulher MacGyver (no bom sentido). Negan também não está mal. É ele quem tem segurado os melhores lances. Mas ele tem aparecido como se fosse apenas uma degustação para algo mais... que acaba não vindo. 

O capítulo terminou com Carl mostrando seu ferimento ao pai, Rick. Já pesquisei um pouco na Internet e há a confirmação de que o personagem vai mesmo morrer. O ator parece não ter gostado da ideia, pois deu umas declarações à mídia dizendo-se surpreso, perplexo, que gostaria que o destino fosse outro. Há rumores de que o ator de Rick está pedindo para sair. Por enquanto, quem morre é Carl, o filho. Se o pai irá morrer também, ou apenas substituído por outro ator, ninguém sabe ainda.

Pelo jeito, não há muito o que se esperar até o final da temporada. Os fatos marcantes até aqui foram a morte de Sheeva, a tigresa de Ezequiel (um personagem que devia ser melhor trabalhado), e agora o suicídio(?) de Carl. Nada mais chamou a atenção, pois, como disse, as cenas de luta deixaram a desejar e os momentos entre eles não acrescentaram nada. Vamos ver até quando Carol e Negan conseguirão segurar nossas expectativas, pois estão levando a temporada toda nas costas.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Pare de jogar dinheiro fora com quadrinhos que já tem



A Abril Jovem vai lançar logo no começo de 2018 uma novidade: é um tipo de revista em quadrinhos entre o padrão luxo e o formatinho. As edições que terão em um tamanho maior ao formatinho, páginas branquinhas, mas não serão em capa dura e nem papel couché. A capa é cartão e as páginas são do papel branco de sempre, o "offset" (nem sei se é assim que se escreve), que é o tal do sulfite comum ou bem similar a ele.

Essas revistas, a priori, não trarão nenhuma grande novidade para quem já lê e conhece os quadrinhos Disney muito bem, de longa data. Na verdade, o que eles farão é dar vida a uma espécie de almanaque temático com um padrão melhorado. Eles vão pegar um tema e fazer tal edição. E assim suscetivamente. 

Um dos primeiros a sair será o do Superpato, e já anunciaram que trará as três primeiras histórias do herói. Agora não entendi se as três primeiras histórias serão as que foram publicadas em ordem, na época das suas primeiras exibições por aqui, ou as três primeiras HQs cronológicas da História do personagem, ou se são as três HQs que narram a sua origem.

Na verdade, o que me motivou a escrever esta postagem foi ter lido um blogue de uma pessoa bem especial que falou sobre o lançamento e disse que já tem tais histórias e pretende comprar o lançamento assim mesmo. Fiquei pensando em quantos amigos farão exatamente a mesma coisa: "já tenho a HQ, mas vou comprar porque o padrão da revista me interessa". Eu sei que não tenho nada a ver com a vida de ninguém, por isso resolvi vir aqui, no meu canto, escrever o que eu quiser. E aqui eu posso expor meu pensamento de que às vezes eu acho que essas pessoas simplesmente jogam dinheiro fora.


A vida é muito curta. Muitos de nós não temos um dia a dia nada fácil, temos que lidar com um emprego ruim, mal remunerado, encheção de saco, vários perrengues ao longo do dia - e até há os que lidam com doenças crônicas e/ou incuráveis, então, eu penso, que valeria mais a pena gastar esse dinheiro com aquela(s) pessoas(s) que faz(em) parte da nossa vida, seja alguém que está ao nosso lado ou da nossa família, até mesmo os amigos mais chegados e que sabemos que não nos virarão as costas porque o contato vem de anos, mesmo brigando e pentelhando, a amizade continua. 

A editora agora lançará uma porrada dessas revistas, que nada mais são do que as mesmas histórias de sempre, só que em outro padrão de formato. No lugar de aquirir mais do mesmo, pega esse dinheiro e vai levar a(o) companheira(o) para sair. Vão ao cinema, à lanchonete, ao barzinho da esquina. Você pode também fazer um agrado aos seus "velhos" indo visitá-los, levando uma comida especial a eles ou um belo presente que sabe que eles vão gostar... ou simplesmente planejar investir um fim de semana com eles.


Você é sozinho na vida? Ok. Invista em você, então. Compre uma roupa nova, um calçado, pague aquela dívida, vai tomar um sorvete. Gente sozinha também vai ao cinema. Quer radicalizar? Vai a algum lugar "diferenciado" e "caliente" e seja feliz ou, então, já que tem dinheiro sobrando mesmo, doe ele a uma entidade, uma organização de ajuda a alguma causa, seja uma ONG ou um asilo, tenho certeza de que é uma forma diferente de usar seu suado dinheiro. Faça o que quiser, mas pense um pouco antes de adquirir mais material do mesmo. Sabemos que a vida não é fácil e que nem sempre gozamos de boa saúde, então, eu fico vendo esse pessoal investindo em quadrinhos que já possuem, apenas por questão estética, e fico abismado. Será que crescemos mesmo? Muitos de nós estamos agindo como crianças grandes e mimadas, onde uma revistinha qualquer parece tão especial e importante, muito mais do que dar atenção a quem está conosco ou a quem se importa com a gente e nos deu a vida. 

Não é o caso desse amigo, mas eu tive que sair de alguns grupos de quadrinhos, recentemente, porque eu não aguentava mais os papos dos marmanjos barbados agindo como bebês chorões por causa de verdadeiras bobagens que eles próprios inventam nesse mundo do colecionismo de quadrinhos. É cada assunto besta que dá tanto pano pra manga, que fico pensando que fazemos por merecer esse destino cruel de políticos que estão mandando as pessoas para o tronco, feito escravos, afinal, ninguém se manifesta com o preço do gás, da gasolina, da energia elétrica, da internet e do telefone fixo que nem é usado mais e ainda é cobrado todo santo mês. Mas esses caras dão um verdadeiro chilique diante de uma revista de HQ por motivos tão fúteis. A grande verdade é essa: um bando de gente fútil que acha que vivem numa Disneylandia quando estamos mais próximos do que nunca de uma realidade Walking Dead. 


Veja bem! Eu não sou contra o consumo em demasia de HQs. O dinheiro é da pessoa, ela faz o que bem quiser. Eu só acho que ela joga dinheiro fora quando compra sempre o mesmo material com uma "cara" diferente. E muitos só fazem isso para ganharem tapinhas nas costas dos membros da turminha que participam. Pega esse dinheiro, compre um mundo de quadrinhos, mas aqueles quadrinhos que você ainda não tem. Tem tanta gente boa nesse mercado de HQs e que rala tanto para dar o melhor de si na produção de uma revista, essas pessoas só precisam que alguém pare de comprar a mesma história de sempre e resolva conhecer os trabalhos delas. E olha que tem um povo muito talentoso por aí. Até o Mauricio de Sousa já abriu as portas para esse pessoal, mas você ainda tem a mente fechada e focada no microcosmo onde alguns, por tática, por estratégia, insistem em manter você. Não, amigão, não permaneça ali, fincado naquele mesmo lugarzinho e com aquelas ratazanas obcecadas. 

A vida é muito curta e o nosso mundo nerd é tão vasto e cheio de entretenimento! Compre quadrinhos que você não tem. Ou empregue seu dinheiro em outra coisa: sua mulher, seu companheiro, seus amigos, um churrasco com a família ou um jantar na churrascaria, um instante gostoso e íntimo com alguém. Só se vive uma vez. E cada segundo que passa jamais retornará. Ame sim os seus quadrinhos. Mas ame também tantas outras coisas que você pode desfrutar. Aproveite melhor a sua vida. 





domingo, 10 de dezembro de 2017

Um brinde à amizade


"UM BRINDE À AMIZADE" é um filme que subestimei, talvez, pela forma como a sinopse foi apresentada para sua divulgação na Globo, deixando a impressão que fosse um besteirol de comédia romântica e, para minha surpresa, é uma produção bem melhor. 


A trama gira em torno de quatro personagens principais que na verdade são dois casais. Kate & Chris e Luke & Jill. Kate é amiga de Luke na fábrica de cervejas onde trabalham. Eles ficam juntos na maior palhaçada o tempo todo. Luke é muito brincalhão, aquele cara que faz gozação sem limites. Então, desde logo a gente vai assistindo a tendo a percepção de que há uma certa química entre os dois. Mas Kate é namorada de Chris, um homem completamente o oposto de Luke. Chris é formal e introvertido, não tem vocação para animar as pessoas. É um homem que vive sério e não é de gargalhar facilmente com qualquer um. A gente tem a impressão de que Chris é meio chato e sem graça, um tanto monótono. Então, ficamos nos perguntando o que uma garota como Kate, que vive sorrindo e brincando com todos na fábrica de cerveja (e sempre na companhia do seu amigão Luke) faz com um homem como Chris.

Não demora muito e Kate logo dá um jeito de levar Luke à intimidade de sua vida com Chris. Ela o convence a passarem um final de semana juntos em um lugar muito bom para relaxar, com praia, uma mata com uma trilha para caminhadas, um cenário paradisíaco e pouco populoso. Luke leva sua namorada Jill e os quatro convivem durante todo o final de semana. O que acontece é que vemos Kate e Luke muito à vontade sem seus pares. Rola química, eles brincam bastante um com o outro, a todo momento. Jill e Chris, mais fechados e "certinhos", cheios de preceitos e com mania de ordem e disciplina, acabam ficando juntos em vários momentos. Chega uma hora em que osdois estão caminhando pela trilha da mata enquanto Kate e Luke continuam no maior "happy day". Jill e Chris preparam um piquenique e então se beijam. "Agora começará a troca de casal", podemos pensar. Chirs e Jill já brincaram no mato, agora só falta Kate e Luke também se entregarem à química. Para a minha surpresa, isso não aconteceu. E que bom, pois estava começando a achar tudo muito previsível. 

Quando retornam aos seus lares, Chris termina com Kate. Ela surte no dia seguinte, no serviço, anunciando sua liberdade e solteirice a todos os homens da fábrica. "Então, agora, Luke a pega de jeito e acontece alguma coisa", a gente pensa. Não. Ele não faz nada, embora fica muito mexido com a situação. "Então, Luke vai terminar com Jill e assumir seu amor por Kate", a gente pensa. E começam as cenas entre Luke e Jill, deixando-nos na maior expectativa. Eles falam do relacionamento sólido entre eles, tantos anos juntos e nada de casamento. Ela cobra uma posição dele para se casarem, e ele até diz que quer, mas não fica entusiasmado. E ela queria que ele tomasse a iniciativa de marcar data e ficasse todo eufórico para que ela fosse correndo em busca dos preparativos. Mas ele, apesar de concordar com ela, fica morno. Olha para ela com um certo ar de que não acredita no casamento, de que eles não seria mais felizes se casassem formalmente, pois já moravam juntos há tempos, então, para ele não havia necessidade. O tempo todo somos levados a pensar que ele ia dizer para Jill que queria terminar tudo com ela, mas isso não acontece. Ele demonstra gostar de Jill, mesmo estando claro o abismo de temperamento entre um e outro. Ele todo malucão, um crianção, e ela uma esposinha que é meio Amélia, sempre com um visual sóbrio, voz e gestos controlados e discretos, mantendo o lar sempre em ordem. 

Kate procura Chris. Somos levados a pensar que eles vão reatar, já que não aconteceu nada entre ela e Luke. Acontece que Chris, com muito jeito e sensibilidade de um iceberg dá um fora nela. Acabou mesmo, e ela não tinha mais que aparecer toda bêbada em sua casa para lhe arreganhar as pernas e filar a jantar que ele normalmente deixava preparada para ambos. 

Frustrada, ela resolve se mudar, pois não aguentar viver na imensidão do seu "apê". Luke, seu fiel amigo e escudeiro, desde já, prontifica-se a ajudá-la. Chegando na morada dela a fim de arrumarem as coisas para a mudança, constatamos uma coisa que vai mudando o nosso conceito a respeito de Kate. Ela não dava a mínima para o seu lar. Havia decoração de um aniversário que já tinha acontecido há séculos, com o bolo ainda em pedaços pela casa, e tudo revirado e bagunçado. Luke começa a ajudá-la na arrumação das coisas, pois seria preciso retirar toda aquela bagunça, limpar tudo o que estava sujo para finalmente empacotarem e preparem a mudança. Acontece que ele acaba ficando com quase tudo nas costas. Chega um ponto que começamos ter raiva de Kate, pois Luke, cansado, pergunta se tinha alguma comida, e ela simplesmente diz que não. Então tá! Você vira diarista da sua amiga o dia todo, tá no maior prego e na hora de comer alguma coisa qualquer, ela nem diz "vou fazer um miojo" ou "tenho uns biscoitos aqui" ou "posso ver se fritos uns ovos". ela simplesmente diz "não". E o cara acaba adormecendo em um instante qualquer, trêbado, porque a sua amiga não tem um bolacha água e sal em casa, mas a cerveja tem de sobra, aos montes, essa nunca falta. Começamos a perceber que ela, além de ser uma mulher desligada e relaxada, e que só queria amizade das pessoas na base do "venha a nós", também era baixa a tal ponto em que deitou-se ao lado do amigo, apagado de cansaço, fome e bebida, e o abraçou na cintura, deixando-nos entender que aconteceria alguma coisa entre eles, e nós certamente não iríamos ver.

A cena mostra um tempo depois, o cara já acordado e pronto para carregar as coisas para fora. Eles carregam um sofá e Luke machuca sua mão na ponta de um prego que havia no sofá. Até aí, tudo normal. Acontece mesmo de encontrarmos pregos em sofás, poltronas e camas. Só que Kate simplesmente não faz nada porque a bonita tem aversão a sangue. O cara fica desesperado com sua mão sangrando horrores e pede para que ela o ajude, pelo amor de Deus, e a linda fica histérica com o tal do sangue e nada faz. Então começamos a perceber que aquela química que havia entre eles no começo, aquele bem querer todo, na verdade, só existia porque ele se dispunha a adulá-la o tempo todo. Ele era "o cara" para ela, e ela adorava, porém, agora vemos que ela não pensava em corresponder à altura. 

O ápice dessa situação desconfortável culminou no momento em que, após a mudança (finalizada por causa de um outro amigo de trabalho, que veio ajudar, já que a mão de Luke ainda causava muita dor), Luke e Kate discutiram pra valer no cafofo novo dela. O amigo deles, ao ir embora, disse a Kate  que a turma toda do serviço estaria no bar de sempre e que seria legal se  ela aparecesse por lá naquela noite. Ela estava toda feliz, radiante, e não via a hora de poder encontrar a galera do serviço no bar, mais tarde. Luke a lembrou do que os dois combinaram mais cedo, de irem jantar fora em um lugar diferente, somente ele e ela. Então, ela se recusou a cumprir com o combinado, disse que estava mais a fim de ficar no bar, como sempre fizeram, e ele começou a ver, então, quem realmente ela era: uma mulher que gostava de ser adulada, gostava de ser o centro das atenções, e que não tinha respeito e consideração por ninguém, já que ele estivera o tempo todo ali, ajudando-a com aquela mudança que machucou profundamente sua mão, sem comer nada, sem sequer arranjar os primeiros socorros,  ela simplesmente não deu valor a nada daquilo, pois preferiu jogar a lealdade de Luke para o alto em troca de uma noitada de bar com um punhado de homens à sua volta. Uma noitada como sempre tinham. Uma noitada como vinha sendo tantas, sempre. Por que, pelo menos aquele dia, em consideração a tudo o que ele sempre representou a ela, ela não podia deixar aquela noitada de lado? Porque ela era fútil. Ela não o tinha com o mesmo grau de reciprocidade. Ela não entendeu a consideração que ele tinha. Ela não entendia nada sobre companheirismo e respeito.Então a gente vai encaixando as penas, lembrando de pedaços durante o filme todo, e a gente percebe que ela se insinuou para ele o tempo todo. E o pior: a gente também percebe que ele notava, mas o sentimento que ele tinha por ela até poderia ser amor, mas ele era fiel a ela. E ela só queria se divertir.

Começamos a sentir uma pontada no peito, desde então, porque torcíamos para que os dois ficassem juntos como namorados e, agora, vemos que estávamos completamente enganados. Que isso seria um erro muito grande, pois ele era um homem amoroso, não traíra a esposa, ao contrário, amava-a e não jogou em cima dela as inseguranças de seus sentimentos sobre Kate. Sempre a respeitava e estava sempre ali, como seu companheiro. Enquanto Kate era leviana. Não que ela fosse uma má pessoa. Kate não era má pessoa, mas apenas uma mulher que não estava à altura de Luke. Talvez, se Kate tivesse ido jantar com ele como combinaram, se ela tivesse demonstrado esforço em socorrê-lo quando ele mais precisou dela, se ela tivesse demonstrado um pouco de consideração por ele enquanto e matava o dia todo para ajudá-la com a mudança, talvez Luke terminaria com Jill e se entregaria a Kate. Mas ela não era pessoa que ele pensou. Deu para perceber isso quando ele voltou à sua casa e descobriu que Jill já estava lá, à sua espera. Ela não tinha mais ido viajar, como dissera, e ele ficou aliviado por vê-la, pois reconhecera nela a mulher que realmente era companheira dela, alguém diferente dele que, juntos, iriam acrescentar algo um ao outro. Talvez, ele dando mais alegria e cor na vida dela com seu jeito todo moleque e bagunçado de ser. E Jill sendo a esposa que ia mostrar que a vida também exige um pouco de razão, ordem e disciplina. 

Então, logo após aquele instante de felicidade do casal, chegara o momento fatídico: Jill não foi viajar porque decidiu, primeiro, contar ao namorido o que rolou entre ela e Chris, durante o piquenique na mata, naquele final de semana. E ela contou. E ele entendeu. Ah! Ele entendeu. E  o que ele fez? Compreendeu que tudo não passara de um instante de fraqueza dela, beijou-a e disse que estava tudo bem. E aquele beijo foi mais do que uma compreensão pelo que ela fez, também fora um reconhecimento de que eles eram um casal, e ninguém mais mudaria isso. É bom lembrar que ele também não foi santo. Quando desmaiou na cama de Kate, após ajudá-la na mudança, ter se embebedado todo e não ter nada para comer, lembramos que Kate deitou-se ao seu lado e colocou a mão em sua cintura. Na discussão entre ele e Kate, a situação veio à tona. Ele disse que a respeitara, que não traíra sua esposa, como ela (Kate) gostaria que tivesse acontecido. Kate lembrou dos dois na cama e ele enfatizou que havia apagado e ela foi lá, dar pra ele. E ela, escandalizada, acrescentou: "eu fui mesmo, e você aceitou". Então, vemos que realmente houve algo além daquela cena. Algo que não vimos, mas sentimos que ia acontecer.

Quando Jill voltou para casa e contou a Luke sobre ela e Chris, com certeza, muita coisa veio à mente de Luke e isso fez com que ele visse que todos são propensos a fraquezas, principalmente quando se envolvem com pessoas que os levam a isso. Não ficou muito clara essa viagem de Jill. Na verdade, o que EU achei foi que ela arrumou a desculpa da viagem para passar uns dias com Chris. Ela não queria que Luke sequer desconfiasse dessa hipótese, por isso inventou a tal viagem, pois foi bem curioso esse assunto surgir logo após Luke contar a ela que Chris tinha largado de Kate. Jill ficou toda mexida e veio logo inventando essa viagem. Daí, o que EU ACHO que houve foi que Chris não correspondeu às suas expectativas. Ela tomou um toco e voltou com o rabinho no meio das pernas. O filme não mostra nada disso, mas dá para imaginar essa possibilidade. Outra hipótese: Jill ia se entregar a Chris, mas estava muito confusa sobre se seria correto fazer isso com Luke, afinal, ela sempre foi toda certinha com tudo na vida e ele era sua maio razão de viver. Valia a pena mentir uma viagem? Ela decidiu voltar e abrir o jogo com ele. Se ele rodasse a baiana e terminasse com ela, então correria com a consciência tranquila para os braços de Chris. Como ele a perdoou, a beijou, a encheu de carinho, ela percebeu que estava prestes a fazer um burrada. foi uma espécie de sinal que ela talvez tenha enxergado. Eu não acredito muito nesta segunda hipótese, mas o isso ficou em aberto, então, a nossa imaginação acaba pensando um monte de coisas.

O fim mostra Kate em mais um dia de trabalho, arrasada com a perda da amizade de Luke. No almoço, estava sozinha e cabisbaixa. Então alguém se aproxima e lhe faz companhia. Era Luke, o velho Luke que perdoara a esposa, que entendera as fraquezas de todo mundo, estava ali, mostrando a Kate que ainda era seu amigo. E o filme termina fazendo jus ao nome: "UM BRINDE À AMIZADE". 

Devo dizer que foi uma produção muito bonita. É difícil o cinema fazer algo sobre relacionamentos que realmente preste. Muitas vezes, acabam exagerando no drama, no clichê, na previsibilidade, ou colocam situações surreais, ou apelam para um lado cômico e banal que não tem nada a ver. Esse filme foi leve, mas teve bastante razão e sensibilidade. É para quem sabe que um pingo é letra. Filmes parecidos com este e que valem a pena serem vistos são "CLOSER - PERTO DEMAIS" e "FERRUGEM E OSSO".  

Os quatro personagens foram interpretados por:

KATE - Olivia Wilde
LUKE - Jake Johnson
JILL - Anna Kendrick
CHRIS - Ron Livingston

Olivia Wilde & Ron Livingston, como KATE & CHRIS

Jake Johnson e Anna Kendrick, como LUKE & JILL

Saiba mais sobre filme aqui



sábado, 9 de dezembro de 2017

Capa Natalina da Mônica - Dezembro/2017



Capa inusitada de Mônica n° 32, publicada pela Panini Comics, com 84 páginas no total (incluindo capa e contracapa) e o preço de R$ 5,50. Na verdade, essa revista seria o n° 132. É que a MSP resolveu "resetar" a numeração após chegarem ao n° 100. Então, no lugar de 101, 102, 103, começamos a ter novas edições de n° 1, 2, 3... Você pode chamar de segunda série ou nova edição, tanto faz. 

Os leitores mais bem informados já sabem que a HQ de abertura é do Emerson Abreu, um artista que acabou se destacando pelo seu teor um tanto diferenciado de histórias e quem mais manifestou apoio para que algumas mudanças fossem implantadas nos quadrinhos, dentre elas, as "plásticas" em determinados personagens e também a inclusão de um novo estilo de caretas e expressões que fez com que muita gente veterana torcesse o nariz. 

Muitos dizem que as HQs do Emerson são muito boas, excelentes, fantásticas. Eu acho que gosto é algo muito individual. Uma coisa é certa: ele consegue despertar a curiosidade da gente.


Pato Donald de Dezembro de 2017



A exemplo do que afirmei na postagem anterior - e reafirmo com o maior prazer - a Disney sempre nos deu excelentes capas o ano todo. Não apenas as capas, mas a grande verdade é que suas mensais e demais títulos como BIG, Almanaque Disney etc. sempre tem nos divertido bastante com histórias gostosas, uma seleção excelente a cada mês. E agora, no Natal, não foi diferente. Ok, não tivemos a esperada "NATAL DE OURO DISNEY", foi cancelada e tal, mas, em compensação, todas as mensais vieram com HQs inéditas de Natal. E HQs boas! Quem tem bolso, compra tudo. Quem não tem (como eu) tem que escolher. 

Essa capa do Donald me chamou bastante a atenção por ser alegre, colocar movimento e ainda mostrar os esquilos Tico e Teco. Não me lembro de tê-los visto em uma capa. Na verdade, lembro-os em capas bem antigas, aquelas do temo do faraó. Depois disso, nesse título do Donald, não os vi mais. Então considero uma bela surpresa, pois os considero simpáticos e gostava de encontrar historinhas deles por aí, nas revistas antigas. Algumas eram solo, o Donald nem aparecia. Eram HQs típicas para encher miolo de revistas. Não tinham a pretensão de ser algo hiper, mega, master...

Então, olha só mais uma revista mensal da Disney que está chegando às bancas de todo o Brasil neste mês. Pato Donald n° 2474, publicada pela editora Abril Jovem, contém 52 páginas ao todo (incluindo capa e contracapa) e o preço de R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos). 



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Capa da revista do Pateta de Dezembro de 2017


As mensais Disney publicadas pela Abril jovem, como sempre, têm capas muito atraentes e envolventes. Não seria diferente justo neste mês do Natal. Destaco a do Pateta, pois foi a que mais me atraiu na primeira vez que vi todas as capas reunidas. Pateta n° 80 contém 52 páginas ao todo (incluindo capa e contracapa), preço de R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos) e já está ganhando as bancas e demais pontos de vendas do ramo no país todo. 


'Release' da Editora: Confusões natalinas com Pateta, Chiquinho e Francisquinho. E um conto de boas-festas absolutamente emocionante com o vilão que todos adoram odiar: João Bafo-de-Onça. E ainda: uma nova viagem no tempo de Mickey e Pateta na máquina do Prof. Zapotec.




Capa linda do Chico Bento - Dezembro/2017


Uma capa bem bonita esta do Chico Bento que  já está chegando nas bancas e demais pontos de vendas do ramo no país todo. Ela tem 68 páginas ao todo (incluindo capa e contracapa), o preço de R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos) e o n° 32. Na verdade, se a MSP não tivesse reiniciado sua numeração após chegarem ao n° 100, esta seria mostrada como n° 132. Quero ver se compro esta edição e espero que seu conteúdo seja proporcional à capa bastante especial.




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Os Flintstones que poucos podem ver


"FLINTSTONES NA MAIOR PUTARIA" é apenas uma dentre várias HQs de sexo explícito com a família da idade da pedra lascada que você pode encontrar no site "Quadrinhos Pornô", um portal especialista nesse tipo de material. Há um amplo leque de HQs de sexo totalmente gratuitas. 

Algumas categorias são um pouco ruins, como "pornô em Família" e "Incesto", por exemplo, que tem uma arte primorosa e excitante, mas o problema é que o teor envolve safadeza entre pais e filhas, irmão com irmã, filho com mãe... A gente sabe que o mundo do sexo é cheio de imaginação e fantasia, por isso é que esse tipo de produção existe, para povoar o imaginário da gente. É compreensível que possa soar um tanto embaraçoso a alguns que não gostam nem de imaginar nada envolvendo familiares. Porém, antes que já venha algum discurso moralista a favor dos bons costumes, saiba que esse tipo de coisa - papai com filhinha e mamãe com filhão - é uma fantasia pervertida que acontece na realidade, só que ela não é praticada entre pais e filhos de verdade, mas, sim, entre pessoas que representam tais personagens. Um homem mais velho e uma mulher bem mais nova começam a fantasiar que ela é uma garotinha e ele então é chamado de "daddy" (papai) por ela. Esse tipo de maluquice é mais velha que meus tataravós. Entre quatro paredes, todo mundo fala o que quiser e imagina o que estiver afim. É assim que algumas mentes funcionam e somente Sigmund Freud pode explicar.

Além dessas duas categorias, há várias outras bem melhores e certamente fará você desfrutar de suas imagens sem nenhum tipo de pudor ou censura mental. Algumas que destaco são:

HERÓIS - com He-Man, Homem-Aranha, Bat-Girl etc.

LARA CROFT - a personagem da franquia Lara Croft

SCOOBY-DOO! - toda a turma do Scooby-Doo na maior pegação

DRAGON BALL - várias HQs pornôs para os fãs do desenho

OS FLINTSTONES - a família da idade da pedra lascada em aventuras sexuais nunca imaginadas



Há vários outros temas. O que percebi é que o site hospeda vários trabalhos. Dá para notar através dos créditos diferenciados da suposta origem de publicação de uma HQ para a outra. Entende-se dessa forma que o "Quadrinhos Pornô" reúne vários autores em um só lugar, o que considero uma iniciativa bem bacana, facilita ter toda uma gama de divertimento concentrado, sem perder tempo pesquisando cada categoria Internet afora e caindo sempre em links falsos, cheios de vírus ou em sites cujo conteúdo é pago e só descobrimos certo tempo após.

Para conhecer o site, você pode clicar nas categorias que destaquei ou aqui mesmo


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Capas - Xuxa, Gugu e Angélica


Xuxa, Gugu e Angélica tiveram revistas em quadrinhos nos anos 90. Essas capas são do Guia dos Quadrinhos, mas as escolhi porque são as edições que tive e ainda me lembro um pouco delas.

Xuxa teve um número zero que foi apenas para apresentação do título. O n° 1, segundo o Guia dos Quadrinhos, ganhou as bancas em Janeiro de 1989. Publicada pela Globo, a revista continha 68 páginas e o preço de capa em Cz$ 360,00 (trezentos e sessenta cruzados). A edição foi bem legal. Os desenhos eram bonitos e as histórias tinham muita criatividade com toda a turma da Xuxa e ainda uns personagens que não eram muito bem recebidos, como a Mocreia Fantástica, por exemplo. Nas primeiras edições, a personagem realmente lembrava muito a Xuxa, mas depois, não sei o motivo, o traço começou a ficar um pouco diferente, com ela esguia e reta demais, sem contar que detalhes sutis no seu rosto tiraram sua meiguice e a deixaram com cara de puta. Reparem na terceira e quarta imagem, como ela está "diferente" das duas primeiras. O interior das revistas também mudou, com historinhas mais bobas e os traços dela um pouco estranhos, conforme falei. A n° 2 foi às bancas em fevereiro e teve o preço reajustado a Cz$ 450,00 (quatrocentos e cinquenta cruzados). A n° 13 foi lançada em Dezembro do mesmo ano ao preço de NCz$ 12,00 (doze cruzados novos) e a n° 24, um ano após (Dezembro/1990), custando Cr$ 90,00 (noventa cruzeiros).



Gugu ganhou as bancas em Setembro de 1988, publicado pela editora Abril (ainda não era "Abril Jovem"), com o preço de Cz$ 115,00 (cento e quinze cruzados) na capa e 42 páginas. Na época, Gugu fazia muito sucesso aos sábados à noite com o "Viva a Noite". Uma sacada muito feliz do SBT, pois até o hoje o sábado à noite nunca mais foi o mesmo. A revista não conseguiu passar o mesmo espírito da atração de TV, mas eram legais as tramas em trono do apresentador galã que tinha suas fãs sempre no seu pé. Uma delas, se me lembro bem, era fixa e parecia se chamar Claudete, mas não tenho certeza se o nome era esse. Lembro que ela se fez passar por outra pessoa para ter acesso ao camarim dele, então, essa Claudete pode ter sido apenas a identidade forjada, mas lembro dela aparecendo nas outras edições. O legal do Gugu era a sutileza dele em não ser mostrado como um pegador. Os desenhos sugeriam uma certa fragilidade e delicadeza ao apresentador e, ao mesmo tempo, um quê de erotismo no ar. Ao contrário da Xuxa, não notei uma mudança brusca na arte com o passar do tempo. Essas são as edições que mais gostei. A n° 7 era de Março de 1989 e já tinha outro preço: NCz$ 0,29 (vinte e nove centavos de cruzados novos). A n° 12 era de Agosto do mesmo ano e já custava NCz$1,50 (um cruzado novo e cinquenta centavos).


Angélica veio em Julho de 1989, pela Bloch editora, com 52 páginas e o preço de NCz$1,00 (um cruzado novo). Acompanhei seu programa ainda na Manchete, à tarde, e ela era muito linda e jovial. Os seriados "Changeman", "Flashman" e "Jaspion" eram os que mais me atraíam. Comprei somente a revista n° 9, publicada em Março de 1990 e com o preço de capa bem diferente: CR$ 45,00 (quarenta e cinco cruzeiros). Já tinha conhecido as do Gugu, dos Trapalhões, da Xuxa, então eu tinha que conhecer a da Angélica. A arte mudava muito de uma HQ para outra. Às vezes, os traços eram mais simples e rechonchudos, retratando a apresentadora com um ar meio infantiloide e parecia até mal desenhado. Outrora, era uma arte bem mais adulta, mostrando-a como uma mulher até mais madura para sua idade (na época) e tinha algo meio sensual e pornô embutido ali, que não fazia muita "liga" com o teor dos roteiros. A colorização era bem forte, um tanto psicodélica. Parecia mais uma revista para jovens punheteiros com tendências a viagens psicóticas.


Abaixo, as revistas n° 1 do Gugu e da Angélica. Não as inseri junto às outras porque a premissa era colocar apenas as edições que tive.