terça-feira, 25 de outubro de 2016

EM PRIMEIRA MÃO: SUPERPATO E A NATA DE PATÓPOLIS



Em primeira mão,  socializando agora uma aventura bem bacana com o SUPERPATO tradicional, ou seja, aquele SUPERPATO que defende a Patópolis atual. O SUPERPATO que eu gosto. Que me perdoem os admiradores daquelas sagas 'marvelianas' do SUPERPATO futurista. Elas até são bacanas, mas eu vibro mesmo é que com este Donald parodiando super-heróis e tendo seus dias de glória.

"A NATA DE PATÓPOLIS" será publicada na revista do Tio Patinhas n° 617, deste mês de Novembro. 


SUPERPATO é convidado às pressas pelo prefeito, em decorrência de um evento muito importante que será realizado na cidade, mais precisamente à nata de Patópolis - isto é: algo de bastante prestígio a poucos, apenas os que são considerados de grande importância. 

Entretanto, o que querem do nosso herói é que ele fique lá fora, olhando os carros dos ilustres convidados. Em meio ao desabafo: "Pirou! Eu pareço algum manobrista?", ele se retira e fica remoendo aquela proposta indecente no seu coração chateado.



Sei bem como é ser um Zé Ninguém na sociedade, uma pessoa indesejável que, apesar de ter bom coração, está sempre na mira de olhares preconceituosos os quais, no menor deslize a ser cometido, apontam o dedo e vomitam palavras cretinas em cima de você, como se essas tais pessoas se sentissem perfeitas demais a tal ponto de te julgarem e te pregarem em uma cruz apenas porque, um dia qualquer, viram algo de ruim em você. 

É a máscara da hipocrisia (daqueles que dizem não ter preconceito contra quem está num patamar de vida inferior) que, então, cai sem que os mesmos sequer tenham tal discernimento. Quer dizer que o SUPERPATO serve para promover a segurança dos carros da nata de Patópolis, mas não serve para ser homenageado no evento como alguém importante à Patópolis??? Sei.... (coração apertado aqui)

Nesse momento, coisas estranhas começam a acontecer. Ele, que já estava  por ali, pensando com seus botões, resolve averiguar. Eis o ponto de partida para uma grande aventura onde o SUPERPATO luta contra seres gosmentos do espaço que viram o evento como uma feira qualquer de seres humanos prontos para serem dominados. 


O que eu achei:

Importante ressaltar a riqueza do roteiro, que é bem criativo desde o seu início, quando já apresenta, sem mais delongas, a quê veio a trama.

SUNE TROELSTRUP (o roterista) dosou com sabedoria os instantes de suspense e os de 'relax' - aqueles que servem para trabalhar ainda mais os personagens e suas características.

GIORGIO CAVAZZANO (o desenhista) dispensa comentários. Mestre Disney consagrado!

As mudanças de ambientação foram muito bem amarradas, umas às outras, atentando-se para os momentos inusitados apenas o tempo necessário. Uma feliz evolução da história, que manteve a magia dos personagens e o interesse de devorar cada página em busca de saber o que mais faltava acontecer.

Tem alguns absurdos que não se costuma ver nas HQs de hoje em dia. Achei interessante, por exemplo, a situação do hospício, onde ninguém percebeu que é o Donald ali, internado, o tempo todo. São essas coisas um tanto inexplicáveis que dão o viés de fantasia e um quê todo especial a uma boa HQ. Pra quê muitas explicações sobre tudo o que se passa? Não precisamos delas. E terem inserido o Silva (o vizinho encrenqueiro do Donald) foi algo bem legal também. Adorei!










Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.




2 comentários:

  1. Perfeita capa e perfeita HQ...Amo Super Pato e hqs do Cavazzano! *-*

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Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!