quarta-feira, 29 de junho de 2016

[Quadrinhos] Ducktales e Escoteiros Mirins - Edições Históricas


Começa a chegar nas bancas e alguns outros pontos de vendas (Saraiva, FNAC, Livraria da Travessa etc.) o mais novo encadernado de luxo da Disney pela Editora Abril. O fenômeno Ducktales está fazendo sucesso entre os leitores de quadrinhos. O seriado foi exibido no Brasil, pela primeira vez, no final dos anos 80, no SBT. Gibis foram lançados com o objetivo de extensão dos 'curtas'. A febre passou, o tempo também, mas o saudosismo fez com que algum material fosse republicado aqui e ali, em algum almanaque, assim como novos trabalhos acabaram sendo realizados e, estes, conquistaram um significante percentual de satisfação, fazendo a editora apostar em um especial com capa dura. A reação vem sendo cada vez mais positiva. Agora que está chegando as bancas, podemos ter a chance de adquirir um pouco mais dessa série tão estimada. Trata-se de uma edição histórica, em comemoração aos seus 30 anos de criação, trazendo um pouco das melhores aventuras feitas especificamente para os quadrinhos Disney.





Aproveitando o momento, devo dizer o quão impressisonado fiquei com os depoimentos tão satisfatórios que tenho lido a respeito do especial de luxo dos Escoteiros Mirins. Trata-se de uma coleção das histórias mais clássicas de Huguinho, Zezinho e Luisinho, os sobrinhos do Donald, que vivem aventuras ambientadas em uma turma de escoteiros mirins. Grande parte dessas obras são creditadas a Carl Barks, o maior artista da família pato. Há também outros artistas que auxiliaram na produção de algumas tramas, e o Don Rosa - o artista mais icônico depois de Carl Barks, conhecido pelo seu dom em promover toda uma extensão de criação em torno das obras de grande sucesso de Barks - também tem uma obra dos escoteiros mirins (bem conhecida, por sinal) publicada neste especial. 

Confesso que não esperava que o 'feedback' fosse tão positivo. Há sempre um depoimento de algum leitor, em algum lugar, expressando grande contentamento por ter adquirido tal edição. Que bom que a editora vem acertando em cuidar tão bem de alguns aspectos de suas publicações. As principais revistas do mês já vêm sendo algo notável, admirável, digno de aplausos. E agora já podemos dizer que há uma linha, à parte, constituída de trabalhos icônicos, destinada a quem busca por um pouco mais de requinte. Parabéns!



segunda-feira, 27 de junho de 2016

[Quadrinhos] GAMEBUSTERS - Clássicos do Cinema Turma da Mônica



A Mauricio de Sousa Produções, em meio a crise que assola diversas áreas de entretenimento no país, se esforça para manter grade parte de suas revistas ainda em produção. Um bom exemplo é o título "Clássicos do Cinema Turma da Mônica", que sempre apresenta uma parodia a respeito de alguma obra notável do gênero. Não necessariamente são clássicos, mas nomes que conseguiram grande público, que atingiram grande bilheteria aqui no Brasil e, mesmo após muitos anos, até mesmo décadas, ainda são bastante queridos pelos admiradores.

Com o encerramento da "Coleção História Turma da Mônica" ocorrendo, inesperadamente, no número 50 (sendo que era falado aos leitores, antes, que não havia previsão de quando encerrariam-se tais publicações, proporcionando a todos uma sensação de que ela ainda continuaria por um longo período), houve o receio de que a empresa encerrasse outros títulos de peso.

GAMEBUSTERS ganhou as bancas, agora, mostrando que a linha "Clássicos do Cinema" continua. A capa faz alusão à produção OS CAÇA-FANTASMAS, um sucesso nos anos 80 que ganhou dois longa-metragens e desenhos animados para TV, além de uma série animada à parte, focando mais no Geleia, um fantasminha guloso e bastante dócil, cujo espectro era gelatinoso. O nome original é "GHOSTBUSTERS", daí o título modificado na revista para "GAMEBUSTERS", porque, talvez, seja uma estratégia para ninguém achar ruim ver crianças segurando uma espécie de arma, já que a palavra "game", em inglês, quer dizer "jogo". Um "remake" foi anunciado para estas férias no cinema, mas já sabemos que mexeram bastante em muitos itens considerados essenciais, portanto, não sei até que ponto valeria a pena gastar nosso dinheiro suado em algo que, depois, vai nos transmitir aquela sensação de "Puxa! Foi legal! Mas, poderia ter esperado para ver na TV por assinatura!".

O último título que comprei, dessa série, foi MONICOP - e gostei bastante por tratar de uma história inédita, com algumas metalinguagens bem propícias do universo da turminha, e trazer um enredo divertido, roteiros bem elaborados e uma arte superior ao que normalmente vinha encontrando nos principais títulos mensais e almanaques. Também pareceu bom o CAIPIRÃO AMÉRICA, que infelizmente deixei passar e espero, um dia, talvez, conseguir adquiri-la. Quero ver se consigo garantir o meu exemplar de GAMEBUSTERS. 

Não sei se é história fechada e inédita ou se vão colocar várias republicações com o tema de fantasmas. Acredito que deva ser trabalho realmente novo. Caso alguém que esteja lendo esta postagem já tenha adquirido o seu, sinta-se à vontade para dizer nos comentários as impressões que teve. A revista já deve estar circulando em muitos lugares e, até agora, ainda não vi nenhum "feedback", apenas comentários de leitores que estão com uma boa expectativa.

Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.




sábado, 18 de junho de 2016

[FILME] FERRUGEM E OSSO





Não costumo assistir ao canal SONY, mas ontem, por falta de opção, parei nele, diante de um filme que estava começando. Posso dizer que me surpreendi positivamente.

"FERRUGEM E OSSO" é um drama francês muito bom. Recomendo a todos que gostam do gênero.

Uma treinadora daquelas baleias Orcas e um bonitão um tanto avesso ao diálogo e às reflexões da vida, agindo muito por impulso e pensando mais em si mesmo se encontram em uma determinada circunstância. Logo vemos que o destino dá um jeito deles terem que se conviver. A forma que o filme vai mostrando isso é fascinante, sendo que nenhum dos dois, apesar de passarem por poucas e boas, e terem personalidades tão distintas, se projetam como vítimas, um ao outro.

Gostei da naturalidade a qual resolveram desenrolar as situações. Até parece um filme um tanto duro devido aos personagens, aparentemente, não terem suas vidas entrelaçadas tão afetivamente, um ao outro.

Há momentos em que temos raiva das atitudes brutas e um tanto sem noção do cara. Como a vez em que ele vai à boate com a moça e a deixa sozinha. Ele vai embora com outra mulher, e mostra à amiga, claramente, que estava saindo para ter uma noite de sexo gostoso com a outra. Ao mesmo tempo, é encantadora a sensibilidade em cima da forma como ele cativa nossos corações diante de suas atitudes mais gentis e prestativas, o seu jeito em tratar as pessoas com equidade, mesmo que elas tenham uma característica peculiar a qual faria com que todos a olhassem como coitadas - para ele, era só mais uma pessoa como tantas outras, com suas vontades a serem realizadas, suas metas, seus objetivos a serem alcançados na vida, seus desejos e paixões que deviam ser valorizados e vivenciados. Ela, que sempre fora tão independente e controladora do próprio nariz, descobre um novo olhar para as coisas. Sua vida nunca mais seria como antes, porém, ela ia descobrindo que até mesmo os caminhos indesejados podem nos apresentar novidades interessantes em seu percurso. Vemos sua adaptação à nova realidade, agora limitada, e como o seu amigo, com toda sua dureza de personalidade, ia lhe proporcionando a força, a confiança e a segurança e que precisava para recuperar sua autoestima e o gosto pela vida.

Essa obra-prima franco-belga me surpreendeu positivamente com uma alternância feliz entre o forte impacto, a rigidez, a hostilidade em contraste com a razão, a sensibilidade, o carinho, a ternura, o amor de uma amizade rompendo barreiras e se fortalecendo cada vez mais, tornando-se algo maior e melhor.



As interpretações são convincentes, realistas. Dá para perceber que houve todo um cuidado em cada cena. Os momentos da treinadora no parque aquático com as Orcas, o imprevisto que transformara sua vida para sempre, o encontro dela, tempos depois, com uma das baleias. A sensação de insegurança dela quando o seu amigo brutão insistia para que ela fosse nadar sozinha no mar e, em outra oportunidade, para que ela fosse dançar - e ainda, em outra situação, para que ela não se tornasse uma mulher fechada aos prazeres do próprio corpo. Sim. Refiro-me ao sexo. Ele foi, digamos, o pau-amigo dela. O homem que, a seu modo desapegado e só pensando em como era gostoso uma foda com uma mulher bacana, fez com que ela percebesse era possível continuar tendo prazer e, principalmente, transmitir esse prazer ao outro. A forma como tais características foram apresentadas é algo ímpar, tamanho o zelo empregado.






Enfim.... Trata-se de um drama maravilhoso, que tinha tudo para ser mais um clichê do cinema água com açúcar, mas acabou se tornando algo notável no quesito de superação, conquistas e recomeços.





Todas as fotos foram retiradas do site Adoro Cinema, onde você pode saber mais do filme, ler várias críticas, a ficha técnica completa, elenco, curiosidades etc.



sexta-feira, 17 de junho de 2016

Relato: Gente de mente ociosa, burra e ignorante que se diz escritora - como tomei legal hoje no fiofó.



Então conheci o Wattpad - uma plataforma onde os escritores disponibilizam suas obras para serem lidas. Para acessar milhares de conteúdo, não precisa pagar nada, basta fazer um cadastro simples e pronto! Já está com seu perfil funcionando lá.

Gosto de ler, escrever. Também desenho. Mas, ultimamente, escrever vem sendo o meio mais fácil de fazer com que minhas ideias ganhem "corpo". Entretanto, sou um cara muito sério em tudo o que faço. Quando faço, procuro dar o melhor de mim, pois é buscando a admiração de um leitor que eu escrevo, ora bolas!

Qual não é minha surpresa que me deparo com um monte de gente que não quer nada com nada naquele aplicativo. Pessoas que parecem estar desperdiçando um tempo precioso delas em ociosidade coletiva a qual publicam qualquer porcaria que chama de obra, e ficam esperando elogios rasgados e indicações de todo mundo.

Bem... Como a polêmica me ama, um cara leu meu conto do Dia dos Namorados (um conto hétero que nem tem sexo, mostra apenas que o amor acontece) e eu, curiosamente, tinha lido críticas bem favoráveis a uma obra que ele estava postando em seu perfil. Fiquei contente em saber quem era, e resolvi ler o que ele escreveu. MEU DEUS DO CÉU!!!

Uma merda de história. Pra começo de conversa, o cara fez de cada página um capítulo. Dizia que era uma novela. Putz! O cara não sabe nem diferenciar características acadêmicas que se referem a uma obra como sendo um conto, uma crônica, um romance ou uma novela. Ele acha que é só dizer que é novela, então está tudo beleza! AH, AH, AH! Sério! Muito "hard" a coisa toda! 

E a história em si mostra uma mulher que foi sequestrada, mantida em cativeiro por, sei lá, quanto tempo, e um dia a polícia finalmente descobre e vai resgatá-la. Tudo colocado de forma bem vaga mesmo, sem trabalhar nada e nem ninguém. A mulher é um mero personagem que serviu só pra depósito de porra e nada mais. Aí, depois de salva, ela deu um depoimento de uma hora na delegacia e foi liberada para voltar para casa. Assim mesmo! Sem falar nada do depoimento, sem fazer amenor menção a um procedimento de corpo de delito para constatar as agressões, sem nada além da bonita se levantar e ir embora, assim, linda, leve e solta. AH, AH, AH! 

Mas pior mesmo fui eu, na minha inocência, deixando recado em particular para o cara e sugerindo alguma melhoria nessa história dele. O cara me deu o maior ignore. Fui a um grupo específico do Wattpad no Facebook e coloquei a situação como exemplo, para alertar demais colegas que um dia têm como objetivo ter um romance deles publicado em algum lugar. Vejam abaixo, a postagem:


"Leitura de Wattpad... Pessoal legal, história com potencial. Mas comecei a ler e Vi coisas inconclusivas. Então a mulher é sequestrada, mantida em cativeiro e a policia chega ao local através de marcas de pneu no asfalto (???) e depoimentos diversos de pessoas (???). OK. Passou. Daí a moça é libertada e vai a delegacia cumprir todo um procedimento de praxe. Mas ela só dá um depoimento e vai embora. Oi??? Cadê o exame de corpo de delito, que é obrigatório? E procedimento psicológico, opcional, nas sequer foi mencionado. 
Pessoal tem um potencial enorme. Muito bom mesmo. Mas erram feio em questões as quais precisam adquirir conhecimento. Ficção não é reinventar a policia. Em alguns casos, em nome da fantasia, até dá pra deixar passar. Mas, normalmente, é necessário ter um pouco de conhecimento sobre aquilo que você vai colocar na sua história."


Uma pena que não pensei em dar um "print" quando essas palavras estavam no grupo, pois ia pegar alguns dos mais estranhos comentários que já li. Resumindo a ópera. Conforme vocês viram aqui, em um grupo de milhares de pessoas como aquele, joguei essas palavras sem dizer nomes de autor e da obra, apenas para ilustrar uma situação que pode acontecer todo escritor: escrever algo sem conhecimento de causa. A postagem rendeu várias tretas. Vi muita gente abusada, gente se fazendo de sonsa e gente me dizendo como eu deveria me comportar, o que eu deveria escrever, me ditar uma série de boas maneiras. A maioria do pessoal resolveu mesmo me esculachar. AH, AH, AH! 

Não bastasse tudo, inúmeros comentários ruins me surpreendendo, de pessoas completamente ignorantes e que insistiam em querer permanecer na ignorância em que estavam, ainda veio o tal autor que eu não tinha identificado, e se apresentou como sendo dele a obra, então, tivemos um momento de vitimização. Ai, ai... 

Bem... Comecei a ver que ninguém ali queria nada com nada. Evidente que havia pessoas boas e serias, mas, infelizmente, era uma minoria irrisória. Muitos alegavam que Wattpad era só diversão e futilidade. Uma pena! A ferramenta é boa de fato, mas, com essa criaturas se multiplicando nela, realmente, não vejo uma luz naquele túnel aos mais sérios e dedicados à arte de escrever. Pessoas burras querendo continuarem burras. Preocupando-se se tal palavra do parágrafo ficaria melhor do que a outra, que era o seu sinônimo, e um pouco mais feia de se usar.... mas não se preocupando em nada que dizia respeito ao conteúdo da historia que escreviam.

Resultado: Não desfiz meu perfil no Wattpad, porque, de alguma forma, ajuda em alguma coisa. Sei lá como, pois entrei, lá, há pouco tempo e, até agora, não aconteceu nada que me ajudasse com coisa nenhuma, mas deve ser importante. Li coisas boas, de quem realmente está a fim de contar uma história. Então, por isso, pela plataforma em si ser boa ferramenta, não deletei meu perfil. 

O grupo homônimo no Facebook me baniu após eu surtar e deixar de ser o bom moço para, então, ficar trolando com quem ficava querendo denegrir minha pessoa. Eles achavam que estavam me fazendo sentir mal. Quando eu falei que não, que eu estava me divertindo com eles, eles me baniram. AH, AH, AH! Eles acharam que eu ia chorar em cada comentário hostil que me colocavam? Se liga! Eu sou mais eu! Já passei da fase de precisar de aprovação de gente desqualificada no assunto. Assim como eles começaram a tirar onda com a minha cara, comecei a revidar também. E eles não gostaram. AH, AH, AH! 

E hoje, esse acontecimento me serviu para uma coisa. Aprendi uma grande lição:

Não importa o que seja. Se você é bom no que faz e conseguiu isso a duras penas, não jogue essas suas pérolas por aí, a qualquer um. Não vale a pena. Você não se beneficia em nada fazendo isso, e também não ajuda a ninguém, pois as pessoas não levam a sério o teu conhecimento e o quanto foi duro para que você tivesse adquirido o que aprendeu. Elas não reconhecem tua ajuda. Elas não estão nem aí. Elas até se incomodam com o fato de você surgir do nada e mostrar que sabe um pouco mais do que elas. O desejo delas não é melhorar - é te prejudicar. Entendeu?

E aí, eu me lembro do blogue do Hiago Waldeck, um cara interessante que descobri por acaso, que narra ser um garoto de programa, sua luta para ser, hoje, "O GAROTO DE PROGRAMA". Por que me lembrei dele? É que chove de homens procurando dicas com ele, pedindo ajuda para também se tornarem um bom garoto de programa, e o Hiago não ajuda. Pelo menos, até onde li, ele não ajudava muito, não. rsrs.... Eu nunca o julguei por isso. No máximo, achava inusitada tamanha sinceridade dele em se recusar a prestar qualquer dica a um ser humano que também se dizia precisar ganhar a vida. Mas, hoje, compreendo bem o comportamento dele em não ajudar. Hoje eu sei que ele está fazendo o correto. Está se preservando e se valorizando. Não está desperdiçando seu tempo e toda a ralação que tem sido a sua vida para ficar dando atenção a quem não precisa. Por que, no fundo, no fundo, essas pessoas que procuram por ele não são esforçadas, não querem ter conhecimento, jogo, não querem aprender o caminho da pedras, de verdade. Elas só querem passar o tempo se masturbando mentalmente enquanto ocupam, sim, o tempo precioso de quem tem mais o que fazer. Parabéns, Hiago! Demorou para eu compreender teu gênio, tua atitude, mas agora eu sei que é por aí mesmo. 

Nunca mais vou ajudar a ninguém em assunto nenhum. 

[Noffaaaa! Que dramaaaa, hein, biiii!!!]

Sim. Realmente, é um drama. rsrsrs... Mas, faz parte. Tem que ser assim. Valorizar o pouco conhecimento que tenho e não ficar perdendo tempo com gentalha que brinca de escrever e, com isso, fica prejudicando quem gosta de fazer tal atividade seriamente. Esse mercado já é tão difícil em um país de pessoas que não leem livros, e aquelas que até leem, mas não dão a menor chance aos novos talentos, porque se enraizaram perpetuamente no referencial de padrão dos clássicos da literatura. Então não preciso ser tolerante com aqueles que só dificultam ainda mais as coisas aos que realmente se empenham. Não quero ser amigável com pessoas que, através de um comportamento banal e leviano, fabricam lixo e insistem em permanecerem nele, esperando vendê-lo como mercadoria de grande valor - o ouro de tolo.

Vivendo e aprendendo!



"No mundo deserto de almas negras, me visto de branco."

Erasmo Carlos & Roberto Carlos




quinta-feira, 16 de junho de 2016

[Quadrinhos] Mensais de n° 14 da Turma da Mônica, Saiba Mais e Almanaques

As principais revistas da Turma da Mônica de n° 14 dessa nova safra de edição (reiniciada em Maio do ano passado, após chegarem ao n° 100) coincidentemente fazem chamadas a vilões nas histórias de abertura. 

As capas são bonitas e atraentes. O foco, mais uma vez, vai para a revista do Cebolinha, que traz uma trama onde eles conhecem um pessoal que vive embaixo da terra. Certamente irei comprar a minha. Eu gosto do Cebolinha, e fiquei curioso para saber como é essa aventura. 

Chico Bento também parece estar divertido. Olhando sua capa, deparamo-nos com algo que fica em torno de mais "causos" da roça. É muito bom saber que as historinhas do menino caipira estão lembrando lendas, mitos e folclores. 







Saiba Mais é um título que normalmente não me desperta a atenção. Apesar do cunho bom de promover o ensino e a educação tratando de algum assunto específico em cada edição, confesso que sempre deixava passar batido. Mas, justiça seja! Esta edição me despertou uma certa curiosidade porque gira em torno da pintura e do impressionismo, pintores impressionistas, um tipo de arte que, se for bem explicada em uma HQ legal, merece toda a admiração e o respeito.




Almanaques da Magali e Chico Bento n° 57 também já começam a ser divulgados. Eles chegam nas bancas por volta da última semana do mês e são bimestrais. Nunca comprei um almanaque da Magali. Deve ser legal. Tenho vários almanaques atuais do Chico Bento, e posso dizer que eles costumam ser muito bons.




Abraços a todos.

Bom divertimento!

Fabiano Caldeira.




segunda-feira, 13 de junho de 2016

[Quadrinhos] Casamento real igual ao da HQ

Hoje, sendo Dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro, queria fazer uma postagem sobre uma revista bem especial que tenho guardada: a edição especial do casamento do Homem-Aranha. Mas, como pouco me lembro da trama, achei melhor deixar para outra oportunidade, quem sabe, depois que for relida com muito gosto.

Comecei a pesquisar no Google sobre os casamentos em torno das HQs. Achei vários materiais interessantes - alguns, eu já conhecia de vista. Mas, o que me chamou a atenção, de verdade, foram algumas imagens em um site que mostrou um casamento real com inspiração no do Homem-Aranha. 

Achei o máximo o vestido da noiva estar idêntico ao da Mary Jane. O noivo também foi muito feliz em sua caracterização como Peter Parker. Você pode ver outras imagens desse acontecimento notável indo direto à fonte. 

Abraços a todos!
Mais amor, menos julgamento!
Boa semana, pessoal!

Fabiano Caldeira.








sábado, 11 de junho de 2016

[Quadrinhos] O GRANDE AMOR DO CASCÃO e também O SANFONEIRO

Que a Maria Cascuda é a namorada do Cascão, muitos leitores da turma da Mônica já devem saber. Esse par excêntrico é tão antigo nas HQs quanto a dupla caipira Chico Bento e Rosinha. Cascão até andou aparecendo com outras "candidatas", ao longo da trajetória de publicações pela Editora Abril, entretanto, era nada mais do que um situação cômica onde nada chegava às vias de fato, nem mesmo o namoro chegava a ser consumado, às vezes, por causa dele e sua sujeira peculiar, outrora, porque os tipos de meninas eram, digamos, inusitados.


A Maria Cascuda teve sua primeira aparição já como namorada do Cascão na revista do Cebolinha n° 18, lançada em Junho de 1974, pela Editora Abril, sendo uma edição que remetia bem às raízes brasileiras da época, onde se comemorava festividades com nomes de santos durante vários dias do mês. São João, Santo Antonio e São Pedro são os que fazem parte de minha lembrança. 

Tais eventos eram chamados de Festas Juninas, tendo como espírito decorativo os espaços entrelaçados com barbantes os quais eram usados para colocar uma porção de bandeirinhas, algumas com a parte inferior em formato de seta, e outras, em formato de "M" (esta segunda opção era a mais comum e verídica). Brincadeiras como subir em um pau de sebo, fazer uma fogueira e a dança folclórica coletiva designada "Quadrilha" promoviam o brio dessas ocasiões. 

O tom mais sério ficava por conta dos adultos que rezavam com muita fé e devoção uma corrente de orações específicas a qual denomina-se "Terço", além de ficarem a cargo dos preparativos de comes e bebes como pipoca, quentão, leite quente com achocolatado, bolo de milho, tortinhas salgadas, paçoquinha, pé-de-moleque, doce-de-leite, cocada, milho cozido, pamonha, curau, amendoins salgados e torrados no forno...

Esta edição ilustra com sucesso todo esse costume na história que abre, O SANFONEIRO, onde os personagens principais combinam de estarem juntos à festa de São João daquela noite. Confesso que eles me arrancaram algumas gostosas gargalhadas com algumas situações. Cascão, principalmente, sendo bem mais amante da sujeira do que nos dias de hoje, topou o convite ao ver que uma menina toda sujinha (personagem desconhecida) também ia. Na hora designada, no entanto, ele se decepcionara, pois ela estava toda limpinha, cheirosa, arrumadinha para a ocasião. O gelo do Cascão para com a menina foi bem visível quando ele mencionou, em plena festa, que não tinha nenhuma dama disponível para formar par com ele na dança da Quadrilha, sendo que a moça estiva o tempo todo ali, ao seu lado, junto com Mônica e Cebolinha, os quais já naquela época combinaram de ser um casal. Além disso, tem Cebolinha e Cascão formando dupla caipira em um pequeno palco improvisado. Cebolinha com uma sanfona na mão, e Cascão, um cachimbo na boca. Cena impagável e descartável para os dias de hoje.









Já na oitava historinha é que aparece O GRANDE AMOR DO CASCÃO, a HQ que, de fato, deu origem à Cascuda como namorada dele. Não ficara nada claramente estabelecido, mas, naquela época, as historinhas não costumavam ser tão mastigadinhas para serem assim tão facilmente compreendidas. Qualquer pessoa com um pouco de inteligência já sacava que ali era a apresentação dos dois como um par romântico, pois Cascão a encontrara enquanto andava, e se apaixonara de imediato. Quando a menina dissera que seu nome era Cascuda, então, foi como se ele tivesse encontrado a sua metade da laranjinha passada no lixo mais próximo -  assim como Gomes e Mortícia, do universo sinistro e ao mesmo tempo cômico da Família Adams. 


A menina tinha ido visitar a tia. Cascão aproveitou o momento para passear com ela pelas ruas do bairro e mostrar-lhe o que ele dizia ser os pontos turísticos. Curiosamente, vemos que ela, como também era sujinha, parecia apreciar os tais lugares tanto quanto ele. Essa harmonia acabou logo, diante de um recipiente de lixo vazio que provocou uma reação estranha e sem noção em nosso querido e amado Cascão.




As duas HQs estão na íntegra, tiradas diretamente da minha edição. Não sei se é possível de ler, pois reconheço que a imagem poderia ter sido melhor, mas, a grosso modo, resolvi colocar a fim de que apreciem da forma como for possível. 

Sugiro que os leitores que tenham uma especial admiração pela turma da Mônica, um dia, adquiram esta edição, pois ela é recheada de tramas bem interessantes, que retratam bem toda a "atmosfera humorística" da época, o que é bem diferente de se ver hoje, nas atuais revistinhas.



Abraços a todos. 
Viva o amor, todo tipo de amor!

Fabiano Caldeira.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

[Quadrinhos] Principais títulos Disney do mês


Compartilho agora as principais mensais da Disney publicadas pela Editora Abril. Destaco Mickey n° 886, por trazer uma longa HQ em homenagem ao Asterix, Donald n° 2456, pela HQ do Mestre Churrasqueiro, que é impossível não se lembrar dos "reality shows" contemporâneos que caíram no gosto de todos nós, e Zé Carioca n° 2421, que traz uma piada (inédita) da grande aventura icônica de Batman e Coringa, "A PIADA MORTAL". ERREI! Conforme é de conhecimento do Rogelho Fernandes, criador do blogue QUADRINHOS E BD e página homônima no Facebook, essa HQ do Zé Carioca não é inédita. Obrigado, Rogelho, por toda a atenção que dá ao que escrevo sobre os Quadrinhos Disney!










Como vem acontecendo sempre, esses títulos possuem capas muito bonitas, envolventes e divertidas, que dizem a quê vieram essas revistas. Eu gosto muito do comprometimento das publicações delas, por se tratarem de uma fonte de leitura  e lazer com os melhores personagens Disney, e que são bem acessíveis ao bolso de todos nós.

Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.