domingo, 15 de maio de 2016

[Quadrinhos] O que tem de bom na revista do Cebolinha n°13


Este mês, as principais revistas mensais da turma da Mônica completam treze meses de numeração reiniciada a partir do n°1 - estratégia adotada tão logo chegaram ao n°100, em Abril do ano passado, a fim de que fãs pudessem se sentir motivados a iniciar uma nova coleção. Coincidências à parte, um marketing se instaurou desde o mês anterior, em torno do Cebolinha, que tinha bolado um plano infalível o qual daria certo. O suspense acabou este mês, com o anúncio de mais páginas em sua revista, passando de 68 para 84, entrando em igualdade com a da Mônica, que já tinha adquirido esse montante desde os tempos da Abril, nos anos 80.




Como forma de celebrar essa conquista, as contracapas de todos os títulos passaram a representar uma nova versão de suas capas oficiais desta edição, só que modificadas, sempre contendo alguma participação do Cebolinha. As tirinhas finais também foram, todas elas, em homenagem à novidade.

E a própria revista do Cebolinha, agora, como está? Qual o conteúdo dessa edição comemorativa?




"OS ANÉIS DA SORTE" é uma saga em três partes, creditada ao Flávio T. de Jesus (roteiro), Jairo A. dos Santos (desenhos) e Kazuo Yamassake (arte-final). Parece que esse trio de artistas dá muito certo. Nesta aventura, o resultado final de seus trabalhos resultou em uma bela arte ao longo de toda a trama, que se estende por 31 páginas, sendo, esse algarismo, se invertido, vira o número 13, ou seja, o número desta edição.




O 13 também está presente por todo o roteiro, uma vez que ele consiste em mostrar personagens infantis de uma época distante se reunindo, às escondidas, para acabarem com o azar que ronda suas trajetórias. Um vilão repentinamente se revela entre eles e causa certa bagunça, fazendo com que doze anéis mágicos acabem sendo teletransportados aleatoriamente no espaço-tempo. Curiosamente, eles foram parar em diferentes núcleos dos personagens da Mauricio de Sousa Produções nos tempos de hoje, bem quando Cebolinha pretendia juntar todo o pessoal da rua para anunciar a novidade do acréscimo de páginas em sua revista. Fato que até acontece, mas a alegria não dura muito, dada a aventura que subitamente começa quando o vilão e um mago invadem o momento em busca de ajuda para o resgate dos anéis.





Cada anel constituía, na verdade, um talismã diferente. Eles foram parar, cada qual, em núcleos correspondentes ao seu tema. Por exemplo:  o filtro dos sonhos foi para o Piteco, o elefante branco foi parar na turma da mata, a pedra de ametista está com o Astronauta, o olho-grego está com no universo da Tina, o ank está com o Penadinho e sua turma, o trevo de quatro folhas foi parar na era do Horácio, o muiraquitã está com o Papa-Capim e assim vai...

Era preciso dar conta de ajudar o mago a ter posse de todos os objetos, antes do vilão, uma vez que os personagens daquela época eram muito supersticiosos e, com isso, a felicidade do futuro promissor de cada um deles dependia de tal feito. 

Trata-se de uma aventura bem gostosa de se ver, como há muito tempo não tive a sorte de encontrar nessas edições da turminha. A produção está de parabéns! Na minha opinião, ficou uma obra perfeita, que celebrou o momento em questão de forma inteligente, através de uma aventura de verdade, sem ficar apegado aos fatos de forma excessivamente piegas em termos de metalinguagem.






Ainda há mais algumas surpresas ao logo da revista, como uma página envolvendo o Nico Demo, uma HQ curta (e até legalzinha) com o Do Contra, às voltas com o gênio da lâmpada mágica, e também uma aventura interessante, bem feita e que consegue ter um viés educativo acerca do mosquito Aedes Aegypti, o grande causador da dengue, chikungunya e zika. Não é uma trama feita especialmente para o mercado publicitário de campanhas de promoção à saúde, mas poderia se encaixar perfeitamente nesse quadro.







Uma boa HQ, com Cebolinha e sua irmã Mariazinha, também não poderia faltar. Afinal, a família do Cebolinha é uma das mais carismáticas. 





Penadinho, Piteco e Astronauta também dão as caras em historinhas próprias. Algumas com apenas uma página, e outras, com um pouco mais.


Recomendo a aquisição deste Cebolinha  n°13 a todos os fãs da turma da Mônica. Está aí, uma edição que, pelo seu número de azar, se revela um produto de muita sorte a quem o adquire.


Abraços a todos! 
Tenham uma semana!

Fabiano Caldeira.


10 comentários:

  1. Mereceu destaque a história de abertura de Cebolinha, apesar de algumas brechas (como a comemoração com água tônica -aff) no geral foi uma história bem acima da média. Pena que é raro vermos os personagens em aventuras fora do bairro do limoeiro. Isso é uma das coisas que mais eu sinto falta. Outra coisa que sinto falta é da dona Morte que já foi , considerada uma das principais personagens da turma do Penadinho e hoje mal aparece e quando dá as caras já não tem aquele brilho de suas histórias bem elaboradas...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, tudo bem? Essa coisa da água tônica foi um tanto forçada mesmo. Poderiam ter colocado guaraná, que é mais simples, porém, popular entre a criançada. O fato deles não terminarem nunca a palavra "azar" também foi notado. Ainda bem que zoaram com essa característica. Fizeram do limão uma limonada.
      A Dona Morte tem aparecido nos almanaques do Penadinho. Algumas edições são quase que temáticas com ela. Nas revistas mensais, realmente, não me lembro de ter visto uma HQ com ela de protagonista.

      Um abraço

      Excluir
    2. Olá bom dia. Verdade. O fato de zoarem a palavra azar foi uma sacada legal. Nos almanaques também se vê uma ou outra história com dona Morte, infelizmente nas mensais cada vez mais raro. ...uma pena!
      Abraços

      Excluir
    3. Curioso que eu também gostava muito das historinhas da Dona Morte. Espero que a MSP volte com ela.

      Excluir
  2. Até que a história de abertura foi boa, apesar de um outro deslize como eles não falarem a palavra azar. Já as demais histórias tudo na mesma, sobretudo os desenhos lamentáveis. E outros gibis do mês nem se fala.

    Legal a matéria. Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esta é uma boa aventura, bem criativa e diferenciada. As demais HQs realçam a diversão, a primeira impressão que se tem com a trama principal. Tem boa história com Piteco, Astronauta, Mariazinha e com a turma sobre a dengue. Foi uma ótima edição.

      Excluir
  3. Oi Fabiano tudo bem?
    Achei bem interessante o aumento de páginas na revistinha do Cebolinha, e bem criativo aquela ideia de colocar o Cebolinha junto com os personagens na capa. Achei bem legal o design desse novo vilão e só de ver as páginas que você postou achei os desenhos bem feitos. Não sei se foi digital ou não, mas caso tenha sido percebe-se que da pra fazer belos desenhos digitalmente se eles se esforçarem. Deu pra ver uma mudança de perspectiva bem bacana e uso de diferentes expressões faciais. Vou ver se tem como eu adquirir à revistinha a primeira história parece está bem bacana mesmo. Sobre o roteiro não posso dizer muita coisa, mas pelo que eu vi na outra postagem aqui do blog parece que melhorou um pouco, e como essa é uma edição especial... Devem está bem produzido. Vou ver se compro à revistinha e talvez poste alguma coisa sobre ela. Esses dias vi no blog do Matheus que os gibis aumentaram de novo  , mas é assim mesmo, o jeito é ficar bem seletivo quanto a eles.

    Fabiano que bom que você está curtindo as revistas da turminha, parece que elas realmente estão melhorando aos poucos.Achei bem legal o seu texto.

    Abraços e boa semana!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rafael, dá pra fazer ótimos desenhos digitalmente, basta eles se encontrarem nesse viés. Acredito que eles já estejam muito melhores. Antes, com o começo dessa característica digital, era nítida a falta de experiência do estúdio, pois ficava algo muito mal feito. Agora, eles já fizeram um estilo bem mais bonito. Dá gosto de ver! Mas ainda se encontra os desenhos digitalizados mais "simples" no miolo das edições. Entretanto, eu me lembrobem que, desde a Abril, as revistas sempre tiveram desenhos diferentes e alguns até um tanto feiosos no interior das edições. Não seria agora que eles iriam mudar e unificar os estilos. Acho que nem devem.

      Os Anéis da Sorte, provavelmente, foi feita em um rascunho a mão. Esse rascunho foi escaneado pro programa de edição que eles vêm usando agora e, finalizado nele. Ele imita a folha do papel na hora de desenhar, ficando a cargo do finalista arte-fibalizar o rascunho escaneado, desenhando sobre ele, na tela específica, da mesma forma que fariam com o nanquim sobre o papel. Acredito que a técnica, neste caso, tenha sido essa. Um forte abraço.

      Excluir
  4. Olá, é a primeira vez que posto neste site, muito bom também!
    Depois de muito tempo (anos) finalmente um gibi da turma voltou a me interessar a ponto de eu comprar. Cebolinha sempre foi meu personagem favorito e, desde que os gibis do Cascão, Magali e Chico Bento ficaram com 66 páginas eu esperei que o do Cebolinha aumentasse também. Achei a primeira história um pouco confusa pra falar a verdade, rs, mas foi legal sim. Achei interessante (e até intrigante) usarem tanto o tema da sorte e do az... ops, falta de sorte em outras histórias também, tipo aquela do papagaio. No mais, achei legal sim, o gibi, apesar de achar muito estranho os traços dos personagens. O Do Contra, então, Às vezes parecia um desenho de criança, muito diferente!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. OLá, seja bem vindo! A aventura realmente dá pra confundir. Eu li com muita atenção. Li de novo depois, então acredito que entendi o suficiente. Nos quadrinhos, isso é muito comum. Nem sempre conseguimos compreender o que é transmitido na aventura. Comigo, isso tem acontecido muito com o universo Disney, quando são longas aventuras feitas por alguns italianos.

      O Do Contra é um personagem que nunca me agradou. Aliás, muitos desses personagens novos (que já nem são tão novos assim) não me agradam. Portanto, eu nem tenho o que dizer sobre ele e o quanto os traços ficaram diferentes na historinha dele, pois eu dificilmente presto atenção nas HQs dele. Confesso que gostei dessa, pois brinca com a situação do gênio da lâmpada. Personagens como Do Contra, Nimbus, Marina, Marcelinho, não me dizem muito. Gosto da Denise, da característica faladora e espontânea no sentido de ser "sincera demais". Gosto do Dr. Spam. Gosto do Dudu. Gosto do Zé Esquecido. Bem... todos esses personagens não são novos, mas também não são tão antigos, com exceção do Zé Esquecido, que é dos primórdios do Bidu, das tirinhas em preto e banco em jornais, e eu nem sabia.

      Um abraço.

      Excluir

Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!