sexta-feira, 4 de março de 2016

[Texto] Tempos de Euforia



Não quero mais falar em desamor
E esperar ser compreendido por aquilo que eu sou
Não quero aplausos e nem gritos de vencedor
Aonde está marcada a linha de chegada?
Alguém me avisou que eu estava em uma competição?
Onde ser inteligente é rudimentar e agressivo
Prefiro esconder minhas armas e abrir um bom livro
A existencialidade está na variedade
Quem foi que espalhou o conceito de que temos que ser todos iguais?
Não aceito que pleiteiem minha individualidade
Individualidade em pró da coletividade
Coletividade em pró da representatividade
Representatividade em pró da legitimidade
Somos frutos da natureza pensante
O vento que flui constante
A ação do tempo mutante
Simbolizamos a evolução
Que traz a equação, a somatização, a materialização
O desejo em ação
A construção ou a demolição
A autenticidade tem um valor alto e poucos tem a coragem de pagar
É como financiar um apartamento à beira-mar e não ter comida a se fartar
É preciso coragem para saber usar as armas que conquistamos
E para usar sem saber, é melhor que as guardamos
Seja bom naquilo que lhe desperta, que lhe envolve, que lhe interessa
Vamos deixar os outros pontos a quem se manifesta, sabe e almeja
O plano estratégico necessita de conhecimento
O universo está a favor de quem foca em seu próprio discernimento
Juntos somos muitos
E muito é quantidade
E quantidade não pode ser igualdade
A igualdade não representa a diversidade
Equidade! Equidade!
Temos casa, fazenda e apê
Água, terra, vento e areia
O mundo dos elementos diferentes
Caminha e evolui com a importância de todos eles
Evoluir é preciso
Mudar é fundamental
O peixe apanha a isca de pão
Mas essa não é sua única alimentação
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Tempos de Euforia 
Autor: Fabiano Caldeira




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