segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

[HQ] O Ser Mais Poderoso do Universo


Nas andanças universo afora, através de sua nave circular, Astronauta já visitou outros mundos conhecendo seres e formas de vida inusitados. Nesta ocasião, ele consegue ir mais longe: no reino dos céus, aquele lugar secretamente mágico, tão oculto e distante de nossa existência terrena, sendo um dos pontos fortes do catolicismo nas aulas de catequese.

Astronauta se depara com um Ser Todo Poderoso. Seria o próprio Deus? Tudo leva crer que sim. Com o desenrolar da trama, vamos obtendo a consciência perfeita de tudo que estava se passando.  

Essa história faz faz parte do gibi do Cebolinha n° 151, publicado pela Editora Abril em Julho de 1985.  Com 68 páginas desde o início de sua criação em Maio de 1973, esta edição contém o preço de Cr$ 2500 (dois mil quinhentos cruzeiros), moeda vigente na época difícil, economicamente falando, a qual toda pessoa à beira dos quarenta anos certamente deve se lembrar.
Segue ela, na íntegra, com destaque para a seção de correspondência intitulada "Coleio do Cebolinha", como se ele próprio estivesse falando, com sua dificuldade em pronunciar o "r" de "Correio", trocando-o pelo "L". 

Naquela época, os leitores já enviavam sugestões de roteiros (muitas delas inviáveis...rsrsrs....) e chama a atenção, hoje em dia, para os recados divulgando as várias formas de troca de correspondência entre os leitores. Alguns anunciavam formação de "clubinhos" e outros simplesmente queriam manter uma amizade com todo aquele que também era fá das revistas da turminha. Eram tempos onde não havia Internet nem celular para facilitar a comunicação à distância. O jeito era anunciar nesses meios para encontrar aqueles que compartilhavam das mesmas afinidades. As cartas demoravam dias para chegar (muitos dias mesmo!). Contudo, era uma festa quando acontecia.

Um forte abraço a todos. Boa semana!

Fabiano Caldeira. 


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domingo, 21 de fevereiro de 2016

sábado, 20 de fevereiro de 2016

[Desabafo] Umberto Eco e a era da imposição de conceitos a uma arte


A passagem de Umberto Eco foi concluída neste planeta ontem, dia 19 de Fevereiro de 2016. 

Conhecido principalmente por ser escritor do livro O NOME DA ROSA, um romance que reúne mistério e um olhar crítico à Igreja Católica, a lista de publicações em seu histórico é bem grande, muitas delas sendo de cunho filosófico e linguístico, as suas áreas de atuação. 

Fala-se que ele gostava da escrita, de histórias e publicações diversas, não importava se estivessem em forma de ficção, documentários ou até sob o estilo de histórias em quadrinhos. Aliás, comenta-se que os quadrinhos de super-heróis, dentre outros mais clássicos, conseguiram sua admiração. 

Cometerei o atrevimento de afirmar aqui, acredito que ele se foi em uma época a qual já lhe incomodava todo esse consumo midiático perpetuado pela internet. Se, por um lado, a web proporciona a visibilidade instantânea e acessível a todos, por outro, esse acesso não é produtivo, não passa de manifestações de pessoas que nem sempre possuem uma visão construtiva das coisas, e ficam, talvez, sem darem-se conta, agindo feito cães bravos, apenas fazendo barulho em tudo quanto é canto à espera de notoriedade. 

Exemplificando mais claramente a questão, outro dia deparei-me com algumas pessoas criticando pela enésima vez o Paulo Coelho. Percebi um consenso focado na conquista de seu lugar na Academia Brasileira de Letras e não, exatamente, expressões de gostos pessoais sobre o porquê de elas não gostarem de seus livros. As pessoas simplesmente (nem se sabe ao certo o motivo) nutrem um desdém crescente pelo cara porque ele conseguiu uma cadeira na academia. E esse mal acaba sendo propagado e ganhando aliados, ou seja, mais pessoas que simplesmente gostariam de destituir Paulo Coelho pelo simples prazer de não vê-lo ocupando sua posição. E o mais embaraçoso que constatei, esses comentários vieram de pessoas que também se intitulam amantes da escrita, das histórias, das criações artísticas, indivíduos que buscam um lugar ao sol para suas publicações e sabem o quanto é difícil viver de alguma forma de artes nesta nação.

Meu cérebro dói quando vejo uma força tão grande em cima de alguém - e não é pelo fato das pessoas não apreciarem tais obras concebidas, mas, sim, porque a esse pessoal incomoda o sucesso, a visibilidade em torno desse alguém, ainda que seja um alguém que já escreveu vários livros e disputou o mercado da mesma maneira, usando as mesmas ferramentas acessíveis a tantos outros. 

Ontem mesmo, vi uma tirinha de HQ que ilustrava a situação de um jovem cantor. Ele tinha talento e vontade, mas não condições de investimento. Sendo assim, a tirinha aponta que a saída para investir no começo dessa empreitada foi começar a cantar sertanejo universitário em barzinhos. A palavra prostituição foi usada porque, certamente, o gênero musical não deve ser o preferido do autor. É claro que teve sempre alguém querendo fazer barulho em cima, alegando que o cara é um preconceituoso em associar o sertanejo universitário com a prostituição. 

Desde então, li toda aquela chuva de palavras maldosas a fim de que o desenhista se retratasse, e achei um absurdo aquele manifesto apenas porque o cara transmitiu um pouco de si em sua arte. E aí, vemos o quanto acaba se tornando prejudicial essa era de arte politicamente correta, visando agradar a todo mundo, a todas as pessoas que tem uma diversidade ampla de valores. 

Quando aparece alguém que resolve dar o verdadeiro sentido à sua obra, as pessoas não entendem, elas simplesmente não sabem sequer o conceito do que é um trabalho artístico, querem sentir-se agradadas e apoiadas. O autor deve ser uma TV programada apenas para lhe dizer "sim, sim", sendo que essa visão está muito distante da cultura que, por sua vez, deve prezar por manifestações espontâneas de seus criadores através de uma atividade. Essas atividades são usadas para transmitir suas impressões, opiniões, visões singulares a respeito das coisas da vida. 

E aí, fica uma impressão de que temos que apoiar, adorar e glorificar funkeiros, rapeiros e atores completamente inexpressivos, cujos brilhos são regados a uma única nota que faz "plim-plim". Os mesmos que nos incitam a isto, não se veem no dever de compreender nosso mundo e nossas escolhas, porém, não hesitam em ditar que temos uma obrigação moral de apoiarmos as escolhas deles. 

Isso me soa um tanto quanto confuso e unilateral. E o que é unilateral não é livre. O país que caminha para a massificação desse tipo de comportamento não sabe muito bem o que é uma democracia, o que representa escolhas, opções, direitos e deveres;  está mais focado em ditar conceitos, regras e gostos, manipulando seu próprio rebanho para que essa imposição seja aceita. 

A melhor ditadura que existe é aquela que consegue o aval de sua própria população. Melhor a quem? Talvez àqueles que dormem e acordam em frente dentro das redes sociais, sempre mostrando ter uma opinião formada sobre tudo.




domingo, 14 de fevereiro de 2016

sábado, 13 de fevereiro de 2016

[Vídeo] Canais que recomendo



Aqui estão cada um dos links dos respectivos canais de que falei:

Central HQ - https://www.youtube.com/user/FCBedin
Cuzcuz Literário - https://www.youtube.com/user/Literari...
Kitinete HQ - https://www.youtube.com/user/kitinetehq
Estudio Armon - https://www.youtube.com/user/estudioa...
Gibi Total - https://www.youtube.com/channel/UCUNi...
Nossas HQs Favoritas (canal do Fernando Doni) - http://www.youtube.com/c/NOSSASHQSFAVORITAS1

Abraços a todos.
Bom final de semana!

Fabiano Caldeira.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

[HQ] O Carnaval do Cascão


Neste último dia de Carnaval, compartilho esta clássica HQ onde Mônica e Cebolinha se comprometem a fazer com que Cascão comemorem essa respectiva festividade junto com eles. no início, eles não dizem bem como fariam para precaver o Cascão de levar alguns jatos de água no meio da folia, mas, diante da certeza que deram, o coitado vai se arrumar, todo feliz. 
Ela foi publicada originalmente na revista da Mônica n°22, em Fevereiro de 1972. Eu a tenho através da republicação no antigo Almanaque do Cascão n° 3, cuja página de expediente diz em letras minúsculas que esta é uma edição especial da revista do Cebolinha n° 90, de Julho de 1980. 


Curiosidades


Nota-se que os almanaques eram tidos como edições especiais remetidos ao número de algum título em banca, como se fosse um material a mais que nos era fornecido - bem diferente do que acontece hoje em dia, quando os almanaques passaram a ser bimestrais e, com isso, bem mais comuns.

Este almanaque tem o preço da época, na capa, de Cr$ 37 (trinta e sete cruzeiros). Daí vemos a diferença na economia:

 - em 1980, revistas em quadrinhos que antes custavam cerca de trinta e sete cruzeiros, contendo cem páginas e capa em papel mais grosso e envernizado.

 - em 1985, revistas como a do Cebolinha n° 151, por exemplo (vide postagens anteriores), com capa em couchê comum e 68 páginas, já custava dois mil e quinhentos cruzeiros; uma diferença galopante em apenas cinco anos, o que resumia bem a quantas andava o poder econômico brasileiro nessa época.

Bidu fez uma pontinha na terceira página. rsrs... 

A seção de passatempos foi dividida, ficando uma página antes e outra depois da HQ. 

Mesmo com um padrão de produção "diferenciado" porque normalmente o próprio Mauricio era quem desenhava as HQs (não havia muitos meios de agilizar sem que afetasse os detalhes de acabamento nos quadrinhos), percebe-se o intuito - que dificilmente se vê atualmente - de mostrar um cenário urbano onde rua, calçada e gramado foram colocados em alguns momentos. Claro que esse fato não acontecia muito. Foi algo pontual, talvez, porque ele decidiu que valorizaria o enredo em si.

Propaganda da Lojinha da Mônica, na Rua Augusta, em São Paulo - Capital. Hoje em dia a lojinha voltou, só que virtual, no site oficial da MSP. 

Que todos tenham um dia feliz.


Fabiano Caldeira.


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domingo, 7 de fevereiro de 2016

[HQ] A História dos Cebolas


Em pleno carnaval, compartilho essa aventura de época que mostra uma teoria fantasiosa de como se originou a descendência da família dos Cebola, mais propriamente os acentrais do Cebolinha.

Surpreendentemente, em apenas seis páginas, é possível viver toda a emoção do Sr. Bartolomeu, um vendedor de Cebolas pelo mundo afora que, infelizmente, quis o destino que o transformasse em um náufrago a ponto de sobreviver devido às cebolas e cebolinhas que começou a cultivar. 

Foi um tempo tão longo alimentando-se apenas dessa iguaria, que o organismo passou a incorporar características da cebola em seu DNA. 

O fato pode ser notado em seus cabelos e, um tempo depois, quando a vida já voltara ao normal, seus filhos nasceram e herdaram o aspecto de Cebola. 

Esta é mais uma obra prima publicada na revista do Cebolinha de n° 151, da Editora Abril, em Julho de 1985, contendo 68 páginas e o preço de capa a Cr$ 2500 (dois mil e quinhentos cruzeiros). 

Disponibilizo agora os "scans" na íntegra. Claro que não estão perfeitos, mas dá para entender  o que se passa, eu acho. 

Boa diversão!

Fabiano Caldeira.


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