quarta-feira, 9 de setembro de 2015

[HQ] Donald e o Mistério do Moinho de Vento


Olá, pessoal! Venho falar dessa HQ bem bacana do Pato Donald: "O MISTÉRIO DO MOINHO DE VENTO", publicada no Almanaque do Pato Donald n° 8, de Dezembro de 1988. Tive a sorte de resgatar esse exemplar que ganhei há muito tempo, quando eu tinha que conseguir notas boas na escola para que meus pais pudessem me dar revistinhas que não fossem sempre do Cascão ou Chico Bento. Faz alguns anos que consegui esta edição novamente e agora a guardo com muito carinho, folheando-a de vez em quando e relendo algumas de suas HQs. 


Voltando ao foco, O MISTÉRIO DO MOINHO DE VENTO é especial para mim, vez que foi a primeira HQ que li onde o pato contracena com bandidos perigosos que não são os metralhas. Huguinho, Zezinho e Luisinho incentivam Donald a levar-lhes em um lugar diferente para umas merecidas férias. Duro como sempre, Donald percebe que vai ter que rebolar para conseguir um passeio decente. Em dado momento, ele consegue um local praticamente deserto com uma área campestre, mar e um velho moinho que seria o alojamento improvisado. 

Tudo parece meio estranho de início, mas é incrível como a boa vontade otimiza o momento e faz do limão uma boa limonada. Donald e os meninos acabam ficando por lá e parecia até que tudo estaria bem, se não fosse por algo esquisito que acontecia durante a noite: algo mexeu nas pás do moinho, ou seja, havia alguma movimentação estranha acontecendo ali. Donald resolve investigar e acaba descobrindo uma perigosa quadrilha no local. 

Há cenas bem impróprias para crianças onde Donald acaba interagindo com esses malfeitores e, claro, leva a pior - sendo, o auge da judiação toda por conta do que fazem com o pato, amarrá-lo nas pás do moinho, deixando-o girar sem parar. Os sobrinhos finalmente se soltam (sim! todos foram feitos reféns! eu disse que os quadrinhos chamam a atenção por terem um certo ar de violência) e percebem  fuga dos caras. Para agirem rápido, acendem uma porção de fogos de artifícios  que eles mesmos amarram nas demais pás do moinho. 

A cena é simplesmente linda e aterrorizante ao mesmo tempo. Linda por conta do espetáculo de luzes  dos fogos de artifícios, fazendo com que o moinho parecesse uma roda gigante desgovernada e barulhenta. Aterrorizante porque o pobre do Donald fica o tempo todo amarrado na mesma pá onde os bandidos lhe enfiaram. Fico me perguntando se os sobrinhos não poderiam tê-lo tirado de lá antes, já que eles tiveram tempo de amarrar todos os fogos nas outras pás. Acho que a urgência do momento não os permitiu ocuparem-se com "detalhes"...ahahahah...


Como já contei a trama toda, já digo que o desfecho é um alento ao leitor. Por causa de toda aquela algazarra dos fogos, o moinho foi visto de longe pelas autoridades competentes que rapidamente foram ver o que estava acontecendo, pois estranharam tudo aquilo em um cenário rotineiramente pacífico para eles. No caminho, dão de cara com o barco dos ladrões e sua carga roubada. 

A história termina com uma piada. Donald já dormia há cerca de 48 horas. Os sobrinhos o acordam e falam, todos cheios de entusiasmo, de um parque de diversões novo que se instalou perto da casa onde moram. O pato surta ao ouvir isso, principalmente a parte dos fogos de artifício e da roda gigante. rsrsrs...

Os créditos são atribuídos a Bob Bartholomew (roteiro) e Daniel Branca (desenhos). 

São 20 páginas de momentos que marcaram minha leitura, seja pelos momentos clássicos de convivência entre Donald e seus três sobrinhos, seja pelo suspense do caso do moinho e as cenas fortes desde então.


 ---------- Banco de Imagens ----------





Almanaque do Pato Donald N° 8 - Dezembro de 1988 - Editora Abril

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