quinta-feira, 17 de setembro de 2015

[HQ] Donald e A INJEÇÃO


Compartilho esta HQ que, na minha opinião é considerada como icônica no núcleo dos patos da Disney porque reuniu com maestria a ganância e autoritarismo do Patinhas, as situações cômicas do Peninha e o lado esculachado, acomodado e (por que não?) submisso do Donald.

"A INJEÇÃO" foi publicada pela primeira vez em Fevereiro de 1982, em O PATO DONALD, n° 1580 (que, por sinal, tenho aqui na minha coleção, guardada com muito apreço) e eis que a tenho também no ALMANAQUE DO PATO DONALD, n° 8, de Dezembro 1988. 

Na trama, Donald está muito doente a ponto de não reconhecer as visitas que recebe. Os sobrinhos Huguinho, zezinho e Luizinho tiveram que falar que os visitantes se tratavam do Patinhas (que foi lá para se certificar de que o pato não estava querendo "matar" o dia de serviço apenas por vontade) e do Peninha - este apareceu porque, tendo sido demitido pelo Patinhas por vias de alguma trapalhada, arrumou emprego em uma farmácia (hoje diz-se "drogaria", um termo que detesto) e foi enviado à casa do Donald para aplicar-lhe uma injeção. 

Daí, a gente vê logo que a coisa não vai prestar. rsrsrs... Primeiro, ele levou consigo um manual de como aplicar a dita cuja. Depois, ele quis aplicar ela na língua. Foi engraçado ver os meninos falando entre si: "Acho que estamos segurando o pato errado!" -- "Eu também!" rsrsr... Também foi engraçado o Peninha pegar a enciclopédia para tacar no Donald ao ver que ele começou a fazer um escândalo. Aquele "Fica quieto, anda!" com o Peninha indo pra cima dele com aquele livro pesado prestes a ser arremessado foi tenso. rsrsrs...

Para completar o circo, Peninha dá  injeção sem nem ver aonde está aplicando. Donald fica aliviado por não sentir nada, mas Patinhas surta porque foi no traseiro dele que o Peninha enfiou. A vontade de Patinhas era fazer picadinho de Peninha. Ele chegou a dizer novamente que estava demitindo-o, porém, em um momento de espontânea lucidez, Peninha disse que só o dono da farmácia teria autoridade para demiti-lo. 

Eis que, um tempo depois, Patinhas entra na farmácia. Peninha demonstra surpresa e o pato "quaquilionário", ainda bravo, logo afirma: "Vim comprar a farmácia!" rsrsrs...

Eis uma boa representação do que foi a produção brasileira de HQs Disney com o Donald - divertida, sem muitas pretensões, mas conseguindo serem ímpares em matéria de entreter e nos proporcionar alegria. A gente conseguia até mesmo nos identificar em alguns momentos dessas produções em geral. Uma pena que não sei quem fez o roteiro. Os desenhos, muitos bons, são do Euclides K. Miyaura.

A história está completinha a seguir, no banco de imagens.

Esta foi a centésima postagem do SOCIALIZANDO HQ. Se juntasse todas as postagens, desde o início que comecei a mexer com blogues, acho que o número real já teria passado dos quinhentos. Mas não dá para contar o passado que nem está mais documentado. O que importa agora é o aprendizado que consegui desses momentos para fazer do hoje algo de melhor proveito. O que tenho para comemorar no momento são estas cem postagens do SOCIALIZANDO HQ com assuntos diversos envolvendo até a mania recente dos vídeos. 

Até mais, pessoal! Abraços a todos!

Fabiano Caldeira.

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Almanaque do Pato Donald N°8 - Dezembro de 1988 - Editora Abril


7 comentários:

  1. Kkk, ótima história, cheia de situações engraçadas. Acho que é por isso que eu gosto tanto da família pato. Mickey, Pateta, Zé Carioca, etc, são muito bons, mas nenhum na minha opinião supera as historias dos patos, quando se juntam Donald, Patinhas e Peninha então...
    Parabéns pela centésima postagem aqui, como passou rápido desde a mudança de blog.
    Abraços!

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    1. E você, sendo o primeiro a comentar e dar seu tempo pra postagem, vai ganhar uma revista super especial com GRANDES AVENTURAS DOS PATOS. Só me tira a dúvida se você e o rapaz que mora no norte, pois já tenho o endereço de um Andre que mora no Norte. Trata-se de você? Se for, parabéns pelo brinde! Assim que eu o enviar, entro em contato contigo. Só preciso esperar a revista chegar nas bancas? Abraços. Obrigado pela sua atenção!

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    2. Nossa, valeu Fabiano, que presentão. Acho que sou eu sim, de Macapá. Desde já agradeço. Abraços.

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    3. Você mesmo. Até o fim do ano terá mais sorteios aqui ou no YouTube... Fique ligado você e os outros. A atenção e a fidelidade vai contar bastante nas premiações simbólicas. Abraços. Eu volto a entrar em contato contigo daqui há uns dias sobre hoje.

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  2. Olá, Fabiano! Tudo bem? Muito boa essa hq. Eu vivi minha infância nos anos 80, lendo e relendo os quadrinhos Disney e tenho a seguinte observação: essa hq provavelmente é de autoria brasileira, observada pelo traço no desenho e pelo humor. Foi uma época em que não se identificavam os autores no início da hq e isto fazia com que nós leitores estívéssemos mais atentos aos traços, buscando preferências: humor (brasileiras), aventuras com bons enredos (Barks, traço marcante também), investigação, etc. Gostei do post. Parabéns!

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  3. Vc bem citou o desenho do Euclides. Quero dizer que a gente identificava sem saber os nomes... Abraço, amigo!

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  4. Um exemplo de característica, entre tantos possíveis: no quinto quadrinho da segunda página, o Tio Patinhas olha para o leitor (pode parecer bobagem, mas acho isso um toque muito legal e típico de brasileiros com seu senso de humor...rsrs).

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Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!