quarta-feira, 29 de abril de 2015

[Revista] Cebolinha N° 100

As mensais da Turma da Mônica atualmente publicadas pela Panini estão comemorando as edições de n° 100. Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e Magali - aliás, a variante mensal "Turma da Mônica" também - todas estão com um belo e visível n° 100 em suas capas com chamadas para as aventuras iniciais.
Trouxe para casa a do Cebolinha e desde já informo a quem ainda não fez a sua aquisição - e anda indeciso  - de que, ao menos esta, conseguiu me dar uma diversão garantida. 



"CEM COISAS..." abre bem, com uma trama recheada de doideiras e até propositalmente cansativa, pois é falado sobre isso dentro da própria história onde o Louco diz que o desenhista já estava cansado de ficar fazendo coisa doida e queria terminar logo. Achei legal o Cascão tirar sarro no Cebolinha e no Louco sobre ficar uma semana sem tomar banho. "Só uma semana? Há, Há! Amadores!" Também gostei da cartinha falando da amizade etc. O que me fez rir mesmo - e fechou a HQ com chave de ouro - foi a reação de espanto do Cebolinha no último quadrinho. Foi simplesmente o melhor final de já vi desde sei lá que ano, pois faz muito tempo que não fecham uma historinha assim, com essa competência.

"OSSOS DO OFÍCIO" é uma trama do Penadinho. Suas três páginas lembram bem como eram suas publicações nas épocas de 36 páginas da revista do Cascão. Bons tempos, valeu pela nostalgia.

Divertida mesmo foram as histórias "JAIRO, O DESENHISTA" e "NA FAIXA".

A primeira tem Bidu e Manfredo às voltas com um cão que nunca vi, mas tem um baita talento pra HQs, tanto que ele sonha alto e quer que a MSP o empregue já garantindo-lhe fazer uma "Graphic Novel". As situações no desenrolar são engraçadíssimas. Há um outro cão que aparece em alusão ao Sidney Gusman e até o próprio Mauricio de Sousa surge caracterizado como mais um tipo de cachorro. Tudo ficou muito interessante. Só não digo que foi cem por cento porque, a meu ver, pecaram na expressão facial do Bidu. Uma pena! O Manfredo também estava diferente, pois ele não tinha aqueles olhos, mas poderiam terem a sensibilidade de cuidarem do Bidu, pois ele ficou feio. A trama foi tão boa, tão legal e envolvente que isso acabou sendo apenas um detalhe.


A segunda tem uns traços nostálgicos que lembram um pouco as historinhas de miolo do comecinho da Editora Globo. Cebolinha desenha uma extensa faixa de pedestres em frente a casinha da Mônica. Segundo ele, quando provocar a dentuça, ela vai andar somente na faixa e, com isso, não terá como correr atrás dele. A ideia dá certo, mas logo chega um guarda e acaba com festa do Cebolinha. Foi engraçado ver a Magali aparecendo do nada e pegando as guloseimas do Cascão. Gostei de alguns fatos questionáveis que tomaram conta. Tudo fluiu naturalmente. Fazia tempo que eu não lia algo assim.

"CONTATO" fecha o rol de aventuras da edição. Também divertida, só peca pela digitalização dos personagens, que ficou muito mal feita - o mesmo caso que falei há pouco sobre o Bidu. Cascão adapta um brinquedo para fazer contato com os extraterrestres. Cebolinha pega carona na ideia e envia uma mensagem que, na verdade, era um plano contra a Mônica a fim de conseguir algum tipo de apoio alien. Acontece que, obviamente, o brinquedo não vai muito longe, mas rende alguns momentos de confusão os quais são bem engraçados.

Ainda há duas historinhas com o Cebolinha que não me divertiram tanto. Não são ruins. Na verdade, considero-as neutras. Estão lá para ocuparem um espaço na revista e vale dar uma olhada sim.

Faz tempo que não via uma edição tão gostosa do Cebolinha. Há dias, arrumei meus gibis e percebi que tenho muito mais edições da Panini do que pensei. Preciso ler essas revistas. Algumas eu conheço, pois li - e reli - na época em que vieram para casa, mas há outras que fui comprando no embalo e até hoje não dei uma olhada. Preciso saber porque as trouxe.

Você que ainda anda pensando se vale a pena comprar alguma edição dessas de n° 100, a minha opinião, o meu gosto pessoal como leitor veterano que sou dessa turminha é a de compre esta do Cebolinha.

E já estou na contagem regressiva para saber como serão as revistas de Maio.








6 comentários:

  1. Legal q vc comprou essa. Fazia tempo q vc não comprava gibi do Cebolinha né? Pelo menos vc folheou os outros títulos?

    Esse gibi não tá rui mesmo. Nos padrões atuais, dá pra aceitar e se divertir. Só não achei os traços da hq "Na faixa" parecidos com os dos anos 90. A de abertura sim, salvo alguns olhos arregalados. Mas, sem dúvida "Na faixa" tem traços melhores q do Bidu e da última hq.

    Abraços

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    1. Oi, Marcos! Tudo bem? Folheei, sim. Quase trouxe a do Chico Bento, pois eu gosto dos coelhinhos da turma da mata e também porque o monstro da lagoa aparece de novo após tantos e tantos anos. De repente, quem sabe, eu a compro daqui a alguns dias. Como havia eleito prioridades, acabei levando esta do Cebolinha e o Almanaque do Penadinho 17.

      Daí eu me perdi no meio de um monte de opções e fiquei com raiva e saí logo da vista dos gibis...rsrsrs... A vontade era de levar tudo o que tinha. Rsrsrs... As vezes preciso sair correndo.

      Um gibi que sei que não compraria mesmo foi o da Mônica. Uma pena! E sim, faz muito tempo que não comprava o do Cebolinha. Valeu a pena!

      Abraços.

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  2. Eu comprei todas pelo valor histórico.

    Mas a do Cebolinha é a melhor.

    Abraços.

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    1. OK... Fator histórico... Rsrsrsrs... Obrigado pela presença e compartilhar conosco seu comentário.
      Um grande abraço, my brother!

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  3. Oi Fabiano, tudo bem?
    O único que eu comprei foi o da Mônica, pois achei interessante o fato dela ter aparência de personagens de outros núcleos. Visualmente pela capa essa do Cebolinha seria a última que eu compraria (pelo excesso de informação na mesma), mas pelo que venho lendo nos blogs se ainda estiver nas bancas vou compra-la. Pois é, não se define um livro pela capa, nesse caso um gibi. Valeu pela postagem!
    Abçs!

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    1. Oi, Rafael! Que prazer te ver aqui! A revista da Mônica e o carro chefe de todas as outras. Como a HQ foi sobre ela se transformando em outros personagens, acabei não levando, pois já tenho algumas outras historinhas parecidas.
      Vou te confessar que também não gostei dessa capa do Cebolinha pelo mesmo motivo: excesso de informação. Mas folheei todos os títulos e ela caiu no meu agrado pelo conteúdo. Achei a capa da Mônica bem legal. Acredito sim que deva ter alguma HQ bacana nela. Uma pena que a aventura de abertura foi longa e não me pegou.

      Um abraço!

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