quinta-feira, 30 de abril de 2015

Imagens dos Vingadores: De onde vieram? A quem pertencem? Como agem fãs da franquia sensação do momento?

A febre do segundo filme dos Vingadores é a sensação do momento. Nessa onda, muita gente quer seus quinze minutos de fama acerca do assunto. Por que não? A pessoa gosta do assunto, é fã dos personagens. Por que não? Só que nem todas as publicações acabam sendo bacanas. Vocês acreditam que já tem gente quase que querendo se apropriar de imagens do filme, como se fossem donas delas? Pois é!

Imagem do site "Adoro Cinema.com"

quarta-feira, 29 de abril de 2015

[Revista] Cebolinha N° 100

As mensais da Turma da Mônica atualmente publicadas pela Panini estão comemorando as edições de n° 100. Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e Magali - aliás, a variante mensal "Turma da Mônica" também - todas estão com um belo e visível n° 100 em suas capas com chamadas para as aventuras iniciais.
Trouxe para casa a do Cebolinha e desde já informo a quem ainda não fez a sua aquisição - e anda indeciso  - de que, ao menos esta, conseguiu me dar uma diversão garantida. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

[Revista] Pensando sobre as revistas da turma da Mônica


As revistas mensais da turma da Mônica, pela Editora Panini, chegaram ao número 100 neste mês. A editora está com a produção desde Janeiro de 2007 e parece que há muita satisfação. Lembro de como era bom ler uma revistinha da turminha, mesmo do Cascão ou Chico Bento, no passado, as mais finas.

A Mauricio de Sousa Produções vem mudando bastante o patamar das histórias através dos anos; é uma renovação de acordo com os tempos, que vai fazendo com que os roteiros passem por adaptações e a finalização do desenho agora tem bastante digitalização. Alguns desses recursos são favoráveis, outros não. 

O fato concreto é que houve um certo enxugamento no teor das aventuras. Veja bem, a Mônica - personagem principal da turminha - já sofreu bastante com as traquinagens dos garotos que viviam correndo pelo campo a dizer coisas ofensivas como baixinha, gorducha, dente de abridor de latas, cabelo de banana etc.

Ela já se vestiu de palhaça e teve os sapatões pregados no chão (A PALHAÇA DA MÔNICA), já teve seus braços imobilizados, amarrados em cordões que, ao se mexer, abriam uma caixa cheia de minhocas, bem pertinho de onde estava (O INCRÍVEL PLANO DOS DEDOS MINHOCAIS), já foi do tamanho de um rato - e a paixão de um (UM AMOR DE RATINHO), já teve sua mente retirada de seu corpo, impiedosamente, e colocada no do Frankstein (A JOVEM FRANKSTÔNICA), já regrediu no tempo, voltando a ser um bebê (O TEMPO PRA TRÁS), viu todo mundo ficar azul (OS AZUIS) e até foi com seus melhores amigos para o espaço, a um planetinha bem distante cuja civilização era de coelhos (A PRINCESA E O ROBÔ). Até situações sinistras, como ficar presa dentro de uma urna fúnebre, já aconteceu (MÔNICA NO CAIXÃO).  

Já está sendo anunciado em fontes seguras pela Internet que, mesmo continuando com a Panini, todos os títulos mensais da turminha retornarão ao número 1, a partir do mês de Maio quando, em verdade, seguiriam para as bancas as edições "101". Ou seja: no próximo mês, ao invés de encontrarmos Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e Magali com os números 101 em suas capas, iremos ver mesmo é reinicio da numeração, estampando já o 1. A revista "TURMA DAMÔNICA" não irá circular mais - em seu lugar, voltará o título "PARQUE DA MÔNICA".

O motivo da "novidade"? Desconheço. Será que está acontecendo algum fato inesperado no índice de vendas? O trabalho de Mauricio sempre tem boa divulgação na mídia como sendo o maior referencial infantil do Brasil. É admirável como ele conseguiu agradar a quase todos os tipos de pessoas ao longo de mais de 50 anos de profissão, ultrapassando barreiras políticas e sociais que poderiam, sim, representar um certo empecilho em seu avanço e colocar em risco o carro forte para o licenciamento de seus milhares de produtos: os gibis. 

Por outro lado, estaria a MSP estaria tão preocupada assim com essas vendas, já que há uma gama de produtos licenciados, de várias espécies e finalidades? Olha! Veja bem! Agora serei um pouco maldoso, mas a intenção é botar os pés nas chuteiras da realidade. Raciocinem comigo: existe mesmo uma imensa variedade de produtos, mas quantos deles você já viu na casa de alguém? Você já viu uma estante da turma da Mônica, um chiqueirinho (aquele recinto para bebês) da turminha na casa de alguém? Já viu algum velotrol da turminha sendo usado por alguma criancinha? Alguma massinha de modelar? Algum quadro no quarto de alguém que você conhece? Algum livrinho recente? 

........  ......... ........ um minuto de silêncio para pensar ....... ....... .......


O que já vi sendo consumido pelas pessoas foram as fraldas para bebês, pois realmente são muito boas e econômicas. Muito melhor do que muita fralda de marca metida a besta por aí. Também alimentos como a cenoura e a maçã. E o extrato de tomate, principalmente na época boa do Jotalhão. Tem também os biscoitos recheados da Triunfo, que trazem a estampa da Turma Jovem. Também já vi alguns livros, sim, quando a pessoa vive uma situação bem mais confortável e os pais optam por comprar para as crianças dormirem ou ao menos se comportarem por alguns minutos, encantadas com as páginas sempre muito bem coloridas e as historinhas fáceis de compreender, adaptadas  justamente para a cabecinha inocente delas. 

Cadernos da turma da Mônica? Existem aos montes. Sempre existiram. Lembro que ganhei um de meu pai ainda nos anos 80. Hoje em dia, há grande procura por eles? Entre os jovens,  acredito que não! Isso seria uma gafe imperdoável entre eles. E que tal uma roupa, de preferência uma camiseta de algodão, com estampa de alguém da turma? Acredito que talvez seja considerada uma gafe no mundo dos pequeninos, que preferem a Minnie ou Margarida (meninas), Homem-Aranha, Batman, Superman (meninos). Dar uma roupa com estampa do Bidu ou Mônica é considerado supostamente um presente de mau gosto. Acaba sendo aquela peça que vão deixar a criancinha usar apenas quando estiver dentro de sua casa, sem que ninguém estranho esteja por perto para ver. Faço o juízo concreto de que talvez poderia haver um público mais adulto para esse tipo de produto. Os leitores veteranos das revistinhas - aqueles que já têm seus 20, 30, 40 anos ou mais - são mais desprovidos de preconceito e possuem uma fidelidade e amor em nome dos gibis que leram (e ainda leem) tal qual o foco especial, as crianças de 3 a 10 anos, infelizmente não têm. Embora eu já tenho visto homens bem gostosos vestindo uma camiseta com a Madonna, Mickey e Minnie, mas ainda não vi nenhum pagando para uma estampa da turma da Mônica. Mas, pode ser perfeitamente possível, sim!

Que tal a MSP pensar em agradar seus leitores veteranos, que são os que mais prestigiam suas obras e as guardam com carinho? São eles quem vão às bancas e escolhem as revistas que vão levar - ou, no mercado, são eles quem vão dar preferência aos produtos que levam o selo da turminha. Por que não incentivá-los ao consumo e por que não procurar melhorar o teor das aventuras em quadrinhos pensando neles? Afinal, o que é muito bom para os adultos vai acabar despertando a atenção das crianças. "Por que será que meu pai guarda com tanto carinho esses gibis?", deve pensar um filho pequeno e curioso, "Algo de muito bom deve ter ali. Quero ver!"

E o que acontece se as vendas das revistas supostamente começarem a cair muito? Bem... as revistas são de certa forma a porta aberta para que o consumidor queira comprar os demais produtos licenciados. Se um dia esse índice cair e continuar caindo, ficará difícil manter as vendas dos mesmos produtos licenciados no mesmo patamar estatístico, vez que a concorrência é grande, o preço conta também e a turma tão amada ao longo de 50 anos acaba caindo no esquecimento. Chega um dia, então, em que você vê a gelatina de limão com a carinha bonitinha do Cebolinha, mas leva a outra porque, afinal, você não conhece mais o Cebolinha, não sente pego ao personagem, não sente nada, aliás.... então, para você, tanto faz levar aquela bonitinha lá ou a outra que nem tem carinha de personagem nenhum, pois o que importa é a gelatina. E o mesmo pode acontecer com as tais maçãs e cenouras. As fraldas, nem tanto. rsrsrs.... São indispensáveis porque realmente são muito boas! kkkkk..... Ninguém quer ficar trocando fraldas toda hora se tem uma da turma da Mônica que segura bem os excrementos do corpo por cerca de três a quatro horas a mais do que o normal. Sejamos sinceros, tá? rsrsrs... Mas cadê a linha infantil de shampoozinho, sabonete para bebê, loções higienizantes para pele delicada dos pupilos? Até estão no mercado. Mas você já viu alguém levar? Hein? Hein?

Desejo que muitas centenas de revistas possam vir. Quero histórias melhores - que não precisam ser longas e nem ter efeitos de luz e sombra, mas basta a criatividade, a imaginação; um pouco de absurdo e ações - que a gente sabe que não deve acontecer na vida real - também são bem vindos.

Sou eu quem compro as revistas aqui na minha casa. Minha família, quando as lê, assim o faz através de mim. Quero ver esse universo dos quadrinhos continuar sendo referência de geração a geração, fazendo a gente levar a tal maçã da Mônica, a gelatina da Magali, o biscoito da Turma Jovem. Qualquer um desses alimentos vai muito bem como acompanhamento para a leitura de um bom gibi.

E fica aqui registrado todo o meu carinho pelos gibis da turma da Mônica.

Fabiano Caldeira.





sexta-feira, 17 de abril de 2015

[HQ] A Turma do Pererê em: O Videomaníaco


A bicharada anda interessada no filmes que o "Seo Nenem" anda vendo à noite. Tanto é que, aos poucos, a rodinha de conversa do pessoal vai se desfazendo porque a TV vai roubando a atenção. Galileu, por exemplo, ficou tão fissurado que acabou deixando-se levar, misturando vida real com as tramas de ficção. E aí, a trama começa a revelar um perigo: Galileu avista uma turma de pequeninos homens e pensa que se trata dos anõezinhos da Branca de Neve. Os caras são malfeitores, mas logo sacam que a onça macho não estava regulando bem e usam de sua fantasia para atrai-la a uma armadilha. O plano era cruel e Galileu corria grave perigo nas mãos daquela turma. Por sorte, os demais amigos notam sua falta e promovem uma busca na mata, pois temem que algo de muito ruim possa estar lhe acontecendo. Quase todos acabam sendo capturados pelos malfeitores. Digo "quase" porque Moacir foi o único a escapar, retornando logo na pele de um super-herói. Sua identidade real é disfarçada através de uma máscara cobrindo os olhos....kkkkk... que, sendo ele um jabuti, ficou bem caracterizado como um integrante das tartarugas ninja...kkkk..... 

Uma aventura muito bem bolada que abre a edição de número 1 do Almanaque do Pererê. Ao longo da história, vamos conhecendo quem é quem dos personagens - uma turma de bichos que vive em uma mata e tem contato direto com humanos, dentre eles, "Seo Nenem" e Compadre Tonico. Andei pesquisando a respeito desse universo criado por Ziraldo e vejo que esses dois homens não são "flor que se cheire". Na verdade, os supostos anões dessa história estavam a serviço deles, a fim de capturar a onça macho Galileu e arrancar sua pele. 

Não sei bem qual foi a intenção do autor ao criar essa HQ. Esse almanaque é de 1991. Provavelmente trata-se de uma republicação que foi originalmente produzida nos anos 80. Há boas mensagens transmitidas com certo ar de inocência dado aos personagens. Vejo, por exemplo a crítica sobre o hábito de se tornar um amigo da TV, o perigo da alienação que a mídia pode causar, o comportamento perverso do ser humano em contraste com a tolerância entre os animais e a biodiversidade local. Ao mesmo tempo em que Ziraldo morde, depois assopra. 

Os referenciais são divertidos. Tanto que nem percebi que a aventura abocanha 32 páginas, pois me diverti bastante. O Saci, personagem principal e quem dá até mesmo nome ao título da revista, não cai na previsibilidade de ser ele o herói. Isso poderia ser feito, já que ele é "o cabeça" da turma, porém, ficou brilhante o fato de ter sido apenas mais um capturado - tornando-se impotente à maldade humana - e caber a um jabuti, um animal conhecidamente lerdo e supostamente pacífico, dar um jeito em todos aqueles caras... achei genial! 


 --- Banco de Imagens ---







quinta-feira, 16 de abril de 2015

Facebook e os adoradores da comida saudável




E aí uma pessoa bem bacana posta essa foto no Facebook e escreve assim:

"Sem contar que não engorda, desintoxica e retarda o envelhecimento" 

Deveria ser assim mesmo, mas não é. Tudo isso aí "PODE" estar cheio de agrotóxico.

Claro que é muito bom um pratinho desses alimentos crus, desde que a gente tenha certeza de onde vieram. Mas, na maioria das vezes, estamos é nos envenenando para, a médio prazo, darmos lucro pra indústria farmacêutica. 



Facebook: Quando uma ideia não chega a lugar algum


Nessas horas que é bom ter um blogue.

Vi uma deixa para o assunto do momento no Facebook: "demissão em massa de jornalistas".

Embarquei na discussão, pensando que fosse encontrar reflexões bacanas sobre o que está havendo e o que precisa ser melhorado nesse meio midiático da imprensa informativa. Porém, tudo o que encontrei foi uma ação de alguém culpando o profissional da área que não tem diploma, como se ele fosse o culpado por tudo o que há de ruim no padrão de jornalismo de hoje. 

Na boa, me arrependi de ter entrado na conversa. Aliás, já venho me distanciado bastante desse tipo de situação no Facebook e não sei porquê pensei que esta seria uma exceção - um belo deslize meu. Admito que perdi a paciência, mas às vezes fica difícil suportar a maldade das pessoas. Ninguém quer ver o que pode ser melhorado, só ficam mesmo é querendo catar um bode expiatório e fazer com que acreditem que ele é o motivo para as coisas darem errado.

Entendo que o problema dos jornais não é esse. E entendo que há pessoas que sabem muito bem disso, mas não querem que algo seja feito. Ninguém quer pensar em como o jornalismo pode melhorar. Só querem acusar, acusar, acusar. 

Jornalistas estão sendo demitidos porque não há dinheiro para mantê-los. Esse é o ponto. Quando não devia ser. Mas é isso aí, irmão! Vivemos em um mundo capitalista mesmo, onde só sobrevive aquele meio de comunicação que atrai audiência, pois dali vem o o dinheiro. E foda-se o resto todo, foda-se a responsabilidade midiática com o que é levado às pessoas. O negócio é fazer dinheiro a qualquer custo e manter todo mundo em suas cadeiras.




sábado, 11 de abril de 2015

[Revista] Almanaque do Tio Patinhas 24 com aventuras dos Ducktales

Venho compartilhar um bom almanaque do Sr. Patinhas para vocês conhecerem, pois ele ainda pode ser encontrado em bancas e recomendo que garantam logo, caso se interessem, pois o próximo número está prestes a sair. 

Essa linha de almanaques havia sido cancelada e assim ficou por muitos anos, mas, com o sucesso que vem tendo as publicações Disney, foi retomada já há algum tempo, mais precisamente no final de 2010. Vários títulos foram lançados e os mais promissores que estão até hoje são, logicamente, os referentes ao personagens Mickey, Donald, Patinhas e Zé Carioca. 

Cada almanaque contém 84 páginas de republicações. Tenho praticamente a sequência toda - desde o número 3 até o 15 do Donald e, depois, fui adquirindo os seguintes, caso me chamassem a atenção. 

Algumas poucas vezes a seleção de HQs era dentro de um tema. Isso é bom, pois proporciona um diferencial àquela determinada edição, quebrando a hegemonia de um almanaque a outro. Exatamente foi esse o caso de agora, onde, neste almanaque de número 24 do Sr. Patinhas, resolveram incorporar as aventuras do Ducktales. 

Já fizeram isso antes, no número quatro do mesmo título (Almanaque do Tio Patinhas 4, Setembro de 2011), mas não o comprei por puro deslize mesmo. Quando fui à banca, não tinha mais! Foi por isso que garanti logo este número 24, pois já não queria perder mais um material dos Ducktales. 

Gostei da seleção de histórias, principalmente as que aparece a Maga Patalójica, pois no seriado da TV eu dificilmente a via. Também gostei de ver o Gastão inserido em uma das tramas, já que não me lembro dele no seriado. Além disso, foi nostálgico rever alguns personagens específicos como o Capitão Boing, a Patrícia e o Asnésio, por exemplo. 

Qualquer dia desses, compartilharei algumas dessas histórias com vocês. A priori, fica mesmo registrada a minha admiração pela edição. Abraços!




sexta-feira, 10 de abril de 2015

[HQ] Cascão em: O Sósia



E aí que é de se espantar ver uma HQ que abre com o Cascão andando, todo limpo e asseado, de repente ele cai em uma poça de lama e fica com raiva de ver-se sujo. E aí, ao virar a página, vê-se esta imagem que coloquei: Cascão caindo no lago, com muito gosto, para ficar limpo daquela sujeira toda e... eis que surge, então, o verdadeiro Cascão. Trata-se de duas pessoas diferentes, mas completamente idênticas. 

Isso já aconteceu uma vez entre Mônica e Gilda, nos anos 70 - Gilda era idêntica à Mônica, inclusive com o mesmo vestido vermelho, mas sua personalidade era doce, sem agressividade; às vezes, fico pensando que a Mônica verdadeira deve ter morrido e que os quadrinhos atuais devem mesmo é estar sendo protagonizados pela Gilda, isso sim! rsrsrs.... 

Voltando ao foco, como vemos na imagem acima, esse Cascão limpo, na verdade, é o Geraldino Augusto da Silva Sabrino - e não o Cássio Marques de Araújo (o verdadeiro Cascão que conhecemos tão bem). A historinha não explica bem de onde veio Geraldino, mas Cascão logo resolve pregar uma peça na turma toda, fazendo com que o menino se passe por ele. Dessa forma, vendo-o limpinho, o pessoal iria parar de pegar no seu pé para dar-lhe banho. Naquela época, era comum a turma bolar uns planos para dar um banho no Cascão. Hoje em dia, já não há mais essa característica nas atuais histórias.

Acaba sendo muito engraçado o espanto de todos. Mônica chega a querer beijar o suposto amigo no rosto e uma equipe de TV é chamada às pressas para documentá-lo tranquilamente dentro de uma banheira cheia de água no meio campinho (....kkkkk....). Por causa da repercussão televisiva, os pais de Geraldino aparecem e acabam com a brincadeira toda. O verdadeiro Cascão é encontrado tentando arrumar coragem para pular no lago, mas, no instante em que pula, é salvo por uma mão desconhecida que aparece dos céus e logo revela ser a mão de um leitor. 

Penso que essa história deveria ter entrado para aquela coleção de luxo em homenagem aos 50 anos do personagem, pois é muito boa. 

Ela foi publicada pela primeira vez em Cascão 47 - Editora Globo, 1987, já no fim do segundo ano na editora. Eu a tenho em uma publicação de 1998, intitulada: "Coleção Um Tema Só - Cascão - Cascão x Água". São cerca de 196 páginas com republicações de histórias sobre o tema - essa trama é a última. Os anos de origem são, na maioria esmagadora, de 1987, 88, 89, 90, 91. Como a seleção é enorme, não teve como fazer uma postagem falando de toda a revista, mas é claro que, ao longo do tempo, de vez em quando, irei compartilhando mais HQs dela.

Abraços a todos.

Fabiano Caldeira.



quinta-feira, 9 de abril de 2015

Antissocial

Venho percebendo que ando ficando meio antissocial. Não sei é o fato de perder o interesse no diálogo humano ou se pode algo mais grave e desconhecido. O fato é que me fechei para meu mundo, as pessoas que já fazem parte dele e minhas leituras de tal forma que chega a ser incômodo algum acontecimento inesperado. 

Exemplo: hoje recebi uma visita surpresa da futura sogra do meu irmão e seu "namorido". Eu a vi uma única vez e gostei, achei-a simpática, mas foi numa festa de fim de ano onde ela me chamou e também mais umas 50 pessoas. Então fui apenas mais um a ir lá. De repente ela me aparece aqui, sem avisar nem nada, minha casa precisando de uma limpada e eu com preguiça, não tinha nem comida, pois meu companheiro almoçou onde estava (em reuniões) e eu me virei com pão e qualquer coisa, precisava ir ao banco retirar dinheiro, pagar contas... mas, enfim... tratei bem, com educação, batemos um papo, tomamos cerveja, suco, água etc.... depois de uma hora e meia foram embora porque cometi a deselegância de concordar que era preciso eu mesmo me voltar aos afazeres do meu cachorro-quente de logo mais, esta noite.

Peguei-me pensando no que está acontecendo comigo. Percebi certas coisas neles que prefiro não expor, mas que me avisaram que poderiam não ser as pessoas encantadoras que pensei que fossem. Ao mesmo tempo, percebo que posso estar apenas julgando alguém por causa do constrangimento que tive. 

Ando me sentindo muito bem quando passo o dia desenhando, lendo ou com alguém do meu convívio de sempre, ou seja, a família bem próxima e rotineira. Mas, quanto mais sozinho estou, melhor me sinto. 

Até a internet tem me surpreendido. O Facebook está me causando certo asco. As notícias divulgadas na Internet me fazem sentir pior ainda. O que gosto mesmo de fazer é atualizar meu blogue, ler alguns blogues "amigos" e alguma divulgação de quadrinhos a fim de me situar de novidades nessa área. Fora isso, sinto que chega a ser uma perda de tempo pra mim.

Acho que estou me tornando antissocial. Talvez seja uma psicose, talvez sejam as pessoas mesmo ou o próprio diferencial que quebra a rotina já tão conhecida e estabelecida por mim. Muita coisa me cansa atualmente: o papo de desenhistas que ainda nem conseguiram seu lugar ao Sol, as divulgações maciças de cada título de HQ como se fossem imperdíveis, o mesmo papo de rede social de sempre, cheio de lições de vida e moral, e opiniões que deve ser seguidas. Foda-se tudo isso. Sou uma pessoa real, gosto dos meus defeitos, tenho preguiça de limpar a casa (mas limpo, embora não com muita frequência), gosto de ver tosquice na TV, de ler tosquice também, não gosto de gente só fala em Deus com aquele papo de "quero te levar pra minha Igreja". Nossa! Como tenho vontade de amarrar pessoas assim numa árvore, encher de gasolina e botar fogo. Tem dias que tenho a impressão de que não entrei no meu face, mas sim em algum culto da Universal.

Estou muito cheio de muita coisa e aqui neste meu mundinho pelo menos leio comentários e postagens de outros blogues que fogem um pouco dessa coisa toda. não me esperem chamar parentes pra um churrasquinho de domingo com muita carne e cerveja. Prefiro morrer em cima da minha cama a aturar coisas desse tipo aqui na minha casa. Sei lá..... acho que estou pronto pra ir embora daqui.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

[Vídeo] Gibis do Ziraldo, Recruta Zero, Binho e Quinha, o Demônio das Matas


O vídeo de hoje tem vários assuntos. Começa abrindo um envelope contendo duas revistas do Ziraldo que comprei. Também mostro o título Recruta Zero 19 e a cagada que a editora fez em sua impressão, e termino falando de Binho e Quinha e também "O Demônio das Matas", produções do artista Eberton Ferreira.




Contato do Moacir Torres, que vende os gibis:
http://www.emtgibiteria.blogspot.com.br
estudioemt@gmail.com

Abraços a todos.
Fabiano Caldeira.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

[TV] "Gostei" e "Não Gostei" sobre vários programas


Serei bem objetivo em compartilhar algumas coisas sobre TV. Como são muitos assuntos, vou usar termos como "gostei" e "não gostei" para facilitar dinamizar a postagem.


Não gostei - Babilônia - A TV fica ligada onde trabalho vendendo meu cachorro-quente, mas, não tenho gostado nada do que tenho visto nessa novela até aqui. Acho ela muito "fake". Pessoas que moram no Morro da Babilônia, em casas que não possuem uma lâmpada no centro do cômodo. Todas elas possuem apenas penas luzes direcionadas, colocadas em alguma lateral da parede. Gente rica acordando toda maquiada e de cabelo arrumado.... e gente pobre também. Todo mundo no morro é feliz, de bem com a vida. Bom... não quero falar mais a respeito, mas eis um pouco dos motivos que essa novela não me pegou. Sem falar que os atores vivem com a cara cheia de botox. Estejam sorrindo ou chorando, não franzem a testa, não enrugam a cara, não possuem expressão nenhuma. "Fake a lot"

Não gostei - Bem Estar - O programa vem se tornando um tipo de "reality" do gordinho comilão. hoje chegaram ao cúmulo de filmarem a visita que o apresentador Fernando fez à sua família. Um almoço regado a comida caseira de mãe e um bom churrasco foi feito. E não é que a câmera ficou focada o tempo todo, contando quantas peças de cada comida ele estava comendo? Que decadência da emissora! Ele certamente consentiu que isso fosse realizado, mas, espere aí! Isso é uma tremenda falta de educação: contar que o cara comeu cerca de não sei quantos pedaços de frango, quantas colheres de arroz ele comeu durante umas tantas horas, sem parar. E comentários do tipo: "Já se passaram duas horas e ele ainda está comendo!" -- ora! vai te catar! A Globo já foi melhor de programa.

Não gostei - Mais você - Ana Maria Braga cheia de dedos diante de Fernando, participante que deixou o BBB15 ontem à noite. E ele? Mais constrangido ainda diante da amostra de vários momentos dele na casa e da cobrança que a produção estava fazendo para que ele desse satisfações de seus atos. Aliás, esse programa matinal já exibiu momentos assim várias vezes com outros participantes que foram saindo do "reality". Na boa, não tem mais pauta? Acabem com o programa! Não o transformem em uma central de barracos e constrangimentos. É chato para os apresentadores e também para o convidado. Dias atrás, Cissa Guimarães estava cobrindo as férias de Ana Maria e deu para perceber que ela estava visivelmente constrangida de se ver obrigada a estar ali, tendo que expor o convidado a tal situação. Acho que Ana Maria merecia mais. Muito mais!

Não gostei - Xuxa na record - Foi tanto bafafá em sua ida para a Record, mas até agora nada vi de concreto a não ser uma assinatura contratual. Muito foi prometido, mas, sinceramente, não estou gostando nada do rumo que as coisas estão tomando. A Record insiste vincular a imagem de Xuxa ao passado já desgastado de rainha dos baixinhos, quando, na verdade, deveria dar uma oportunidade de deixá-la recomeçar oferecendo uma porta a um caminho totalmente novo. Além de mostrar que a emissora do bispo na verdade, tieta e inveja a programação da Globo, parece que  tal inovação e evolução de Xuxa parece ser só coisa pra gringo ver.

Gostei - Clarêncio, o otimista - Descobri esse desenho animado por acaso no Cartoon Network. O personagem tem a maior cara de bobo e seu comportamento realça bastante isso com um toque de peraltice. Os desenhos são propositalmente simples, pois há jogos de luz e sombra quando o momento pede, mas normalmente não é necessário. É bom ver que nem tudo que é infantil, hoje em dia, tem que ter altas noções de sombra, luz, anatomia e estética. Também é bom ver que o desenho comum vem resistindo à tecnologia gráfica computadorizada de animação como, por exemplo, os pinguins de Madagascar, Kung Fu Panda e outros do gênero.

Gostei - Gravity Falls - Desenhos da Disney que não têm cara de Disney. Esse não é o primeiro com essa característica, mas posso dizer que é o mais simpático dessa leva contemporânea Uma pena que os horários mudam constantemente e quase não ando podendo acompanhar. Mas deixo a dica de um bom desenho atual com turminha de gente pequena interagindo com adultos no melhor estilo familiar. 

Gostei - Amor Veríssimo - Trata-se de episódios que apresentam sempre uma circunstância que visa focar uma espécie de forma de amar. Não necessariamente insistem na velha fórmula de "como você deve viver bem em um relacionamento". Os atores são os mesmos, mas os personagens mudam, pois a história é sempre diferente. Achei bacana essa característica. Não força para dar lições de moral, mas apresenta alguns olhares sobre determinados acontecimentos. A trama simplesmente vai se desenrolando e deixando que o telespectador é que pense a respeito (ou não). O ator Pedro Monteiro me lembra o Chaves, não sei porquê. Uma pena que tenha poucos episódios, apenas 13.

Gostei - Questão de Família - Uma série protagonizada por Edu Moscovis na pele de um juiz da vara da família, deixando-nos perceber que seu passado de abandono pela mãe está sempre presente no íntimo de seu ser. Os episódios são um tanto melancólicos, o que não é recomendado a quem gosta de dinamismo e ação. Mas acaba sendo interessante o conteúdo apresentado, que nos dá uma certa ideia do sistema judiciário e nosso "esquema" de leis e decretos. Apesar do GNT ser uma extensão forte da Globo, é muito bom ver o ator fora daquele engessamento do canal aberto. Uma pena que também conta com apenas 13 episódios, mas, por outro lado, é bom também, pois assisti apenas a três e, com isso, dá fôlego para procurar assistir os outros.

Gostei ou não gostei [indecisão] - The Taste Brasil - Vi apenas um episódio ontem, enquanto fazia meus desenhos, e simplesmente há momentos legais no programa de competição de venda de comida em trailers na rua. Mas também há coisas que não curti nada. Por exemplo, há um cara que formou sua turma de competidores e ele a todo momento tem uma comportamento intimidador e, às vezes, mesmo sem um palavrão, seu próprio jeito "machão e mandão" é indesejável. Acho desnecessário. O ponto alto, na minha opinião, esteve na hora da venda das refeições. Nem tudo sai maravilhosamente como planejado - às vezes é preciso improvisar. Às vezes dá certo e, outras, não. Um retrato mais real do que os profissionais dessa atividade acabam enfrentando no dia a dia, sem muito floreio nem disfarces porque estão na TV. Acho que preciso assistir a mais episódios para saber se vou gostar ou não.


É isso, pessoal! Faz tempo que queria compartilhar o que ando vendo na TV. Por outro lado, não queria postagens enormes sobre cada assunto desses. A ideia de condensar cada programa é algo que me agrada e talvez farei mais vezes, até conseguir mesmo ser bem mais objetivo a ponto de fazer uma postagem sobre um só assunto sem escrever demais. Algumas imagens que ilustram são apenas de divulgação das atrações e podem ser vistas em seus respectivos canais de origem como GNT, Cartoon Network, Disney Channel, por exemplo. 

Abraços. Tudo de bom!









sexta-feira, 3 de abril de 2015

[Revista] Turma da Mônica 99 - o copia e cola faz a festa nas páginas





Tentei até resistir, mas essa capa me atraiu tanto que acabei trazendo a revista. Faz tempo que não vejo uma arte tão simples assim em um título da MSP. Quem me acompanha desde os blogues anteriores, sabe que tenho um carinho especial pelo nome "TURMA DA MÔNICA", pois foi com uma revista dessas que voltei ao habito de ler os quadrinhos da MSP após um longo hiato e ter recomeçado até então pela Disney. 

Curiosamente, essa revista chega cerca de 10 a 15 dias depois das primeiras mensais. Logo, você ainda a verá nas bancas, pelo menos, até o dia 17 ou 20 deste mês. 

As histórias são boas, com bastante personagens e, sobre isso, o ponto alto é o aparecimento de alguns que normalmente não dão as caras nas demais. Se bem que já nem sei mais se aparecem, pois ando meio desligado dos últimos materiais novos há vários meses. Chamou-me a atenção o Alfacinha, um menino português. Os outros já são bem conhecidos: Xaveco, Franjinha, Anjinho, Titi, Jeremias, Luca, Dudu etc. 

Os desenhos também são bonitos. Deram uma caprichada no cenário de alguns quadros maiores, isso é muito bom, indica atenção e zelo. Porém, insistindo nesse foco, não sei explicar muito bem, há algo de estranho nessa arte linear de desenhar os personagens. Vejam a imagem abaixo:



Nos três primeiros quadros, o rosto da Mônica é exatamente o mesmo. Fizeram um "copia e cola" ali. O do Anjinho também acontece isso e vemos tal exemplo no segundo, quarto e quinto quadros. Aí, logicamente, colocam um traço ao redor dos olhos quando a expressão indica uma reação exagerada, mas, retire os tais tracinhos e você verá.... "tcham, tcham, tcham, tcham!"... mais um "copia e cola" do mesmo rosto. Olhe só o último quadrinho: a priori a gente pensa que é um primor fazer tantos desenhos do Anjinho onde indica o movimento da cena. Ficou bonito de se ver. Mas, olhando friamente, a gente percebe que estão iguais. Foi tudo um monte de "copia e cola". O único que teve uma certa atenção foi o último à direita, pois ele está de costas e com os braços abaixados. E também um que está bem no meio da página à esquerda, as pernas estão diferentes (porém, eis que é a única diferença nele, pois, do tronco pra cima, está tudo milimetricamente igual). 

Andei observando e percebi que essa característica predomina ao longo de todas as páginas, em todas as historinhas com mais de uma página. Será que farão assim sempre? Em algumas vezes, mudam a boca e as expressões dos olhos, mas dá para notar que a mudança foi bem pontual e o resto foi novamente "copia e cola". Então, foi isso que quis dizer quando citei acima que "os desenhos são bonitos, mas há algo de estranho nessa arte linear de desenhar os personagens". 

Eu acho uma pena! Não vou entrar em devaneios de ficar pensando no porquê está acontecendo isso. É óbvio que a demanda vem sendo maior do que a produção. Há cerca de sete títulos, todos os meses, só com a turminha da Mônica (inclui-se Chico Bento), além de Neymar e Ronaldinho Gaúcho e, periodicamente, a Tina. Ah! E também não podemos nos esquecer da versão "Jovem" da turma e do Chico. Então, trata-se de muitos títulos - o procedimento de desenhar e finalizar manualmente cada quadro de HQ não é nem um pouco veloz, mesmo que a pessoa já tenha muita habilidade, essa velocidade sempre acaba sendo limitada em busca de não errar na execução manual do trabalho. O jeito foi apelar mesmo aos recursos e truques digitais, pode-se dizer assim, com personagens pré-feitos e um bom programa de edição que permite mexer apenas em detalhes e reaproveitar todo o entorno. E o "copia e cola" é a melhor coisa já inventada nestes tempos de informática. Dá uma agilidade incrível a um texto ou imagem  a fim de reproduzi-los várias vezes. Só acho que essa realidade precisa melhorar um pouco. Os desenhos são bonitos, mas as expressões estão estranhas - é como se os personagens estivessem meio que em transe. 

Logicamente que essa era digital veio para facilitar as coisas a esse meio, mas, a meu ver, nada ainda substitui o desenho feito à mão no clássico esquema "quadro a quadro". Sou a favor de diminuir drasticamente os títulos no intuito de se obter desenhos ainda melhores, feitos à mão.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

[Vídeo] Recebendo a revista "O Eremita do Iceberg"


Há alguns dias os Correios me trouxeram finalmente a revista que tinha comprado na Editora 42 - O Eremita do Iceberg. O vídeo mostra eu mesmo abrindo o envelope. Um abraço ao Diego Marinho, criador da revista, das HQs e do blogue homônimo já há tanto tempo sendo sempre atualizado com seu material que me dá um bom minutinho de alegria.

O blogue do Eremita do Iceberg -
http://oeremitadoiceberg.blogspot.com.br/

Para comparar a revista pela Editora 42 -
http://www.editora42.com/