sexta-feira, 27 de março de 2015

[Revista] Pato Donald 2441

Com o mercado cada vez mais superaquecido com os encadernados especiais, é preciso manter um olhar no formatinho: aquelas revistinhas simples, de poucas páginas, que são vendidas nas bancas e que aprendemos a conhecer como "gibis". Evidentemente que o encadernado tem seus méritos, porém, foi o velho e antigo formatinho quem acabou abrindo as portas para a leitura de quadrinhos. E não acho justo simplesmente deixá-lo de lado agora. Deve ser porque gosto de seu padrão simples. Sim. é verdade que o papel deveria melhorar um pouco, mas o intuito de entreter com boas histórias ainda está lá - e um bom exemplo são as revistas da Disney publicadas pela Editora Abril.

Falando especificamente do Pato Donald, é o título que mais gosto. Apesar de ficar um pouco cansativo ver a família pato ao longo de todas as 50 páginas, é gostoso ler suas HQs cheias de confusão ou aventura. Donald é um personagem que acabou retratando bastante o comportamento de muitas pessoas que conheço, inclusive o meu mesmo, então deve ser por isso que aprecio tanto.

A edição de Março deste ano traz o numero 2441 na capa. Fico pensando em quantas revistas conseguiram essa numeração assim tão grande. Nenhum outro título me veio à cabeça. É verdade que há outras turmas por aí que, se somarmos a numeração de todas as edições, certamente estaríamos com algo bem páreo. Entretanto, a realidade é o que consta nos autos. E nos autos, infelizmente, preferiram reiniciar a numeração dessa turma a cada mudança de editora. Uma pena, pois adoraria ver o número 1000 em um capa desses personagens. Ver o número 2000 então seria o máximo.

Voltando ao foco, esta edição abre com uma HQ italiana que diferencia bastante o teor do enredo. Trata-se de uma situação onde a casa de Donald é colocada à venda. Mas ele não fez isso e nem seus sobrinhos. Então, quem fez? A descoberta levanta um certo tipo de sentimento que não se costuma encontrar normalmente em suas histórias. De certa forma, pode-se considerá-la um tanto mais infantil do que o habitual, mas não pense que é menos genial. Os diálogos convencem. Ver o Prof. Ludovico, Peninha e Gastão interagindo juntos também acabou ficando bacana. Na real, gostei dela. Diferente dos moldes habituais, mas não é ruim. O MISTÉRIO DA PLACA tem roteiro de Jacopo Cirilo e desenhos de Silvia Ziche. 

A PATRULHA DA PÁSCOA (Roteiro: Sune Troelstrup / Desenhos: Francisco Rodriguez Peinado) vem em seguida, mostrando um Tio Patinhas ambicioso por vender seus ovos de chocolate e coelhos aliens salvando Patópolis de uma terrível invasão do espaço. Putz! Fazia tempo que não lia algo tão divertido com tema da Páscoa! Uma aventura nota 10!

E MAQUIAGEM DUVIDOSA (Roteiro de Kai Vainiomâki / Desenhos: Arild Midthun) encerra a seleção do mês já abrindo uma situação inusitada onde vemos a Margarida com o cabelo, digo, as penas da cabeça diferentes. Ela busca mudar o penteado para o evento costumeiro que reúne aspirantes a poetas de Patópolis. Donald já começa a ficar apreensivo, pois sabe que será obrigado a ficar indo e ouvindo a declamação de muitos versos. Ele pede para que o Prof. Pardal lhe dê um invento que lhe proporcione algo que deixe a Margarida contente, assim, ela não pegará tanto no seu pé no caso de ele ficar desanimado durante o compromisso de logo mais à noite. Acontece que a criatividade do Pardal, como sempre, vai muito além das expectativas do pobre pato. O que era para ser apenas um agrado à namorada, acaba virando um produto para usar em diversas situações. Achei muito hilária essa trama. Eu mijei de rir em alguns momentos. Muito gostoso ver como a Disney ainda me faz rir gostoso com essas histórias.

E para encerrar definitivamente, a seção de cartas (que, na verdade, são de e-mails). Dos cinco e-mails colocados, conheço o Thiago Machuca: uma figura já dos velhos tempos da comunidade Disney no Orkut. Embora eu não tenha mais contato com ele, sempre é bom rever essas pessoas e saber que ainda leem e têm o ímpeto de escrever à revista.


Pato Donald 2441 - Março de 2015 - Editora Abril
Capa linda, todo mundo alegre, brincando na praia


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