quinta-feira, 12 de março de 2015

[Livro] O Diário de um Mago

Todo brasileiro que diz gostar de ler livros e tem esse hábito com muita frequência, em algum momento, já se deparou com alguma obra de Paulo Coelho. Alguns falam mal. Outros dizem que gostam. Não conheço muito, mas uma - até então digo que seja a mais marcante - que fiz questão de ler é "O Diário de um Mago". 

O que eu achei? Bem... trata-se de uma narrativa em primeira pessoa e dá a impressão de que o próprio autor é quem narra sua aventura pelo caminho de Santiago. Na verdade, é uma trajetória que envolve vários lugares e, apesar de não entender muito bem do que se trata essa referência histórica, parece ser um meio comum e bastante conhecido a quem vê necessidade de andar, andar e andar em busca de um sentido para a vida. Deixando a veracidade do local de lado, atendo-me apenas à trama, é o seguinte: 

Paulo Coelho é sempre o fodão. Posso estar cometendo um equívoco, mas foi o que senti ao ler este e mais dois outros títulos publicados em épocas semelhantes. Ele gosta de contar como foi sua experiência em determinado local, floreia os assuntos de forma que ele mesmo aparece como sendo "o cara" da situação. Se você já viu alguma entrevista dele por aí e consegue digerir todo seu egocentrismo projetado no personagem, saiba que já está a um passo de devorar o livro todo, uma vez que seu relato é bem fácil de se ler.

De lá para cá, algumas outras edições surgiram e não sei dizer se algo foi mudado, acrescentado, retirado etc. Espero que as editoras que estão responsáveis pelas recentes publicações deste título tenham um pouco de bom senso e percebido  como soam bestas aquelas partes anexas onde ele ensina como realizar supostos contatos com demônio e demais exercícios digamos "espirituais". Além de não acrescentar tanto ao que realmente importa na evolução dos acontecimentos, ainda pode contribuir  para que algumas pessoas de mente fraca realmente desempenhem aqueles exercícios e sejam subjetivadas a acreditarem que estão mesmo obtendo alguma experiência paranormal. E tudo o que não desejo é ver, em pleno ano de 2015, ainda mais pessoas loucas acreditando que Paulo Coelho realmente é um mago capaz de ter aberto um canal oculto a elas para suas comunicações com seu anjo ou demônio particular. Já temos doidos religiosos demais e não precisamos de mais essa vertente.

Concluindo, até parece mesmo que meti o pau nesse livro, mas é que simplesmente não dá para aceitar direito como uma história envolvente - que chega a ser apaixonante - de um peregrino ofereça seu espaço a rituais duvidosos de magia que simplesmente não precisavam estar ali. Foram colocados apenas por uma questão de impressionismo, inflar seu ego que na época fazia questão de se promover como sendo um mago. É possível não se prender a esse detalhe e desfrutar da leitura - e obter prazer com ela. Trata-se de um de seus primeiros romances, um início nessa jornada de escritor que ele segue com sucesso agora. Não sei o que mudou hoje em seu modo de escrever, pois ainda não tive a oportunidade de ler seus lançamentos recentes. Até tenho vontade de conhecer "O Zahir" e "Adultério". Acredito que isso acontecerá em eu devido tempo. 

No Skoob há uma página sobre a edição que tenho. Quem quiser, pode ir dar uma xeretada lá. rsrsrs...


2 comentários:

  1. É complicado falar de Paulo Coelho. Realmente, esse lance de "mago" mexe com as nossas cabeças. Não sei se ele é um mago. Mas gosto de dizer que, certamente, é um sujeito poderoso. Ele conseguiu alcançar um posto reservado apenas a poucos "escolhidos" pelo cruel mercado midiático. Conseguiu vender muito livro, mesmo vindo de um idioma marginalizado como o nosso. Isso deve dizer alguma coisa sobre seu "poder", sobre sua "magia".

    Nunca li este livro. Mas li e gostei de O Alquimista, por exemplo. Acho que quem escreve algo como aquele romance simples e bonito, merece sempre um pouco de crédito. Mas, claro, quando escrever merda, merece receber a crítica devida. Quem está na chuva...

    Ainda penso em ler mais de Paulo Coelho. Tomara que eu possa viver o suficiente para isso.

    Abraços!

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  2. Então, a postagem ficou meio com um ar de crítica, mas Paulo Coelho tem uma leitura prazerosa e bem fácil. Pelo menos os primeiros títulos que o fizeram, costumam ser assim. Os que vieram depois, ainda não sei.

    Obrigado pela presença! Abraços.

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Peço educação e gentileza na troca de ideias. Obrigado!