segunda-feira, 9 de março de 2015

[Livro] Labirinto da Morte

Continuando o embalo de postagens inspiradas na próxima Sexta-Feira 13 deste mês de Março, desta vez trago um livro.


Labirinto da Morte


Do mesmo escritor de "Blade Runner, o Caçador de Andróides", a trama me envolveu com a premissa de saber como seria a rotina de um grupo de pesquisadores que é levado a um planeta com grande potencial de vida, intitulado Demak-O. 

Trata-se de uma trama futurista, planejada e desenvolvida supondo que a humanidade já estava em uma era de grandes descobertas acerca do universo e da existência de algo maior que poderia ser considerado Deus,  assim como suas presenças que constroem e também as que destroem.  Apesar dessa explicação, a leitura é fácil, pois não se prende muito a teorias de evolução e nem de apontamentos sobre a existência de algo Maior. O foco é o comportamento dessas pessoas - homens e mulheres - que precisam se autoajudar em Delmak-O, pois algo estranho acontece naquele lugar. Algo que faz com que a morte não seja algo tão distante deles quanto ficou a Terra.

Infelizmente não entendi a última página. Não sei "comi bronha" em algum momento. Vi duas interpretações: uma, de que tudo poderia ter sido um mero sonho e, outra, de que houve uma certa absolvição a "alguém" que simplesmente foi levado a viver sua vida sendo transferido a um ponto-espaço referente ao tempo anterior àquela experiência toda, como se nada tivesse acontecido. Mas, como disse antes, pode ser que não seja nada disso e eu não tenha prestado atenção em alguma coisa, o que é difícil de acontecer, uma vez que a narrativa é bem fácil de assimilar e eu praticamente voei pelas páginas. 

Mesmo não tendo compreendido os últimos parágrafos da história, não tenho como dizer que foi ruim. Eu gostei muito. Em uma escala de 0 a 10, dou nota 8,5. Por quê? Pelo fato da minha falta de compreensão no fim e também achei que poderia ser trabalhado mais o lado teórico do fundamentalismo existencial do universo, Deus, formas positivas de construção e destruição das coisas. Apesar da sinopse nos ambientar ao fato, faltou algo a respeito na trama. Algo que talvez oferecesse uma reflexão. 

Há um link no Skoob que mostra exatamente qual edição eu tenho, lançada em 1990 pela Editora Melhoramentos, com cerca de 200 páginas.



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