sábado, 28 de fevereiro de 2015

[Meus Desenhos] A GATA PRETA E CEGUETO




Tirinha inédita com a gata preta e seu amigo Cegueto. Por curiosidade, a gata preta se chama Turmalina e é siamesa. Cegueto é persa. Ainda tem o Branquinho, outro gato de raça desconhecida que já apareceu em uma tirinha, mas acredito que pouca gente viu. 

Caso alguém ainda não saiba e está a pensar: "O que aconteceu com os desenhos do Fabiano?", aproveito para explicar que, ao desfazer o blogue onde publicava minhas HQs, fiz a página no Facebook especialmente destinada a esse fim. As Gêmeas ainda caminha devagar na publicações de tirinhas. Isto porque a própria rede permite algo além. Brincadeiras são feitas usando artes já prontas e mudando apenas a mensagem. Há material de minha autoria sendo publicado todo sábado no Estúdio Armon. Antes era preto e branco, mas agora voltou a se colorido, pois assim prefiro.

Ainda continuo desenhando aquela HQ do Lobisomem, que está nas suas 50 páginas. Está demorando e encrencando muito mais do que imaginei, mas dizem que o que dá trabalho e dor de cabeça é que tem um resultado que compensa. Estou confiante!

Abraços a todos!

Fabiano Caldeira.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

[Revista] Mônica 131 com menos páginas e mais conteúdo

Em Março de 1981, as bancas recebiam a revista da Mônica de número 131. Impressionante como naquela época, apesar de poucos recursos, as HQs tinham algo que falta hoje em dia. Contando com uma tirinha de três quadrinhos na página do expediente da editora, temos um total de 14 historinhas. A maioria era bem curta, sem enrolação, indo direto ao foco. 

Além de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, participaram Chico Bento, com duas HQs, Bidu (também com duas HQs), Pipa, Rolo e Tina às voltas com a minissaia e Horácio. 

Merecem destaques as tramas:

A FIGURINHA DA MÔNICA
OLHA A MÃO!
A DE VESTIDINHO VERMELHO
O SALVAMENTO
A GISELDONA
DE OLHO NA MÍNI
OS LOUCOS

São 68 páginas que divertem bastante. Ainda temos propagandas que hoje são consideradas clássicas como uma página referindo-se à extinta Lojinha da Mônica, outra divulgando a revista do Pelezinho, um álbum de figurinhas dos super-heróis Marvel, uma cartilha da Mônica, a Enciclopédia do Estudante, um álbum de figurinhas da turma da Mônica onde cada cromo trazia um ditado popular. E curiosamente a HQ "A Figurinha da Mônica" traz uma situação ilustrando justamente figurinhas com esses provérbios. Uma propaganda com imagens "transfer" (aquelas que eram transferidas do papel onde vinham para alguma outra superfície quando molhadas ou arranhadas no verso) e uma boneca chamada Lalá, da Estrela - ela vem com várias roupas e um cachorrinho bem bobinho chamado Lulu. Também tem uma promoção da Estrela onde o leitor tinha a chance de ganhar algum brinquedo, mas não dá para saber o regulamento, pois provavelmente deveria ter algum lugar para preenchimento de dados cuja página foi cortada. rsrsrs.... É bem interessante olhar esses informes publicitários e verificar como eram legais. 

Além disso, ainda tinha a seção de cartas, intitulada de "Vamos bater um papo?" e os "Miniartistas do Estúdio", que se dedicava a mostrar desenhos feitos por crianças que passavam pela Lojinha da Mônica. Naquele tempo, ainda não havia os títulos do Cascão, Chico Bento e Magali. Mas era comum encontrarmos, por exemplo, historinhas do Chico. O mais interessante, neste foco, foi ver em várias páginas desta edição uma nota de rodapé informando que a revista número 100 do Cebolinha vinha aí e que seria imperdível.


BANCO DE IMAGENS
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

[Revista] "Terrível" - o adjetivo ideal para as revistas da MSP

Às vezes fico pensando e me pego em devaneios sobre o que se passa em uma empresa como a MSP, que tem a faca e o queijo na mão para uma boa produção de quadrinhos, independente de qualquer coisa, porém, estão a fazer elementos cada vez mais decadentes. Eu tenho 37 anos  cresci lendo turma da Mônica. Já achava a fase Globo meio "diferente" da Abril, mas agora, nessa era Panini, parece que só piorou. Nem vou bater na pauta do politicamente correto exagerado. A questão, acredito, deve ser mais abrangente, pois não se consegue obter bons frutos de jeito nenhum. Quando tem-se bons desenhos, o roteiro é fraco. Mas quando temos boas ideias, uma trama que parece ser interessante, são os desenhos que acabam decepcionando. 

Lembro bem do mês passado, quando vi a capa do menino "calamujo" e pensei que a revista do Cebolinha viesse com algo marcante a oferecer. Afinal, não é todo dia que ele vira um bicho tão nojento como tal. Este mês foi a revista da Mônica que mais pareceu estar interessante para mim. Fiquei com muita vontade de comprá-la e saber como andam as histórias. Afinal, a capa estava um show de bola. No mínimo, eu ia encontrar uma boa aventura com muitas páginas e certa ação para relembrar talvez os muitos anos que se passaram e que a turma realmente se envolvia em situações melhores. 

Encontrei a edição na FNAC, quando um dia fui passear em um shopping, e me dispus a folhear. Que decepção! O miolo da revista é completamente diferente da capa, que oferece um bom visual com impacto regado a vários personagens e cores marcantes. O interior é simples de dar dó. A turma da Mônica sempre usou e abusou dessa simplicidade. Desde seus primórdios, esta tem sido a principal características desses quadrinhos que nada oferecem além daquela casinha lá no fundo do cenário e um gramado aos personagens. Até aí, tudo normal. A constatação ruim fica a cargo de que os desenhos não agradam. Aquelas caretas excessivas de olhos esbugalhados - completamente diferentes dos habituais - predominam durante grande parte nos quadrinhos da trama principal. Será tão difícil a alguém da diretoria da empresa entender que aquelas expressões não devem ser usadas tão levianamente justamente por serem muito distintas das tradicionais? Fica feio, fica "fake", fica chulo, fica um trabalho de quem nem parece saber que faz parte das produções do universo da turma da Mônica, pois dá a impressão que enfeitaram desenhos de amadores. Parece que o enredo realmente estava a ser bastante agradável, mas como levar para casa uma trama cujos desenhos não me simpatizo nenhum pouco? Fica difícil. Se ainda caprichassem um pouco no cenário, nas angulações, em alguns detalhes para compensar! Mas não! e o resto da revista nem me convém comentar já que trata-se do mesmo de sempre. Alguns núcleos até se salvam nessa empreitada, como os personagens do universo do Piteco e Penadinho que estão sempre a preencher boas páginas das revistas. Mas a questão é: eu não comprei uma revista do Penadinho. Assim, agradeço poder ainda me divertir com a turminha do cemitério, mas eu quero que essa diversão aconteça também com a Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento, já que estes personagens são quem encabeçam os principais títulos mensais

Hoje em dia, se não são as paródias muitas vezes oriundas de filmes como X-MEN, por exemplo, fica difícil encontrar algo que realmente valha a pena envolvendo a turma do bairro do limeiro. O número 100 está chegando. Não creio que haverá algo tão diferente do que está acontecendo até aqui, nas edições de 98. Uma pena! Os personagens ganharam um banho de realidade. Foram julgados sei lá por quem e condenados a viverem como sempre na enfadonha e simplória vilinha do limoeiro, onde nada demais acontece, todo mundo é sempre igual, tudo sempre é tão monótono. Quem tirou  a magia e a fantasia de suas vidas? Como tem sido chato esse mundo sem ilusão a essas crianças! Fica a esperança de que tudo mude a partir do número 101. Mas já não me sinto animado em esperar mais. Agora venho ficando como São Tomé: preciso ver para crer. Enquanto a turma da Mônica vai se distanciando cada vez mais da minha vida contemporânea, a Disney vai preenchendo essa lacuna aos poucos, pois lá sim, ainda dá para ver vários acontecimentos, boas aventuras, agitação, momentos diversos, gente boa, gente não tão boa assim, heróis atrapalhados e bandidos que insistem em usar até armas para conseguir o que almejam. Na minha vida sempre houve espaço para os dois - muitas vezes o espaço para as revistas do Mauricio de Sousa era até mesmo muito maior ao da Disney. Mas, fica aquela premissa tão conhecida: "Quem não dá assistência, abre concorrência." 

O número 100 está chegando. Certamente haverá boas capas sendo divulgadas na rede social da MSP. Mas, como ando meio inseguro, novamente irei passear em lugares onde possa folhear esses títulos com muita calma para saber se realmente valerá a pena trazer algum para minha casa. Acho que essa capa da Mônica 98 não poderia ilustrar melhor um adjetivo que tem caído como uma luva a essas edições atuais: "terrível".




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

[Revista] Mega Disney chega ao número oito

E o título MEGA DISNEY vem chegando ao número oito, com uma seleção de histórias muito variadas, tendo desde tramas bem grandes que chegam perto das cem páginas, até mesmo algo mais nostálgico e com grandes nomes da produção brasileira de HQs. Confira:







Previsão para 15 de Março de 2015



sábado, 14 de fevereiro de 2015

[Filme] Acampamento Sinistro - "trash" traz transexual como vilã



Depois da costumeira tenebrosa Sexta-Feira 13, vem aí.... o sábado 14! rsrsrs....

Sim. Bem assim mesmo, com uma pitada de comédia, mas mostrando que o terror pode não acabar por conta do calendário, é que foi feito o filme Acampamento Sinistro


Acima temos Angela, a monitora assassina
Abaixo temos uma das vítimas



O terrir (terror pra rir) tem seu nome original como "Sleepaway Camp II", ou seja, uma primeira versão foi feita anos atrás, mas as falhas de distribuição da época não permitiram que chegasse às locadoras. Também, a mudança de direção acabou fazendo com que esta história não se prendesse tanto à outra, de forma que não é preciso ver aquela, lá atrás, para entender e se divertir com esta. Entretanto, aos mais curiosos, recomendo que procurem sim, pelo primeiro filme, pois era uma época de anos atrás a este, cujo orçamento foi feito com um valor baixíssimo, quase inacreditável, resultando nesse estilo "trash" e trazendo à tona situações que hoje, em pleno ano de 2015, fico me perguntando se o cinema "legal" faria isso, pois aborda crianças convivendo com um pedófilo e uma transexual - esta se encontra na puberdade, sem entender porque tem que ser uma menina de pênis que, para "ajudar", ainda flagra seu pai com outro cara. Ra´, Rá, Rá! Demais para a cabecinha de uma criança, só poderia ser ela a assassina da turma.

Voltando ao filme que me lembro mais, "Sleepway Camp II", após alguns anos, ganha nova direção e deixa para lá as polêmicas para apresentar novamente uma história lixo (no bom sentido) de mortes em massa num acampamento distante de tudo. Confesso que preciso ver novamente essa obra, pois gostaria de me lembrar dos detalhes. A grosso modo, vamos vemos as pessoas morrendo, uma a uma, de formas muito esquisitas. E o mais estranho é que o filme não faz questão nenhuma de esconder quem mata. Vemos que é uma das monitoras que acaba pegando todo mundo e que ela tem uma desafeição em especial pela mulherada gostosa. Sim. Naqueles anos 80 sempre houve a tal exploração de jovens com os hormônios à flor da pele, loucos para ficarem sozinhos em eventos desse tipo para namorarem e partirem para uns pegas a mais. Daí, logicamente vemos um desfile do que eram as beldades na época, com roupas bregas e cabelos ainda piores, mas que significavam uma certa tendência aos descolados e populares. kkkk...

Então você vai vendo aquela matança toda, uma após a outra, e não compreende aonde o filme quer chegar, já que vemos quem faz e toda a piadinha envolvendo a morte de cada um. Eu me lembro bem que ela mata uma das gostosas numa fossa, no meio da merda, e faz uma piada envolvendo a personalidade da vítima. Em certo momento, começamos então a entender o que se passa e daí vem a referência ao anterior. Descobre-se que a tal monitora assassina era, na verdade, uma das crianças de um outro acampamento sangrento de ano atrás - o tal que, para o povo dali, era conhecido e visto apenas como mais uma lenda para assustar.  Descobre-se que havia uma tal de Angela Baker entre as crianças, que era transexual e, com isso, estava com a cabeça bem pirada e resolveu matar todo mundo após investidas de "bullying" e demais constrangimentos. Não obstante, agora devidamente operada (sem o pênis), ela retorna já como monitora. O fato de ela haver crescido e adotado um sobrenome diferente (em vez de Baker para Johnson) foi uma brilhante estratégia para que não fosse reconhecida. 

O engraçado disso tudo foi um cena em que aparece a assassina ao lado de uma vítima em potencial. Elas encontram uma coisa que vem a ser uma máscara bem ao estilo Jason. A vítima fica toda aflita e pergunta: "Que dia é hoje!" E Angela responde: "Sábado, dia 14.". E a graça está em ver o alívio da outra pessoa. kkkkk.... 

Não me lembro bem como o filme acaba, acho que procurarei vê-lo novamente nesta época de carnaval. Lembro que as imagens eras péssimas, os efeitos eram podres, mas tudo parecia imensamente divertido. Há dois sites que contam mais sobre ele. Vou colocar seu links aqui, mas já vou avisando que eles revelam ainda muito mais do que já falei. 

http://101horrormovies.com/2014/06/28/466-acampamento-sinistro-1983/ - para saber sobre a primeira versão tão desconhecida no Brasil

http://bocadoinferno.com.br/criticas/2010/07/acampamento-sinistro-1988/ - este já fala mais do film que assisti e ainda afirma que há um outro, uma continuação, uma suposta parte III. Desconheço totalmente.

Se você acha que a sua Sexta-Feira 13 não teve a tensão que merecia, que tal presentear-se com este filme hoje, sábado, dia 14? Fica a dica!


Acampamento Sinistro
Nome original: Sleepaway Camp II - Unhappy Campers
Ano - 1988 - EUA
Direção: Michael A. Simpson
Roteiro: Fritz Gordon
Produção: Jerry Silva, Michael A. Simpson

Curiosidade: Pamela Springsteen interpreta a vilã transexual Angela. Ela é irmã do cantor Bruce Springsteen.





domingo, 8 de fevereiro de 2015

[HQ] Época de Pipa


Cascão aparece contracenando com.... hummm... er... bem... quem mesmo? Ah! Está ali, ó! O filho do sorveteiro. O menino traz uma pipa em forma fênix, toda cheia de detalhes, muito bonita de se ver. Porém, o sujeito logo vai embora sem deixar Cascão sequer ter o gostinho de tocá-la direito. Inconformado, com a ajuda de Cebolinha, resolve criar sua própria pipa. Algo tão simples de ser feito por quem está acostumado, mas um tanto complicado a outros. A trama se passa o tempo todo nesse ínterim, onde os dois procuram confeccionar seus próprios modelos em meio a algumas dificuldades.



Posso falar uma coisa? Uma historinha fantástica até para mim, que não gosto mais de ver essa brincadeira acontecendo nas ruas daqui. As linhas estão cada vez mais afiadas, as crianças que persistem no hábito já encontram-se bem crescidinhas, já vi tráfico de drogas acontecendo, há toda uma gama de fatores que prefiro nem explicar e que me motivam a querer a extinção dessa modalidade de entretenimento. Empinar uma pipa era bom na minha época, quando a malícia era pouca, podíamos competir mais e tudo não ultrapassava o bom senso característico de passatempo de criança. Hoje em dia, já não é mais assim.

Voltando à história, gostei bastante.


Cascão 381 - Editora Globo - Agosto de 2001



sábado, 7 de fevereiro de 2015





                                                         Nada como um dia após o outro.